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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Itaberaba realiza 3ª Caminhada do Orgulho LGBT

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No último domingo (05), Itaberaba foi palco da 3ª Caminhada do Orgulho LGBT, evento que levou as ruas da cidade uma intervenção política e cultura pelo respeito à diversidade sexual e pelo fim da violência contra lésbicas, gays, travestis e transexuais. Promovida pelo grupo LGBT, Joias do Arco-íris  – JAI e apoiado pelo Grupo LIVRE – Liberdade, Diversidade Sexual, Educação e Cidadania, a caminhada contou com a presença de militantes do Grupo Gay de Ruy Barbosa - GGR e de Ipirá - GGI, e teve representantes das cidades de Seabra, Oliveira dos Brejinhos, Ruy Barbosa, Ipirá, Iaçu, Boa Vista do Tupim, Feira de Santana, Salvador e muitos outros municípios dos territórios de identidade do Piemonte do Paraguaçu e Chapada Diamantina.



A programação da 3ª Caminhada do Orgulho LGBT de Itaberaba teve início na noite de sábado (04), com o show de voz e violão do artista local, professor negro e gay, Danilo Reis, que entreteve a população com um repertório original e interpretações de grandes clássicos da Música Popular Brasileira. A noite cultural foi realizada no Bar e Lanchonete Ponto do Milho. Participaram da noite cultural lésbicas, gays, travestis e heterossexuais que interagiram e curtiram a noite ao som de muita música boa, com direito à performance da travesti Scarlet O’Hara, militante da cidade vizinha Ruy Barbosa.

Logo no início do evento, o vice-presidente do Grupo LIVRE, Maurício Bodnachuk, e a presidente do GGR, Scarlety O’Hara, realizaram a 1ª intervenção política e socioeducativa da caminhada. Em seguida, houve a coroação da rainha, a travesti itaberabense Caçulete, e o anuncio do padrinho do evento, o artista local, cantor e dançarino, Máximo Alegria.  A primeira parte do percurso da caminhada foi comandada com entusiasmo, axé, cantoria e muita dança pelo cantor e dançarino, Máximo Alegria.

A abertura oficial da caminhada foi conduzida pelos presidentes do JAI e do LIVRE, Gilson e Alex Barbosa, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Itaberaba e do Arco Ires (representando o movimento social LGBT). Houve a execução do hino nacional e logo em seguida os presidentes fizeram seus discursos e agradecimentos, e declaram oficialmente o início da 3ª Caminhada.  Em sua fala, Alex Barbosa abordou a questão da luta pelo reconhecimento dos direitos iguais para a população LGBT, sobre o casamento igualitário e sobre o polêmico projeto da “CURA GAY”.


Todo o percurso foi acompanhado pelos LGBTs presentes e pela população itaberabense. Segundo a Polícia Militar, haviam cerca de cinco mil pessoa nas ruas, incluindo famílias com seus filhos e filhas incentivando as novas gerações a respeitar e conviver com a diversidade.

A 3ª Caminhada do Orgulho LGBT de Itaberaba contou com o apoio do comércio e da imprensa local, da 18ª DIRES, do 11º Batalhão da Polícia Militar da Bahia, da Prefeitura Municipal de Itaberaba, da Câmara de Vereadores, das Secretarias de Saúde, Assistência social e Cultura, da Superintendência Municipal de Trânsito - SMTT, da Assessoria de Comunicação do Municipal - ASCOM e da população itaberabense.
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Aconteceu nesse domingo a 3ª Parada LGBT de Governador Mangabeira

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Militantes distribuindo materiais informativos
Atividade de Prevenção do Fórum Baiano LGBT, realizadas por: Gilvan Dias Medeiros, Rafael Miranda, Millena Passos e Jurandy Telles.
As quize horas o Trio da militância LGBT com a DJ Mila Brasil fazendo o maior frisson  saindo da Rua Dois de Julho, um momento significativo onde os militantes se apropriaram de uma fala politica levando a comunidade mangabeirense  presente refletir sobre Discriminação, Preconceito, Direitos Humanos e Homofobia. 
Ludmila Anjos arrasta multidão na Parada
O segundo trio puxado pela cantora Ludmila Anjos, contado a presença da digníssima senhora prefeita Domingas da Paixão, que no momento recebeu o Troféu Cidadania, seguido foi feito a coroação e entrega da faixa para rainha por Millena Passos, pois a mesma tinha sido rainha LGBT no ano anterior.
Durante todo o percurso podemos constatar a satisfação das pessoas ali presentes, famílias, jovens e adultos. Foi uma ação maravilhosa realizada pelo Grupo Diversidade e Dignidade da cidade já mencionada e essa Parada do Orgulho LGBT teve como organização geral de Rodrigo Camilo, com assessoria de Gilvan Dias Medeiros e Millena Passos.
Estiveram presentes alguns grupos LGBT que fazem parte do Fórum Baiano LGBT tais como: Cavaleiros de Shagrylah, ASMUSADECA, Grupo Contra o Preeconceito, Grupo Pergasus, Grupo Olhos de Hórus, Grupo Glamour, Grupo ARGILA, Grupo Diversidad Sapeaçuense, ATRAS, GGB, Safos, Rede Afro, AG8SAJ e GAMAR.
Agradecemos a todos e todas que colaboraram direto ou indiretamente e até o próximo ano e vamos dizer a cada momento NÃO a Homofobia.

Fonte: Gilvan Dias Medeiros
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

A praxe perversa e recorrente de culpabilizar a vítima LGBT

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Itamar Ferreira Souza era um jovem de 27 anos, estudante de Produção Cultural da Universidade Federal da Bahia, que seguia com determinação o caminho de construir seu futuro. Querido por seus familiares e amigos, era tido como alguém de constante e contagiante bom humor.

Na manhã do último sábado, 13 de abril, Itamar foi encontrado morto, em uma das fontes do Campo Grande, em Salvador, com sinais de violência que apontaram para um homicídio cruel. Um detalhe, porém, definiu os contornos e os rumos da investigação policial e da cobertura da mídia: o jovem assassinado era homossexual.
Uma notícia veiculada no jornal Correio da Bahia, na segunda-feira, 15 de abril, trazia a seguinte manchete: “Sexo grupal atraiu aluno da Ufba para emboscada no Campo Grande, diz delegada”. De acordo com a versão divulgada pelo jornal, Itamar estaria bebendo com um amigo em um bar no Beco dos Artistas e, segundo declarações da titular da 3ª Delegacia de Homicídios que acompanha o caso, teria lá encontrado os criminosos e os atraiu para o Campo Grande, em busca de sexo.
Sem nenhuma declaração da segunda vítima, que conseguiu sobreviver, as apurações do Correio da Bahia e da polícia baseiam-se exclusivamente na versão dos criminosos, apressam-se a descartar qualquer traço de homofobia no crime praticado e atribuem convenientemente àquele que não mais pode se defender a responsabilidade pela tragédia que se abateu sobre ele próprio, numa perversa e recorrente inversão de papéis e valores que transforma vítima em algoz.
Comentários à notícia feitos na versão online demonstram a eficácia dessa estratégia. Ali se vê varias opiniões de leitores que culpam Itamar pelo ocorrido. Tomando a versão divulgada como definitiva e verdade inquestionável, a polícia, a mídia e a sociedade perpetram um segundo crime de morte: a da reputação da vítima.
Assim se constrói tijolo por tijolo o discurso homofóbico impregnado de pesada carga de preconceito, mentiras, inconsequência, desumanidade, crueldade e muito ódio. Assim também se escreve a sangrenta história de um Brasil recordista em homicídios motivados por homofobia, com uma morte a cada 26 horas, segundo dados do Grupo Gay da Bahia.
No caso em tela, não restam dúvidas sobre as consequências nefastas da homofobia institucional (da polícia e do jornal) que, oriunda de formadores de opinião com capacidade de ampla difusão de suas ideias, engrossarão o caldo da homofobia cultural de uma sociedade fundada na intolerância, na ignorância, na cegueira, na falta de senso crítico.
Por tudo aqui exposto, o Fórum Baiano LGBT, entidade estadual que reúne 84 grupos de todo o Estado que lutam por direitos humanos e por direito à livre orientação sexual e identidade de gênero, põe-se frontalmente contrário a práticas irresponsáveis que incitam o ódio e a violência contra a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.
 
Fórum Baiano LGBT
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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Lançamento da Frente Parlamentar Contra a DST/HIV/AIDS

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domingo, 31 de março de 2013

Grupo Pegasus promove ações de prevenção

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O Pegasus- Grupo Gay de Dias D’Ávila, em parceria com a Prefeitura Municipal, Secretaria de Saúde, Associações de Bairros, escolas, Terreiros de Candomblé, Igrejas Evangélicas e outros, da inicio ao projeto “Saúde e Prevenção”.  Levando para a comunidade informação através de palestras interativas , anti-estresse, auto estima, sexo seguro e alimentação saudável . 
Neste último dia 28 de Março de 2013,  aconteceu a primeira palestra  na Associação de Moradores do Bairro Parque Petrópolis, com a presença dos moradores e Políticos locais.
Acreditando  ser possível levar cada vez mais informação, prevenção e noções de responsabilidade social e de cidadania à nossa comunidade, este é um trabalho muito importante do  Movimento LGBT de Dias D'ávila juntamente com o MOPS - Movimento Popular de Saúde temos muito que agradecer o apoio do Ministério da Saúde por meio do Departamento Nacional de DST/AIDS, e do secretário de saúde Dr. Fabiano. Vamos continuar com as ações, rodas de conversas, palestras, assim estaremos construindo cada vez mais para uma sociedade responsável e comprometida com a saúde e a prevenção de todos/as. 
Fonte: Pegasus/Dias 'Avila(Rony Gomes)
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sábado, 16 de março de 2013

Manifestação contra Marco Feliciano acontece neste sábado (16), no Campo Grande

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Neste sábado (16), a partir das 14h, acontece a segunda manifestação contra a nomeação do deputado e pastor Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara em Salvador .
Grupos LGBT’s e militâncias estão se organizando para mais um protesto da permanência do deputado no comando da comissão dos Direitos Humanos.
No último domingo (10), mais de 600 pessoas participaram da primeira manifestação, no Farol da Barra, depois de uma semana de mobilização no Facebook, liderados por grupos e cidadãos angustiados com o novo presidente da comissão.
Os organizadores estão solicitando aos participantes que levem faixas e cartazes de cartolina para confecção de cartazes de repudio ao parlamentar.

Fonte: Dois Terços
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quarta-feira, 13 de março de 2013

Isenção da taxa de inscrição para militantes do Fórum Baiano LGBT no III Seminário Enlaçando Sexualidades

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A coordenação e comissão de Movimentos Sociais do III  Seminário Enlaçando Sexualidades em parceria com Fórum LGBT da Bahia convida os membros deste Fórum a participarem  gratuitamente  do evento “Seminário Enlaçando Sexualidades” ,  entre os dias 15 a 17 de maio,  na sede da Universidade do Estado da Bahia - Campus I , na cidade de Salvador.
Esta participação será na modalidade de relato de experiência.  O que significa esta modalidade?  Vejamos os passos a serem seguidos:
1)      Escrever um breve resumo do relato sobre a história da  Entidade que está representando  e sobre as atividades que ela desenvolve em sua cidade ;
2)      Preencher a ficha que está na página do evento http://enlacandosexualidades3.blogspot.com.br/;
3)      Enviar este resumo para o e-mail   enlaceuneb9@gmail.com   ;
4)      No dia 15 de maio receber o caderno de resumo com o seu resumo publicado para que tod@s participantes do Seminário Enlaçando Sexualidades e outros leitor@ saibam da existência da sua Entidade;  
5)      Apresentar  oralmente  durante o evento o seu  relato de experiência,   no  tempo de 10 a  15 minutos, no  Enlace 9 – Movimentos Sociais e Políticas Públicas, no dia a ser indicado no caderno de resumo;
As inscrições se encerram no dia 25 de março, e não haverá prorrogações!
MODELO DE RESUMO DO RELATO DE EXPERIÊNCIA 
A entidade  que estou representando chama-se __________________________, ela surgiu na data___________, são  ( o número de  pessoas envolvidas ) . Falar os motivos que levaram a existência da entidade. Por fim, falar das atividades que vem sendo desenvolvida pela entidade  e a relação com  as pessoas da cidade . A existência de parcerias com o Estado e a prefeitura.
O resumo deverá ter (MÍNIMO DE 200 E MÁXIMO DE 300 PALAVRAS) 

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Militância LGBT transforma Farol da Barra em palco de protestos neste domingo (10)

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O tradicional palco do Carnaval baiano viveu na tarde deste domingo (10) um dos momentos mais importantes da luta pelos direitos humanos na Bahia e no Brasil. Milhares de pessoas se reuniram para um ato de repúdio contra a indicação do pastor Marco Feliciano para a presidência da Comissão de Direitos Humanos, fato que desencadeou uma serie de protestos e revolta da sociedade civil em diversos estados do país.
Com faixas, cartazes, carro de som e grito de guerra como: “Fora Feliciano”, Salvador entrou na luta contra esse atentado contra os direitos humanos.
O grupo Gay da Bahia (GGB), a vice prefeita de Salvador, Célia Sacramento, lideranças dos coletivos das Universidades, Marcha das Vadias e artistas se mobilizaram na manifestação que atraiu milhares de pessoas em um dos maiores cartões postais da cidade, seguindo em direção ao Cristo.
A militância quer a saída de Marco Feliciano da pasta que tem como lema o respeito e luta pelos direitos humanos.
Fotos: Genilson Coutinho/Dois Terços
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quarta-feira, 6 de março de 2013

Atividades dos grupos filiados ao Fórum Baiano LGBT pelo Dia Internacional da Mulher

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Quadro de atividades das entidades filiadas do Fórum Baiano LGBT no Mês da Mulher:

Entidade
Atividade
Data
Local
Entidades parceiras
LESBIBAHIA
KIU!
NugSex DIADORIM/UNEB
Roda de Capoeira
Oficina de Defesa Pessoal
08/03
Instituto
Nzinga de Capoeira Angola
Instituto Nzinga de Capoeira Angola
GRUPO SAPHOS ILHÉUS
Palestras,roda de conversa e testagem
06 a 09/03
Bairros da cidade e
Uruçuca
ARCROETSULBA, CÁRITAS, 
RNP/ILHÉUS
Grupo Humanus-LGBT
Itabuna
Distribuição de coração, fita-logomarca da prevenção com um coração
08/03
Praça Adami
Gapa-Itabuna
Grupo GRUPO HUMANIZAR - Alagoinhas
Apoio na divulgação da campanha de testagem rápida para HIV e na palestra promovida e realizada pela Coordenação Municipal de DST
Festa: Noite Lésbica
Distribuição de Distribuição de panfletos sobre as novas campanhas lançadas pela OGHA: Doação de Rins e de órgãos "Post-Mortem”
08/03
09/03
Calçadão em frente à Prefeitura Municipal, Centro
(em frente ao HEMOBA) e da Secretaria da Saúde-SESAU
Pousada Frei Leão
Coordenação de DST/AIDS/
Secretaria Municipal da Saúde-SESAU e a 3ª DIRES
Boite Gloss
Coletivo LGBT da UESC
intervenções teatrais, panfletagem, mesa redonda e exposições sobre violência contra a mulher
08/03
diversos bairros de Itabuna
Coletivo 
Marcha das Vadias; Coletivo Feminista Maria Quitéria e o Ciclo de Encontro 
das Margaridas
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Fórum Baiano LGBT emite nota de repúdio contra a nomeação do Deputado Federal Marco Feliciano

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NOTA DE REPÚDIO CONTRA A INDICAÇÃO
DO DEPUTADO FEDERAL MARCO FELICIANO (PSC-SP)
PARA A PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS
E MINORIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS



O Fórum Baiano LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), entidade estadual que reúne 84 grupos de todo o Estado que lutam por direitos humanos e por direito à livre orientação sexual e identidade de gênero, manifesta seu repúdio contra indicação do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

O Fórum Baiano LGBT compreende que declarações racistas e homofóbicas perpetradas pelo parlamentar em razão de suas convicções religiosas amplamente divulgadas pela mídia nos últimos meses, entre outras posições contrárias aos direitos humanos por ele assumidas, descredencia o referido deputado para ocupar importante função democrática.

Por reiteradas vezes, o deputado Marco Feliciano ostentou censurável racismo em meio a pregações religiosas veiculadas na TV e amplificadas pela internet. São também de autoria do deputado assertivas não menos lastimáveis em que afirma que as relações entre pessoas do mesmo sexo levam ao ódio, ao crime e à rejeição, bem como que o casamento igualitário é uma porta aberta ao caos.

Seus posicionamentos frontalmente contrários à defesa dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, bem como sua postura racista, levam-nos a entender que, tendo Marco Feliciano como presidente, a CDHM não estará aberta ao diálogo com segmentos minoritários e marginalizados da sociedade que, a priori, deveria defender.

Desse modo, o Fórum Baiano LGBT conclama o VOTO CONTRÁRIO A INDICAÇÃO DO DEPUTADO FEDERAL MARCO FELICIANO (PSC-SP) PARA A PRESIDÊNCIA DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.


Salvador, 5 de março de 2013
Colegiado do Fórum Baiano LGBT


FÓRUM BAIANO LGBT e suas 84 filiadas:
  1. Adé Diversidade (estadual)
  2. Argila - Grupo Gay de Conceição do Almeida
  3. ASMUSASDECA – Casto Alves
  4. Associação Beco das Cores/ABC LGBT – Salvador
  5. Associação CACTUS LGBT de Irecê
  6. Associação da Parada Gay de Feira de Santana/APGFS – Feira de Santana
  7. Associação das Travestis de Camaçari/ASTRACAM – Camaçari
  8. Associação de Gêneros e Raça/AG8SAJ – Santo Antônio de Jesus
  9. Associação de Mulheres Amigas de Cruz das Almas / AMA – Cruz das Almas
  10. Associação de Travestis de Salvador – ATRAS
  11. Associação em Defesa do Amor/ADAMOR – São Sebastião do Passé
  12. Associação LGBTT Laleska di Capri – Salvador
  13. Associação Pro-Homo – Salvador
  14. CA de História Luiza Mahin /UFBA(Universitária) – Salvador
  15. Cavaleiros de Shangrilah – Castro Alves
  16. Coletivo LesBiBahia (estadual)
  17. Comitê Desportivo LGBT Bahia (estadual)
  18. Congregação Mãe de Deus – Simões Filho
  19. Diretório Central dos Estudantes/DCE-UFBA – Salvador
  20. Diversidade Amar - São Francisco do Conde
  21. GGB (estadual)
  22. GRITTE - Mata de São João
  23. Grupo Autor da Vida – Ubaitaba
  24. Grupo Caxixis Coloridos de Aratuípe - Aratuípe
  25. Grupo Contra o Preconceito - CIA, em Simões Filho
  26. Grupo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros de Jequié / LGBTSOL
  27. Grupo Diversidade Alagoinhas/GDA
  28. Grupo Diversidade Sapeaçuense – Sapeaçu
  29. Grupo Felipa de Souza – RMS
  30. Grupo Fênix – Pojuca
  31. Grupo Gay das Residências (GGR) – Salvador
  32. Grupo Gay de Camaçari/GGC – Camaçari
  33. Grupo Gay de Lauro de Freitas – GGLF
  34. Grupo Gay de Ruy Barbosa/GGRB
  35. Grupo Gay de Simões Filho/GGSF
  36. Grupo Homossexual de Periferias/GHP – Salvador
  37. Grupo Humanus – Itabuna
  38. Grupo INTIMUS - Tancredo Neves
  39. Grupo Lésbico Lilás – Lauro de Freitas
  40. Grupo LGBT OMNI – Cruz das Almas
  41. Grupo Liberdade, Igualdade e Cidadania LGBT/GLICH – Feira de Santana
  42. Grupo Livre – Itaberaba
  43. Grupo Olho de Horus – Dom Macedo Costa
  44. Grupo Prisma – Lauro de Freitas
  45. Grupo Realidade Colorida - Camaçari
  46. Kiu! – Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual – Salvador
  47. Kizomba Arco-Íris (estadual)
  48. Núcleo de Educação e Promoção à Saúde/NEPSI – Ilhéus
  49. Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade da UNEB/NUGSEX DIADORIM(estadual)
  50. Organização Homossexual de Alagoinhas/OHGA
  51. Quimbanda Dudu – Salvador
  52. Rede Afro LGBT (estadual)
  53. Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids – Bahia/RNP+ - Salvador
  54. SAPHOS – Ilhéus
  55. Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Sul da Bahia/ARCROETSULBA – Ilhéus
  56. Coletivo Corphus (Universitária) - Teixeira de Freitas
  57. Diálogo e Diversidade Sexual – Salvador
  58. GAMAR – Amargosa
  59. Grupo Adé Diversidade Colibri – Morro do Chapéu
  60. Grupo Dignidade e Diversidade/GDD – Governador Mangabeira
  61. Grupo EROS - Ilhéus
  62. Grupo Fênix - Pojuca
  63. Grupo Gay de Catu - GGCAT
  64. Grupo Gay de Muniz Ferreira - Pedra das Cores
  65. Grupo Gay do Oeste da Bahia/GGOB – Barreiras
  66. Grupo Gay Pérolas Negras - Santo Antônio de Jesus
  67. Grupo Líberos Avante – Dias D'Ávila
  68. Grupo SAD/Sou Assim e Daí? - Candeias
  69. Grupo SAFO – Vitória da Conquista
  70. Movimento de Articulação Homossexual de Paulo Afonso / MAHPA
  71. Projeto Sociocultural Fênix – Salvador
  72. Arco Íris - Grupo LGBTS de Madre de Deus, Ilha dos Frades e Bom Jesus dos Passos
  73. Associação Cultural Graúna – Itabuna
  74. Coletivo Finas de Vitória da Conquista
  75. Coletivo LGBT da UFRB (universitária)
  76. Coletivo Nacional das Juventudes Negras - Enegrecer (estadual)
  77. Diretório Acadêmico de Pedagogia da UFRB
  78. Grupo Gay de Pernambués
  79. Grupo HUMANIZAR-SE – Alagoinhas
  80. Grupo LGBT Glamour - Cruz das Almas
  81. Grupo Pégassus - Dias D'Ávila
  82. Instituto Olho de Piche – Salvador
  83. Movimento de Lésbicas e Bissexuais da Bahia
  84. NUDESC - Núcleo de Desenvolvimento Social e Cultura da Bahia/Salvador
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segunda-feira, 4 de março de 2013

Grupos filiados ao Fórum Baiano LGBT apoiam protesto contra lesbofobia

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Militantes do Fórum LGBT

Na tarde desta segunda-feira (04) militantes de grupos filiados ao Fórum Baiano LGBT(Movimento de Lésbicas e Mulheres Bissexuais da Bahia , Grupo Gay das Residências, Diadorim,GRITTE, Grupo Contra o Preconceito, ARCROETSULBA e GGB), a Marcha Nacional das Vadias   protestaram contra a violência sofrida por um casal de lésbicas na última sexta-feira (1º), nas dependências da ACBEU (Associação Cultural Brasil Estados Unidos).
 Com faixas e cartazes, elas pediram justiça e punição para o agressor. Talita Andrade, namorada da vítima, participou do protesto ao lado do seu advogado e justificou a ausência da sua companheira. “Ela está muita abalada. Ela não tem condições físicas e psicológicas para participar deste ato importante contra a violência sofrida por nós. Não convocamos ninguém para participar deste ato. As coisas aconteceram muito naturalmente a partir das redes sociais e mostra como as pessoas estão mais atentas”, salientou Talita. 
Com megafone e palavras de ordem, elas seguiram com a manifestação em direção ao Campo Grande, fechando uma das laterais da rua principal. 
Com informações militantes do Fórum Baiano LGBT.
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sábado, 2 de março de 2013

Casal de namoradas é agredido no teatro Acbeu

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A noite da última sexta-feira (01) era para ser apenas mais um momento de descontração para as namoradas Thalita Andrade, 29 anos, e Roberta Nascimento, 26 anos que foram apreciar a exposição do artista plástico Eder Muniz, no Teatro Acbeu, na Vitória, em Salvador.
“Estava tudo tranquilo. E eu estava muito feliz nesse dia. Mas por volta das 22 horas, o segurança começou a expulsar as pessoas da exposição. Ele estava com muita pressa de fechar. Eu tinha tomado muita cerveja e senti vontade de ir ao banheiro, e sabia tinha umas amigas que estavam lá”, relatou Thalita à reportagem do Bocão News.
Ainda segundo Thalita o segurança teria impedido a ida dela ao banheiro. “Ele (segurança) ficou nervoso e tentou me impedir. Ele bateu em um menino e depois bateu em minha namorada, Roberta, que foi quem mais sofreu, quando tentou me defender. Ele partiu os supercílios dela, que caiu no chão”, conta. “Foi uma violência gratuita. Não tem nada que justifique. Ainda mais vindo de uma segurança que está ali para proteger a gente”, lamentou a jovem à reportagem.
Ainda segundo a universitária, o segurança registrou um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia (Barris). “Algumas amigas me contaram que ele apareceu lá com a camisa rasgada e nariz sangrando. Esse segurança não sofreu agressão de ninguém. Ele se colocou como vítima, quando na verdade era agressor”, disparou.
Na mesma noite de sexta, deposi da confusão, o casal se dirigiram para o Hospital Português, onde Roberta ficou internada. Logo depois, que Roberta recebeu alta no final da manhã deste sábado (02), elas foram para a 14ª Delegacia (Barra), onde registraram queixa.
Com informações do Bocão News
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pró LGBT

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Mariela, filha de Raúl Castro, defenderá gays como deputada.
Eleita pela primeira vez como deputada em Cuba, Mariela Castro, 50, prometeu trabalhar "com mais intensidade" pelos direitos de homossexuais na ilha.
O detalhe é que Mariela é filha de Raúl, 81, e sobrinha de Fidel, que chegou a perseguir gays e lésbicas nos primeiros anos após a implantação de seu regime, em 1959.
A plataforma de Mariela Castro inclui a aprovação de um novo Código de Família na ilha, que contempla tanto a união consensual de pessoas do mesmo sexo quanto o direito à reprodução assistida por casais de lésbicas que querem ter filhos --as uniões, no entanto, não seriam reconhecidas como casamento.
A recém-eleita deputada é diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex). Por causa do centro, o sistema de saúde da ilha voltou a realizar cirurgias de mudança de sexo em 2008 - duas décadas após uma polêmica primeira tentativa.
Anteontem, o Parlamento ratificou a permanência de Raúl no poder até 2018. Ele afirmou que quer que este seja seu último mandato.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Planeta G entrevista o novo Presidente da ABGLT, Carlos Magno

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Eleito o novo Presidente da ABGLT, a maior associação voltada à militância LGBT da América Latina, o mineiro Carlos Magno de 41 anos irá comandar a diretoria da associação até 2016. Entramos em contato com o novo presidente e obtivemos uma entrevista exclusiva do sucessor de Toni Reis quanto as suas pretensões e impressões quanto ao atual momento da população LGBT no Brasil.

Acompanhe

Você já desempenhava um papel dentro da ABGLT, nos fale um pouco sobre essa antiga função.

Carlos Magno: Sim, eu fui o primeiro militante LGBT do estado de Minas Gerais a entra para Executiva da ABGLT. Em 2006, em Maceió, fui eleito Secretario da Região Sudeste, onde fizemos um trabalho de articular com as organizações LGBT da região e apoiar criação de novos grupos LGBT. Em 2009, fui eleito Secretário de Comunicação, na ocasião demos prosseguimento da gestão anterior, lançamos o Manual de Comunicação LGBT e melhoramos a relação da ABGLT com a mídia em geral.

Como foi a sua caminhada até a Presidência da entidade? Já era algo esperado ou alguém veio te preparando para assumir tal função?

Carlos Magno: Podemos dizer pelas manifestações de apoio antes do processo de eleição, que era de certa maneira esperado. A minha militância de mais de 10 anos me credenciou politicamente para assumir a tarefa de ser Presidente da maior e mais importante organização LGBT da América Latina.  Vários grupos de referência no país declararam apoio a minha candidatura. O meu nome foi consenso entre os vários grupos da ABGLT, isso me animou e possibilitou um bom transito e dialogo com as nossas afiliadas.

Embora estejamos com passos lentos, estamos progredindo em políticas públicas que nos traz um censo de igualdade maior que anos atrás. Qual sua visão do momento para a população LGBT no Brasil?

Carlos Magno: Sim, estamos avançando. Acho limitada avaliação que o movimento não consegue vitória, pois não temos Leis aprovadas. Hoje temos um movimento social bastante dinâmico e plural, só na ABGLT temos 284 afiliadas presentes em todo o território nacional. Temos ONGs LGBT, grupos e coletivos universitários, núcleos de pesquisas, organizações, instituição de classe, sindicatos, assumindo a pauta dos nossos direitos  e combate a violência e ódio LGBT. O nosso maior patrimônio são os inúmeros grupos da capital e interior, que têm desenvolvido ações prol-LGBT de norte a sul deste país. O conjunto das organizações da ABGLT, bem como das demais redes nacionais e setores da sociedade civil organizada, têm colocado o reconhecimento dos direitos LGBT e o combate à homofobia na arena pública, deslocando a questão deste grupo específico para um debate público e geral da sociedade. E todas as conquistas que já conseguimos e todas as que vamos conquistar se devem a força coletiva do movimento social LGBT e das parceiras da luta pela livre orientação sexual e identidade de gênero.


É visível que houve uma queda nas ações de combate do Governo Federal quanto ao vírus HIV e para a comunidade LGBT que continua sendo protagonista dessa luta, vide pesquisa que mostra que jovens gays ainda são os mais infectados, a atenção está ainda pior. Depois de mais de 10 anos, a propaganda de carnaval do Ministério da Saúde, não apresenta mais a temática LGBT pelo 2° ano consecutivo, e vimos desaparecer as grandes ações. Como você vê esse quadro atual?

Carlos Magno: Há uma epidemia concentrada na população Gay e Travesti, e dentro dela um alarme principalmente em relação às jovens. A ausência de ações para a nossa população  é muito preocupante. Muitos estados e municípios ainda não têm desenvolvido ações de prevenção as DST-AIDS/Hepatites Virais para a nossa população. Alguns estados recebem recurso do governo federal e este recurso fica parado, não desenvolvendo as ações para os LGBT.
Recentemente tivemos uma reunião com Dr. Dirceu Greco, diretor do Departamento Nacional de DST-AIDS e Hepatites Virais, e sua equipe técnica, para discutir esta situação de nossa população. Uma de nossas reivindicações foram à avaliação do Plano de Prevenção as DST-AIDS e Hepatites Virais para gays, travestis e outros HSH. Precisamos saber o que saiu do papel, quais os estados e município elaboraram os seus planos e quais implementaram as ações. Assim teremos um diagnóstico mais real de como está a situação de enfrentamento a epidemia de HIV/AIDS no país em relação à população LGBT.

Há dois anos, o então presidente Toni Reis se reuniu a portas fechadas com a senadora Marta Suplicy, Magno Malta e Crivella para discutir a PLC122. Esse fato gerou grande conflito entre a militância e a ABGLT na época e descrença na Ong desde então. O que você achou sobre o que ocorreu. Faria o mesmo?

Carlos Magno: A história não é bem essa. Precisamos deixar as coisas nítidas. A ABGLT foi chamada para uma reunião e tinha como objetivo verificar a possibilidade de encontrar uma saída para o projeto PLC 122/06 fosse aprovado. Nenhum projeto é aprovado como entrou, eles todos sofrem modificações e passam por inúmeras negociações  nas comissões. Negociar não é o problema. A questão é com quem, e qual conteúdo negociamos. O nosso ex- presidente da ABGLT e senadora Marta Suplicy são pessoas historicamente comprometidas com as nossas questões, não podemos negar. Infelizmente, há uma situação muita tensa no congresso nacional e senado federal, onde os nossos opositores têm atuado ostensivamente para que nenhuma lei que reconheça a nossa cidadania seja aprovada. Precisamos acumular mais força e envolver outros atores e atrizes nessa luta, por exemplo, os advogados comprometidos com os direitos humanos, rearticular a Frente Parlamentar LGBT, envolver mais o peso e as articulações das demais redes nacionais nesses processos e, partir daí, desenvolver uma estratégia consistente e viável para a aprovação do PLC 122.  É urgente e necessário termos uma lei contra o ódio e a violência as LGBT no país. Já existe uma recomendação internacional da ONU direcionada ao nosso país sobre esta questão e o Estado brasileiro não pode mais ser omisso a estas mortes e violências. É uma tarefa de todos e todas que defendem os direitos humanos e acreditam numa sociedade mais democrática lutar pela criminalização da homofobia.

A que pé anda a PLC 122/06 e qual sua opinião sobre sua tramitação, tanto do projeto original quanto do alternativo fechado nessa reunião de 2011?

Carlos Magno: Hoje o PLC 122/06 esta sob a responsabilidade do senador Paulo Paim (PT-RS). Recentemente tivemos uma reunião com senador, em Brasília, ele nos informou que o projeto será uma das suas prioridades destes anos e não economizará esforços para sua aprovação. O senador tem um histórico de aprovação de projetos na área dos direitos humanos. A ABGLT está articulando com um conjunto de advogados de vários estados do país, inclusive especialistas de direito internacional, para prestarem assessoria ao senador. Vamos centrar esforços para aprovação do projeto. O ódio e a violência aos LGBT tem que ser crime no Brasil.

Era visível a aproximação do antigo presidente, Toni Reis, com alguns setores do PT, inclusive com a Ministra Marta Suplicy, mesmo assim em âmbito nacional não houve avanços para a comunidade LGBT. Estaria a ABGLT errando na tática ou havia de alguma forma outros interesses nessa aproximação?

Carlos Magno: Eu não posso falar sob o âmbito pessoal do nosso ex-presidente. Mas no campo politico e institucional  a ABGLT é uma organização nacional e uma de suas ações é advocacy no executivo, legislativo e judiciário. Nada mais natural que tenhamos contatos com os gestores, que podem ser do PT, PSDB, PMDB, indiferentemente. A ABGLT é suprapartidária e nossa missão é defesa dos direitos da população LGBT. O papel de dirigente é articular com todos. Independente de partido político e com os interesses coletivos e não individual, somos apenas um porta-voz de nossa organização.

Em um primeiro pronunciamento em que você cita Dilma, a sua avaliação é baixa, mas ainda alta levando em consideração o NADA feito. O que espera de Dilma nesses próximos meses, e é bom destacar que há corrida eleitoral ano que vem.

Carlos Magno: Foi uma nota justa em minha opinião. A presidenta esta com uma grande popularidade há um processo importante de desenvolvimento e inclusão social em curso no país, mas pra nós, em relação à política LGBT, ela está deixando muito a desejar. Espero sinceramente que esta situação possa mudar. A situação de violência e ódio as LGBT é muito preocupante, precisamos de ações efetivas para mudar esta realidade. Estamos vendo no âmbito internacional vários avanço como discurso de posse do presidente Obama, aprovação da união e casamento civil nos países como França, Espanha, Inglaterra, Argentina, entre outros. E no Brasil uma paradeira total. Parece que nem existimos ou que não há demanda social para que existam ações específicas ao nosso segmento. Precisamos urgente de um gesto da nossa presidenta para nos mostrar que não estamos excluídos e/ou negligenciado desse governo e  que nos apresente ações concretas de enfrentamento à violência e ódio LGBT e  de promoção da cidadania da nossa população.
Quais são seus planos daqui para frente na direção da ABGLT.

Carlos Magno: Temos muitos desafios. Precisamos articular e fortalecer as nossas entidades filiadas, ampliar as nossas parcerias com outras organizações e continua fazendo ações de advocacy no executivo, legislativo e judiciário, combinada com ações de mobilização social. A nossa Carta de Curitiba também aponta que devemos no próximo período nos inserir e engrossar as fileiras, já compostas por outras organizações da sociedade civil, no que diz respeito a reformas estruturantes e necessárias do nosso Estado, como a Reforma Política, a Reforma Agrária e a luta por um novo marco legal nas comunicações. Este gesto visa colocar a maior entidade LGBT do nosso país em diálogo com outros setores, fortalecendo tanto outras lutas quando ganhando novas parcerias que ajudem a ampliar a força social e política de nossas pautas.

Há pontos que merecem atenção? E mudança?

Carlos Magno: O nosso maior patrimônio são as nossas afiliadas. Aumentarei o contato com as nossas organizações de base, destacando as do interior e das regiões norte, nordeste e centro-oeste. Precisamos que as nossas entidades de base estejam fortalecidas para que tenhamos uma grande mobilização nacional em defesa dos nossos direitos e do combate a homofobia. Pretendo acompanhar o trabalho e aumentar o canal de interlocução com todas elas. A ABGLT fez uma reforma estatutária e criou as secretárias estaduais e temáticas, desta maneira, estaremos mais perto de nossas afiliadas para atuarmos de maneira mais coesa. Esse será o tom de nossa gestão.

Qual sua visão da militância LGBT no Brasil?

Carlos Magno: Temos a militância LGBT mais dinâmica do mundo. Já viajei para várias cidade do interior do pais e vejo a dedicação e a responsabilidade que têm muitos militantes atuando nas suas cidades, na maioria das vezes sem condições estruturais e financeira, mas com a responsabilidade política com nosso movimento. Muitos tiram dinheiro de seu próprio bolso e conseguem fazer ações de visibilidade e aprovações de leis que garantam os nossos direitos. A garra da militância, sem dúvida faz um diferencial. 


Entrevista concedida por e-mail ao Planeta G
Agradeço a atenção do novo presidente e desejo de coração que a ABGLT venha trabalhar firme e forte contra as injustiças e desigualdades cometidas a nossa população, e que essa associação seja do povo, dos LGBT, da militância..e não de interesses secundários ou camaradíssimo com o Estado, pois esse mesmo estado é o que nos ignora. Boa sorte Caros Magno.
 
Fonte:Planeta G
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