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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Pesquisa revela que só 33% são a favor de relações homossexuais em Salvador

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Falar sobre relacionamentos amorosos entre pessoas do mesmo sexo não é novidade para ninguém, mas, em Salvador, o assunto ainda divide opiniões e deixa muita gente em cima do muro. 

De acordo com uma pesquisa realizada entre os dias 27 e 29 de agosto, pelo CORREIO/Instituto Futura, o número de soteropolitanos favoráveis à relação entre pessoas do mesmo sexo é de 33% - 4,3% a menos do que no ano passado. 

Menos de duas semanas após o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) permitir o casamento de gays em cartórios de todo o estado, os resultados da pesquisa também revelam a dificuldade dos entrevistados em opinar em um tema ainda considerado polêmico. Dos 400 participantes na cidade, 36% se declararam indiferente; ou seja, nem contra, nem a favor. 

O professor Vilson Caetano (esq.) e o artista plástico Rodrigo Siqueira (dir.), juntos há três anos

A estudante Manuella Cardoso, 20 anos, faz parte desse grupo. Criada numa família católica e conservadora, afirma ter sofrido um choque quando entrou na faculdade, há dois anos, e se deparou com muitos colegas abertamente gays. “No começo, eu entrava em combate com eles, dizia que era errado. Hoje, sei que existe amor e seriedade”, conta a jovem. 

Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), acredita que os índices de indiferença são causados pelo fato de que as pessoas do estado, de uma maneira geral, não têm interesse em se posicionar. “Aqui é comum dizer que ‘não tem nada contra, muito menos a favor’. As pessoas não querem se mostrar.”

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Parada gay 
Cerqueira, no entanto, acredita que o número de pessoas contrárias a relações de pessoas do mesmo sexo é menor do que o constatado pela pesquisa, que foi de 30%. “O número de gente a favor pode ser maior, porque temos um milhão de pessoas na Parada Gay”, contrapõe. 

Para o conselheiro nacional LGBT, Leandro Colling, os dados mostram o que qualquer um pode perceber, se tiver uma visão crítica. “Vivemos em uma sociedade altamente homofóbica e a pesquisa dá um raio-x, ainda que momentâneo, de como essas questões são percebidas”, explica.

O estudo  revelou que quanto maior o nível de escolaridade, maior a aceitação da diversidade sexual, já que apenas 19,4% são  contra relações homossexuais,entre os entrevistados com nível superior. Na parcela de entrevistados que cursaram apenas o ensino fundamental, o número de contrários chegou a 39%.

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Quando assinou o provimento conjunto que permite a todos os cartórios receber pedidos de habilitação de casamento, publicado no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal de Justiça (TJ-BA) no último dia 10 de outubro, a corregedora-geral Ivete Caldas declarou que se baseava nos princípios de igualdade. 

Confrontada com os resultados da pesquisa, a desembargadora entende que o nível de educação permite que as pessoas compreendam melhor a natureza do outro. “Não se pode exigir de pessoas que não têm educação formal razoável e educação doméstica que vençam preconceitos herdados dos próprios familiares”, pondera. 

Ivete defende, no entanto, que a conquista do casamento em cartório já tem ajudado a diminuir o preconceito. “A decisão da Justiça vai ajudar a ampliar os horizontes do pensamento e a forma de entendimento das pessoas.” 

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Preconceito
Juntos há três anos, o professor Vilson Caetano, 40, e o artista plástico Rodrigo Siqueira, 31, pretendem dar entrada no pedido de habilitação de casamento no cartório civil, que será possível a partir do dia 26 de novembro. Para o professor, os que se dizem indiferentes escondem preconceito. “Indiferença é uma forma de ser contra, mas sem querer se comprometer.” 

Compreender a diversidade sexual é mais fácil para os mais jovens. Entre os entrevistados de 16 a 19 anos, 40,6% são favoráveis a relações gays, enquanto na faixa de 40 a 49 anos, o número cai para 17,1%. Rodrigo Siqueira, companheiro de Vilson, aponta que a baixa aceitação, entre os mais velhos, está ligada a fatores como religião. “Acredito que a nova geração fala abertamente sobre sexualidade. Eles têm a cabeça mais aberta, e acreditam mesmo que cada um tem que viver da maneira que os faça felizes.” 

Salvador é 3ª capital do país em casais gays
Atualmente, Salvador é a terceira capital com maior número de casais gays, segundo dados do Censo 2010, divulgados pelo IBGE no dia 17 de outubro. Na cidade, são 1.595 uniões. Para o estudante V.M., 23, que namora há dois anos e seis meses com outro garoto, mesmo que os soteropolitanos estejam acostumados a ver pessoas do mesmo sexo se relacionando, ainda é comum que o vejam como “anormal”.

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“Só o fato de andar abraçado, ou de mãos dadas, já percebo as pessoas olhando torto. Só que eu encaro essa reação deles com certa normalidade. Já é tão comum que, enquanto não atingir a minha integridade, não me incomoda”. A ‘resistência’, para a terapeuta de família Ozana Barreto, é causada porque as pessoas ainda não entendem a relação gay como entendem a relação heterossexual. 

“Podem até dizer que aceitam, mas se incomodam quando veem pessoas do mesmo sexo se beijando. Tudo pode existir, mas sem vir a público. É preferível que o gay fique quietinho, sem se assumir”.

Fonte: Correio da Bahia
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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

IBGE libera informações sobre casais gays brasileiros

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Em 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o mais recente censo no Brasil. Nesta quarta (17), o órgão divulgou algumas informações relacionadas aos casais gays brasileiros.

Entre elas, está a de que mais da metade dos casais do mesmo sexo residem na região Sudeste. Das 60 mil residências declaradamente sustentadas por homossexuais (apena 0,1% do total), 52,6% estão em São Paulo e no Rio de Janeiro. As regiões Nordeste (20,1%), Sul (13%), Centro-Oeste (8,4%) e Norte (5,9%) vêm em seguida no que se refere a casais gays assumidos e que residem na mesma casa.

Outros dados mostram que dos 60 mil domicílios, 53,8% eram administrados por duas mulheres e 46,2% por homens. Deles, 25,8% deles possuíam ensino superior completo. Para 81,6% deles, o estado civil é de solteiros e 99,6% viviam em união consensual.

Em relação à religião, 47,4% se declararam católicos, 20,4% disseram não ter religião. Esta foi a primeira vez que o IGBE elaborou questões sobre o sexo do cônjuge para ser aplicado em um Censo.

Fonte: G Online
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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Presídio do Recife tem primeiros casamentos homoafetivos do Brasil

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Catorze casais participaram de cerimônia, seis deles compostos por mulheres.Festa aconteceu na noite de quinta-feira, na Colônia Penal Feminina.

A Colônia Penal Feminina do Recife, no bairro do Engenho do Meio, Zona Oeste da capital pernambucana, viveu uma noite de festa na quinta-feira (24). Catorze casais participaram de uma cerimônia coletiva de casamento; desses, seis eram compostos apenas por mulheres. Com a festa, foi a primeira vez que uma união estável, entre pessoas do mesmo sexo, aconteceu dentro de um presídio no Brasil.

Vestidos com roupas de gala, todos os noivos puderam convidar duas pessoas para a cerimônia, que teve direito a bolo, bênção ecumênica e batuque de maracatu. Faltando só um dia, Prisicila Teixeira quase desistiu do casamento, por conta do nervosismo de última hora. “Um dia antes estava desistindo, ia jogar o noivo de cima da cama, não queria mais me casar, fazer a unha. Mas isso é o estresse”, contou.

Casar também sempre foi o sonho de Fabiane de Andrade. Aos 25 anos, realizou o antigo desejo, e agora só vai faltar a vida em família. “Vou pegar meus filhos, o esposo, trabalhar e tocar a vida pra frente”, disse. De acordo com Allana Couto, diretora da Colônia Penal Feminina do Recife, todas as noivas, durante a semana, terão direito a uma lua de mel.

Segundo a secretária de Direitos Humanos do Recife, Amparo Araújo, com a cerimônia, está sendo construído um novo modelo de cidadania. “Foi a primeira vez que foi realizada uma união de pessoas do mesmo sexo. Os secretários de Ressocialização sempre fazem reuniões e nunca se teve notícia de algo do tipo”, contou. A secretária disse ainda que, até o final do ano, deve ser realizada pelo menos outra cerimônia, desta vez em alguma unidade prisional masculina.

Entre outros benefícios, com a união estável, os casais vão poder adotar filhos e ter direito à herança. “Eles terão todos direitos de um relacionamento, de separação, separação dos bens”, disse o tabelião Carlos Roma. Depois de fechar o contrato, a detenta Kátia Silene Silva Sales não escondia a alegria de se casar com sua companheira. “Não queria isso aqui, queria lá fora. Mas como não tivemos outra oportunidade...”, contou.

Após a troca de alianças, foi oferecido um coquetel para as detentas e convidados. A certeza é de que a vida dessas pessoas estariam modificadas. “É a concretização de que as pessoas que estão dentro de uma penitenciária perderam só o direito à liberdade, mas não à vida, ao amor e nem à felicidade”, concluiu Amparo Araújo.

Fonte: G1 
Fontos: Divulgação
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Direito das famílias: evento em Camaçari tem inscrição promocional até sexta (25)

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Novos panoramas do direito das famílias. Esse é o tema de seminário promovido dia 1° de junho por estudantes do curso de direito do Campus XIX da UNEB, em Camaçari. O evento acontece a partir das 8h, na câmara de vereadores do município.

A iniciativa, aberta ao público externo, tem como público-alvo estudantes, professores, profissionais liberais e público interessado no tema.

Os interessados devem solicitar inscrição pelo e-mail seminarioturma20082@gmail.com. A taxa está com valor promocional (R$ 25) até esta sexta-feira (25).

A ação vai debater sobre as recentes decisões expostas pelos tribunais superiores e suas implicações no cenário jurídico nacional.

“A intenção é discutir questões do cotidiano referentes ao direito das famílias, analisando temas que atingem a vida privada das pessoas”, explica a discente Ainah Angelini, que integra a comissão organizadora do seminário.

A programação conta com palestras de renomados juristas e profissionais da área que abordarão diversos assuntos, a exemplo das jurisprudências reconstrutivas do direito das famílias, dos aspectos constitucionais do direito das famílias, da união homoafetiva, violência e direitos humanos.

De acordo o estudante Aquiles Mascarenhas, que também faz parte da comissão organizadora, questões relacionadas ao direito das famílias estão entre as maiores demandas atendidas no Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) do campus – que funciona no Balcão de Justiça e Cidadania (BJC) de Camaçari, equipamento vinculado ao Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

O seminário tem o apoio do Grupo Gay da Bahia (GGB), da Câmara Municipal de Camaçari, do Instituto Brasileiro de Direito de Familia (IBDFAM), e da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa).

Informações: e-mail seminarioturma20082@gmail.com e site www.seminarioturma2008.blogspot.com.br.

Fonte: Divulgação
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domingo, 25 de março de 2012

União entre dois homens consumada em cartório surpreende moradores de Manhuaçu

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O casamento de Wanderson Carlos de Moura e Rodrigo Diniz (no centro da foto ao lado) dividiu opiniões em Manhuaçu, na Zona da Mata. "É meio estranho assim de cara, mas não tenho nada contra, não. Cada um tem seu jeito de ser feliz", disse a estudante Ana Paula de Oliveira, que não conhecia quem se casava, mas se esgueirava na porta de entrada para ver melhor. No outro lado da rua havia uma plateia de 20 pessoas. "A que ponto se chega", reprovou a aposentada Maria Izabel Pinheiro, de 80 anos, semblante sério. "Até aqui, tudo bem, mas no religioso não dá", sentenciou a filha dela, a empregada doméstica Mônica Pinheiro, de 50.

Wanderson e Rodrigo dizem nunca ter sofrido qualquer tipo de preconceito na rua quando saem juntos, mas evitam andar de mãos dadas. “Tenho receio dos comentários”, justifica Wanderson. Uma viatura da Polícia Militar acompanhou a cerimônia no cartório. “Por ser uma situação atípica, tem gente que ainda não entende... isso aí, né?”, justificou um dos soldados de prontidão. Mas não houve qualquer transtorno no decorrer da cerimônia.

Enquanto isso, os comentários se multiplicavam do lado de fora. A atendente de caixa Alessandra Vaz, de 24 anos, diz não ter “nada contra, mas é estranho duas pessoas do mesmo sexo se casando...talvez devesse ser proibido. Cada uma tem uma opção de sentimento, mas é errado em termos de religião. Sou católica. Não é errado ser gay, mas praticar sim”, disse. 
Cerimônia inusitada em um cartório da cidade atraiu curiosos, que apoiaram ou criticaram a união gay

O estudante Tiago Reis, de 20, foi enfático: “Se eles se sentem bem assim, não tenho nada contra. Normal não acho, mas a gente não pode se intrometer na vida dos outros, mas se saírem se beijando na rua, acho estranho. Fica esquisito dois barbudos se beijando. É tranquilo se tiverem vida de casal só dentro de casa. Na rua acho que não faz bem, porque daqui a pouco menino vai beijar menino e menina vai estar beijando menina”. Além dos comentários nas ruas o assunto também se espalhou por meio das redes sociais, como Facebook e Orkut. 

O padre e pároco da Paróquia São Lourenço, de Manhuaçu, Luís Carlos Ramos, de 38, também se manifestou: “A notícia me pegou de surpresa. Isso não é casamento, é um contrato civil. Desde o início, é normal somente que homem e mulher se unam. O Estado é laico e tem suas leis, mas a Igreja só reconhece o sacramento do matrimônio entre pessoas de sexos diferentes”.

País
O Brasil já registra 10 casamentos de homossexuais. A exemplo de Minas, houve uniões desse tipo em Goiás, Rondônia, São Paulo, Campo Largo, no Paraná, e em outros estados. Os interessados podem recorrer à Justiça para casar diretamente no Cartório de Registro Civil, sem passar pela união civil estável, como ocorreu com os moradores de Manhuaçu.

Perfil
Manhuaçu fica na Zona da Mata, a 278 quilômetros de Belo Horizonte, com população de 80,5 mil habitantes. O nome da cidade é de origem tupi e significa chuva grande. Mas há outras explicações para a palavra, que seria formada por mandi (peixe) mais yuba (amarelo) e asu (grande). E mais: Manhu é igual a rio e açu significa grande: portanto, Manhuaçu quer dizer rio grande. Emancipado em 5 de novembro de 1877, Manhuaçu só passou à condição de cidade alguns anos depois. Nesse período, perdeu uma área territorial que originou mais de 70 municípios no Leste de Minas.

Hoje, tem 621 quilômetros quadrados e continua sendo o maior da microrregião, além de ser polo econômico, de prestação de serviços e oferecer a melhor infraestrutura hoteleira para turismo da região Vertente da Serra do Caparaó. Entre os anos de 1880 e 1930, o café ganhou força na região e foi nesse período que se desenvolveu a produção de Manhuaçu. Mas hoje a cidade conta também com boa prestação de serviços e comércio diversificado.– “Foi aqui mesmo? Aqui? Sério?”, uma moça custava a acreditar no que contavam. Mas a notícia que corria de boca em boca estava correta: o primeiro casamento civil entre homens em Minas Gerais ocorreu em Manhuaçu, município de 80,5 mil habitantes, a 278 quilômetros de Belo Horizonte, na Zona da Mata. Na manhã dessa quinta-feira, Wanderson Carlos de Moura, de 34 anos, e Rodrigo Diniz Rebonato, de 18, foram declarados casados no Cartório de Registro Civil da cidade, por determinação do juiz da 1ª Vara Criminal, da Infância e da Juventude e de Execuções Fiscais da comarca, Walteir José da Silva.

Os dois poderiam ter assinado a união civil estável ou homoafetiva num Cartório de Notas, conforme reconheceu o Supremo Tribunal Federal (STF), em 5 de maio de 2011, e depois fazer a conversão para o casamento, mas preferiram encurtar o caminho com uma ação judicial. Agora, já têm a certidão de casamento lavrada no Cartório de Registro Civil. No papel, no lugar de solteiro, está escrito casado. O juiz, então, deu a sentença favorável.

“Eu achava que era o primeiro só de Manhuaçu, não sabia que nunca tinha acontecido em Minas. Além de realizar um sonho, a gente entrou para a história, né?”, declarou Wanderson, já com a aliança no dedo. Para assistir à cerimônia, cerca de 30 pessoas se apertaram na sala do cartório. A maioria era formada por jornalistas, familiares e amigos dos noivos, incluindo os quatro casais de padrinhos e madrinhas. Mas também havia os esperados curiosos, alguns fotografando com câmeras portáteis.

Às 10h30, meia hora depois do programado, a juíza de paz e a oficial de Justiça iniciaram, sorridentes, a celebração. Nervosos, Wanderson e Rodrigo mascavam chicletes. Depois de responderem que sim, queriam se casar por livre e espontânea vontade, trocaram um beijo rápido, o popular “selinho”, e se entregaram aos abraços e felicitações.

O pedido de casamento foi formalizado no cartório há cerca de 40 dias. Quando foi negado pelo Ministério Público estadual, sob o argumento de que a legislação permitiria apenas a união estável entre pessoas do mesmo sexo, não o casamento, o casal pensou em desistir. Mas, na terça-feira, foi publicado o deferimento do juiz Walteir José da Silva, titular da 1ª Vara Criminal, Infância e Juventude e Execuções Fiscais da Comarca de Manhuaçu. 

Em sua argumentação, o magistrado recorreu à decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, em maio de 2011, ao reconhecer a união homoafetiva estável. “Se a lei permite a conversão de união heterossexual estável em casamento e o casamento direto entre heterossexuais, se não permitíssemos o mesmo para homossexuais, estaríamos tratando de forma diferente situações idênticas”, explicou o juiz Walteir.

Ansiosos, Wanderson e Rodrigo mal dormiram na noite anterior ao grande dia. Começaram a se aprontar às 8h. Antes de passar lápis em torno dos olhos e brilho nos lábios, Wanderson ajudou o outro a espetar os cabelos com gel. Ambos usaram gravatas cor-de-rosa. “Ê, que chique!”, brincou a mãe de Rodrigo, a lavadeira Maria do Carmo Diniz, de 57. Na cerimônia, ela tirou os óculos, chorou discretamente e disse: “Ele (Wanderson) é um segundo filho para mim”.

A mãe de Wanderson, a empregada doméstica Iracema de Moura, de 67, não foi ao cartório. Justificou dizendo-se “tímida”, mas depois revelou sua insatisfação. “Gostar, não gosto, mas sou obrigada a aceitar. É filho, a gente tem de apoiar”, explicou, enquanto enxaguava uma roupa na lavanderia. “Vocês vão com Deus”, despediu-se dos noivos, quando rumaram para a cerimônia.

Wanderson e Rodrigo moram juntos há 10 meses. A casa, que fica nos fundos da residência da mãe, está erguida à beira de um barranco, em uma área classificada como de risco pela prefeitura. Os dois dizem não ter condições de procurar um lugar melhor. O mais velho trabalha em uma empresa como bordador. O outro, que “fazia de tudo um pouco”, está desempregado. O último trabalho foi como auxiliar de serviços gerais. Ambos estudaram apenas até a 5ª série.

Os problemas vão ser esquecidos pelo menos por uns dias, durante a lua de mel, feita na própria suíte, porque “a grana tá curta”. Os recém-casados sentem prazer em repetir os novos nomes: Wanderson Carlos de Moura Rebonato e Rodrigo Diniz Rebonato Moura. No retorno para casa, risonho, Rodrigo avisou ao companheiro: “Quero ver quem vai tomar você de mim, agora que você tem meu nome”.

Fonte: Estado de Minas
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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Porque os casais homossexuais podem ser os melhores pais

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O casamento gay e a questão de pais homossexuais estiveram na boca de todos nos últimos tempos. Nesse mês, o Papa Bento XVI disse que o casamento gay é uma “ameaça ao futuro da humanidade”, citando a necessidade do crescimento de crianças com casais heterossexuais.

Mas pesquisas com famílias lideradas por homens e mulheres gays não traz nenhum resultado desastroso. De fato, algumas vezes, pais gays podem trazer talentos à mesa que os heterossexuais não conseguem.

Os pais gays “tendem a ser mais motivados, mais comprometidos do que os heterossexuais, na média, porque escolhem serem pais”, afirma a psicóloga Abbie Goldberg, que pesquisa esse tipo de caso. De acordo com ela, gays e lésbicas raramente viram pais por acidente, em comparação com quase 50% de gravidez acidental entre os heterossexuais. “Isso dá mais comprometimento e envolvimento, em geral”.

E enquanto pesquisas indicam que os filhos de pais gays apresentam diferença quase nula de aprendizagem, saúde, funcionamento social e outras medidas, essas crianças podem ter a vantagem de possuir uma mente mais aberta, tolerante e modelos de comportamento para relações igualitárias, de acordo com outros estudos. Não só isso, mas de acordo com pesquisas, pais homossexuais tendem também a oferecer casa para crianças difíceis do sistema de adoção.

A adoção gay causou controvérsia no estado americano de Illinois, onde serviços de adoção católicos decidiram parar de oferecer os serviços porque o estado se recusou a disponibilizar fundos, a menos que os grupos concordassem em não discriminar os gays. 

Deixando de lado a oposição católica, pesquisas sugerem que pais gays são uma fonte poderosa para crianças que precisam ser adotadas. De acordo com um estudo de 2007, 65 mil crianças americanas estavam vivendo com pais adotivos homossexuais, entre 2000 e 2002, com outras 14 mil em casas de adoção lideradas por gays. (Existem mais de 100 mil crianças, atualmente, nessa situação, nos EUA).

Um estudo de outubro de 2011, do Instituto de Adoção Evan B. Donaldson, descobriu que das adoções por pais gays em mais de 300 agências, 10% das crianças tinham mais de seis anos – uma idade tipicamente difícil de ser adotada. Cerca de 25% tinha mais de três anos; 60% dos casais adotou raças diferentes, o que é importante já que crianças que são minorias tendem a se manter no sistema de adoção; e mais da metade das crianças adotadas tinham necessidades especiais.

De acordo com o autor David Brodzinsky, o estudo não comparou as preferências adotivas dos heterossexuais. Mas pesquisas sugerem que os gays tendem a adotar crianças mais velhas, com necessidades especiais e minorias. Parte disso poderia ser de suas preferências, e outra por causa da discriminação nas agências que coloca as crianças mais “difíceis” para os pais “menos desejados”.

Brodzinsky afirma que não importa como você encare isso, os gays se interessam na adoção como um grupo. Um estudo de 2007, do Instituo Urban, revelou que mais da metade dos pais gays e 41% das lésbicas, nos Estados Unidos, gostariam de adotar. Numericamente isso corresponde a dois milhões de pessoas para adoção. “É uma reserva enorme de pais em potencial que poderiam tirar as crianças do sistema instável de adoção”, comenta Brodzinsky.

“Quando você pensa nas 114 mil crianças que estão prontas para serem adotadas mas continuam vivendo em casas de adoção, o objetivo é aumentar a reserva de pais disponíveis, interessados e treinados para serem pais delas”, comenta Brodzinsky.

E ainda, o pesquisador comenta que existe evidências sugerindo que os gays aceitam adoções abertas, quando a criança continua tendo algum contato com os pais biológicos. E as estatísticas dizem que esses pais não têm problemas em suas crianças serem criadas por casais do mesmo sexo.

“O interessante é que encontramos uma pequena porcentagem, mas o suficiente para ser notada, de mães biológicas que fazem a decisão consciente de deixar o filho com homens gays, para que sejam a única mãe na vida da criança”, afirma Brodzinsky.

Boa criação
Pesquisas mostram que filhos de casais do mesmo sexo – adotados ou biológicos – não são piores do que os filhos de heterossexuais na saúde mental, funcionamento social, desempenho escolar e outras variedades de sucesso na vida.

Em 2010, os sociólogos Tim Biblarz e Judith Stacey reviram quase todos os estudos sobre pais gays, e não descobriu nenhuma diferença entre crianças criadas em casas com pais heterossexuais e em casas com mães lésbicas. “Não há dúvida de que crianças com mães lésbicas vão crescer e ser ajustadas socialmente e obter sucesso como as crianças com pai e mãe”, afirma Stacey.

Há muito pouca pesquisa sobre homens, pais, homossexuais, então Stacey e Biblarz não conseguiriam chegar a conclusões nesse ponto. Mas Stacey suspeita que homens gays “seriam os melhores pais na média”, comenta.

Ela afirma que isso é especulação, mas se lésbicas têm que planejar para ter uma criança, isso é ainda mais difícil para homens gays. Para Stacey, os dois devem estar muito comprometidos. Homens gays também podem experimentar menos conflitos parentais, já que a maioria das lésbicas usam doações de esperma para ter uma criança, então uma mãe é a biológica, o que pode criar conflito por proximidade à criança.

“Com homens gays, você não tem esse fator”, comenta. “Nenhum deles fica grávido, nem amamenta, o que não gera essa assimetria no relacionamento”.
E para aqueles que dizem que uma criança precisa de um pai e uma mãe em casa, Stacey afirma que estão esquecendo pesquisas que comparam filhos de pais solteiros e de casais. Dois bons pais são melhores do que um, mas um bom pai é melhor do que dois ruins. E a opção sexual não parece afetar isso. Mesmo que existam diferenças entre como homens e mulheres criam os filhos, ela afirma que há muito mais diversidade dentro dos gêneros do que entre eles.

“Dois pais heterossexuais com o mesmo passado, classe, raça e religião são mais parecidos na maneira como criam os filhos do que um é igual todos os homens e outra como todas as mulheres”, comenta Stacey.

Para Goldberg, os únicos locais consistentes onde você pode encontrar diferenças entre crianças de casais gays e de heterossexuais está na tolerância e abertura de conceitos. Em um estudo de 2007, ele conduziu entrevistas com 46 adultos com pelo menos um pai gay. Vinte e oito falaram espontaneamente que se sentiam mais abertos mentalmente e empáticos do que aqueles não criados nessas condições.

“Esses indivíduos sentem que suas perspectivas sobre família, gênero ou sexualidade são muito acrescentadas por crescerem com pais gays”, comenta Goldberg.

Um homem de 33 anos, com uma mãe lésbica, afirmou à Goldberg: “Eu me sinto mais aberto por ter sido criado em uma família não tradicional, e penso que aqueles que me conhecem iriam concordar. Minha mãe me abriu para o impacto positivo das diferenças entre as pessoas”.

Crianças com pais homossexuais também comentaram que se sentem menos bloqueados por estereótipos de sexualidade do que se tivesse nascido em casas heterossexuais. Isso porque casais homossexuais tendem a possuir uma relação mais igualitária.

“Homens e mulheres sentiam que eram mais livres para procurar uma série de interesses”, afirma Goldberg. “Ninguém estava dizendo para eles, ‘Oh, você não pode fazer isso, isso é coisa de menino’, ou ‘Coisa de menina’”.

Aceitação do mesmo sexo
O sociólogo Brian Powell argumenta que se o casamento entre pessoas do mesmo sexo tem alguma desvantagem, a culpa não é da escolha dos pais, mas da reação da sociedade sobre essas famílias.

“Imagine ser uma criança vivendo em um estado onde, legalmente, apenas um dos pais pode ser seu pai”, comenta Powell. “Nessas situações, a família não é vista como autêntica ou real pelos outros. E seria uma desvantagem”.

Em sua pesquisa, Goldberg descobriu que muitos filhos de casais gays pensam que mais aceitação das famílias homossexuais ajudaria a resolver o problema.

Em um estudo desse ano, Goldberg entrevistou outro grupo de 49 adolescentes e adultos jovens com pais gays, e descobriu que nenhum deles rejeitava o direito de homossexuais se casarem. Muitos citaram benefícios legais e aceitação social.

“Eu estava pensando sobre isso com alguns amigos e comecei a chorar pensando em como minha infância poderia ter sido se o casamento entre pessoas do mesmo sexo fosse legalizado, há 25 anos”, confessou para Goldberg um homem de 23 anos, criado por um casal de mulheres. “Os impactos culturais e status legal afetam as narrativas familiares desse tipo de situação – como nos vemos em relação a uma cultura maior, como parte ou excluídos”.
 
Fonte: 
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domingo, 15 de janeiro de 2012

Romário diz que é a favor do casamento gay

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O atual deputado federal também falou sobre sua mudança radical de hábitos

Em entrevista ao colunista Léo Dias, do jornal 'O Dia', Romário afirmou que é a favor do casamento gay. “Sou, pô. Eu sou a favor da felicidade. Cada um dá o que é seu e f...-se os outros”, afirmou. O ex jogador e atual deputado federal também falou como sua rotina mudou desde que asusmiu uma das cadeiras do Congresso Nacional.

Romário ainda revelou que sua rotina mudou completamente após assumir uma das cadeiras do Congresso Nacional. Ele admite que gostava da noite e que sente falta, mas que precisou mudar isso para manter o casamento e para acordar cedo. “Aprendi a acordar cedo e isso era uma coisa que eu odiava. Às vezes, acordo às cinco da manhã. Quando tenho que ir trabalhar em Brasília, chego lá às 9h30, quando muitos políticos chegam às 14h", explicou.

Fonte: Correio

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Elas disseram sim

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DOIS TERÇOS

O último domingo, 18, foi de muita emoção e felicidade durante a cerimônia de casamento de Carla Santana  e Patrícia Sarube, que reuniu amigos e familiares  no Centro Social Urbano de Pernambués para celebrar o fortalecimento deste grande amor ao longo de quatro anos de vivências.

As duas turismólogas e empresárias do ramos de eventos oficializaram seu casamento em uma celebração marcada pela emoção e cumplicidade das duas que emocionaram a todos os presentes.

Alianças, casadinhos e o tradicional bolo do casal com as noivas no topo foram detalhes de uma festa preparada com muito amor e sensibilidade, e que foi organizada por elas.

Antes da entrada das noivas, os convidados assistiram a um vídeo com a história de vidas das duas, sempre ambientada por canções que fizeram e fazem parte dessa linda história de amor.

Depois do anúncio dos padrinhos do casal, a marcha nupcial abriu caminho para a entrada do casal em um caminho de rosas vermelhas, símbolo do amor, segundo as noivas.

Carla escolheu um  longo vestido branco com detalhes em prata enquanto Patrícia preferiu um terno preto. Ambas declararam o seu amor no ato da entrega das alianças e da assinatura do termo de União Homoafetiva, que será registrado nesta segunda-feira, 19, em um dos cartórios da capital baiana.

Familiares das duas noivas se emocionaram com a realização deste sonho. Elas não escondiam a emoção e a felicidade em cada gesto de carinho durante toda cerimônia realizada  por Genilson Coutinho, editor-chefe do site Dois Terços, que não escondeu a emoção em face desse importante momento na vida de duas pessoas que acreditam no amor em sua plenitude.

O site Dois Terços teve o prazer de acompanhar toda a cerimônia com exclusividade a convite das Noivas.

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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filhos de pais homossexuais são mais felizes, aponta pesquisa

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Um estudo realizado na Universidade da Virgínia (EUA) indica que as crianças são igualmente felizes ou possuem maior harmonia no lar quando têm pais do mesmo sexo. A pesquisadora Charlotte Patterson pesquisou filhos com dois pais, duas mães e pais de sexo diferentes e concluiu que não há qualquer relação entre a felicidade da criança e a sexualidade dos pais. A pesquisa avaliou 104 famílias ao todo e encontrou alguns comentários positivos em filhos de casais do mesmo sexo.

“Os casais formados por pessoas do mesmo sexo parecem partilhar a educação dos filhos de forma mais igualitária, em comparação com os heterossexuais”, apontou a pesquisa publicada no ano passado. “Ambos provavelmente trabalham e envolvem-se de forma equilibrada”, afirmou Charlotte que acredita que isso se deva ao fato de não haver o estereótipo de que educação é responsabilidade da mãe e o sustento como obrigação paterna. Essa harmonia na divisão das tarefas cria menos ansiedade na crianças.

A pesquisadora apresentará sua pesquisa esta semana na Conferência Internacional sobre Parentalidade Lésbica, Gay, Bissexual ou Transgênero, em Lisboa, em Portugal. “As crianças com pais sue são felizes parecem estar bem. Os casais infelizes nas suas relações transportam para as crianças esse sentimento. O fato dos pais se darem bem e o grau de satisfação com o relacionamento são, isso sim, questões com efeitos nas crianças”, resume a pesquisadora que entende que a pesquisa deve ser aprofundada, já que a idade média das crianças pesquisadas foi entre 3 e 4 anos de idade.

Fonte: Revista Lado A
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

[CHARGE] A salvação do casamento

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O marido declara à esposa:

- Vou salvar nosso casamento.

Ela indaga, ansiosa:

- Você vai parar de beber, de me trair e de me bater e vai fazer terapia?

Ele retruca:

- Que diabo, nada disso! Vou votar pela proibição do casamento gay!
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Veja como fazer sua União Estável em Salvador

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Salvador, BA, 17 de agosto de 2011 – Por Marcelo Cerqueira

Se você ta pensando em realizar seu registro público de Parceria Civil, conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal veja tire aqui todas as suas duvidas. Em salvador, por exemplo, você pode procurar o 12º Cartório em frente ao Detran e fazer, boa sorte. Leia com atenção e assegure o seu amor.

Pode existir União Estável entre pessoas do mesmo sexo?
Sim. A Constituição Federal proíbe qualquer forma de descriminação. Sendo assim, assim, a mesma lei rege a União Estável parra os casais heterossexuais também se aplica a União Estável ente casais homossexuais.

A União Estável é igual ao casamento civil?

NÃO. Ainda não há uma equiparação plena de direitos, porém o reconhecimento da União Estável entre pessoas do mesmo sexo pelo Supre Tribunal (STF) trouxe avanços importantes na garantia de direitos do casal homossexual - o casamento civil, entretanto, ainda não é realizado. As principais diferenças entre a União Estável e o Casamento Civil residem na possibilidade de, pelo casamento, se adotar o sobrenome do cônjuge e na forma de recebimento de herança.

Quais foram os direitos com o reconhecimento da União Estável entre casais homossexuais?

O reconhecimento da União Estável homossexual possibilita: que o (a) companheiro (a) autorize realização de cirurgia de emergência; soma de rendimento para financiamento ou locação de imóvel; solicitação de pensão alimentícia em caso de separação ou necessidade; inscrição do (a) companheiro (a) como dependente do servidor (a) público (a); licença-luto (falta ao trabalho quando da morte do (a) companheiro (a);usufruto dos bens do (a) parceiro(a); visita íntima na prisão; declaração conjunta do Imposto de Renda (IR)e dedução do IR do imposto pago em nome do (a)companheiro (a); inscrição em clubes com entidade familiar; inscrição em planos de saúde e seguro de vida com entidade familiar; licença quando do nascimento de filho (a) da companheira; entre outros .

Qual a diferença entre Declaração de Convivência Marital e Escritura de União Estável?

A Declaração de Convivência Marital é um documento partícula feito em Cartório com objetivo de afirmar perante empresas, convênio médicos, clubes, etc , que os (as) interessados (as) vivem juntos.
A Escritura de União Estável, também feita em Cartório, firma um compromisso jurídico público entre o casal. Nela podem ser descritos bens como determinações sobre pensão alimentícia, educação dos filhos deles ou outrem e obrigações entre o casal em relação aos filhos ou menores de idade sob sua responsabilidade.
 Tanto a Declaração de Convivência Marital quanto a Escritura de União Estável podem ser firmadas entre casais homo ou heterossexuais.

Como faço para regularizar a minha União Estável?

Deve-se procurar um Tabelionato, ou seja, um Cartório de Notas.
Documentos necessários: CPF; RG ou Carteira de Habilitação (originais); comprovante de residência; duas testemunhas maiores e capazes (não exigido em todos os Cartórios). Sendo um ou ambos (as) parceiros(as) ou divorciados (as) deve-se apresentar a Certidão de Casamento com averbação de separação ou divórcio.

Custo: o registro da Escritura de União Estável, a ser realizado pelo Cartório, tem custo de aproximadamente R$268,00. Pode haver custos adicionais com reconhecimento de firma (assinatura), por exemplo.

O que fazer se meu pedido de reconhecimento de União Estável for negado?

Se a documentação exigida for apresentada e o Cartório se recusar a fazer o registro de reconhecimento de União Estável, você pode procurar outro cartório (link de endereços no final do folder) ou pode ingressar com uma ação judicial – para isso você deverá procurar um advogado ou, se não tiver condições financeiras de arcar com as custas do processo, a Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Caso não haja motivo justificado para a recusa e esta ocorrer em razão da orientação sexual das partes, há a possibilidade de ingresso de ação de reparação civil contra o cartório – também através de um advogado ou da Defensoria Pública do Estado da Bahia.

Se a ação judicial de reconhecimento de União Estável for julgada improcedente há a possibilidade de ingresso de uma reclamação diretamente no STF, que irá reformar esta decisão, dada sua recente manifestação sobre o assunto.
 

 “Pelo que dou ao art.I.723 do Código Civil interpretação conforme à Constituição para dele excluir qualquer significado que impeça o reconhecimento da união continua, publica e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, entendida esta como sinônimo perfeito de “família”.”

(Trecho de voto do relator, Ministério do STF Carlos Ayres Britto, na ADPF nº 132 – RJ)

 
Onde você pode fazer o seu registro em Salvador.

12º Tabelionato de Notas
Av. Antônio Carlos Magalhães, 4277 - Bairro: Brotas
Salvador – BA
Fax: (71) 3432-7636

Fonte: GGB
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sábado, 30 de julho de 2011

45% dos brasileiros já aceitam união estável homoafetiva

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Léo Mendes com o esposo, Odílio Torres
O POPULAR - Apesar da rejeição, os homossexuais consideraram mais tolerantes as posturas dos brasileiros em relação ao público gay. "Há uma década, nosso apoio não passava de 25% da população. Agora temos 45% de aprovação para a união civil", sustenta o presidente da Articulação Nacional de Gays (ArtGay), Liorcino Léo Mendes.

A população brasileira foi contra em maioria somente ao casamento e à adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo. Já em relação à amizades ou ao contato com profissionais homossexuais a maior parte dos entrevistados declarou que teria uma posição mais aberta ( veja quadro ). A minoria afirmou ser contra médicos, policiais e professores homossexuais.

Terra Notícias - Apesar da resistência de 55% da população ao direito à união estável para pessoas do mesmo sexo, a resposta da sociedade às causas homossexuais avançou nos últimos anos e a tendência é a de que, dentro de 10 anos, a maior parte dos brasileiros reconheça a igualdade de direitos. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que considera positivo o resultado de levantamento do Ibope Inteligência divulgado nesta quinta-feira. 

Toni Reis (E), com o marido, David Harrad
A pesquisa apontou que 55% da população brasileira é contra a união estável entre homossexuais e 45% é a favor. Em relação à adoção de crianças por casais gays, a proporção foi a mesma. "Em 1995, tínhamos 7% de apoio (à união estável). Em 15 anos, chegamos a 45%, estamos avançando", avaliou Reis. 

A pesquisa mostrou que entre os mais jovens, as mulheres e os mais escolarizados, há menos resistência à igualdade de direitos entre heterossexuais e homossexuais, o que, segundo Reis, é ainda mais significativo para comprovar que houve avanços. Entre os católicos, os que são a favor agora já são 50%. Daqui a dez anos teremos o reconhecimento da igualdade de direitos", calcula. 

A união estável entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio, por unanimidade. Segundo Reis, a decisão da Corte de alguma maneira adiantou as mudanças de percepção sobre os direitos dos homossexuais que devem acontecer na sociedade brasileira nos próximos anos. "Não é uma cultura que se muda de um dia para o outro, mas estamos nesse movimento. O STF esteve à frente." 

iBahia - Mais da metade da população brasileira é contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a união estável para casais do mesmo sexo, de acordo com pesquisa nacional realizada pelo Ibope, realizada entre os dias 14 e 18 de julho. De acordo com o levantamento, 55% dos brasileiros são contrários à decisão e 45% são favoráveis. 

O instituto informou ter feito 2.002 entrevistas domiciliares em 142 municípios do país, ouvindo pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais. 

Segundo o Ibope, as mulheres são as que menos se incomodam com o tema, seguido dos mais jovens, dos mais escolarizados e das classes mais altas. A população do Norte, Centro-Oeste e Nordeste do país é a que mais apresenta resistência sobre o assunto, são 60% contrários à decisão do STF. No Sudeste, o índice cai para 51%. 

Os dados apresentados pela pesquisa mostram que o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu cotidiano, como profissionais ou amigos que se assumam homossexuais. Mas a população ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão, como a união estável ou o direto à adoção de crianças. 

O levantamento também aponta que 63% dos homens são contra a decisão do STF, enquanto apenas 48% das mulheres são da mesma opinião. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis. Já os maiores de 50 anos são majoritariamente contrários (73%). Entre as pessoas com formação até a quarta série do ensino fundamental, 68% são contrários. Na parcela da população com nível superior, apenas 40% não são favoráveis à medida. 

Sobre a aprovação à adoção de crianças por casais do mesmo sexo, os resultados seguem a mesma tendência, segundo o instituto. A pesquisa aponta que 55% dos brasileiros se declaram contrários. Entre os homens, o indicador é mais alto, com 62% de opositores. O mesmo ocorre entre as pessoas com mais de 50 anos (70%). Entre os brasileiros com escolaridade até a quarta série do ensino fundamental, 67% são contra. Outros 60% se declaram contrários no Nordeste, 57% no Norte e no Centro-Oeste, 55% no Sul e 52% no Sudeste. 

Para 73% dos pesquisados, a revelação de que suas amizades são homossexuais não interferiria em nada no relacionamento. Outros 24% disseram que afastariam muito ou pouco e 2% não souberam responder. Embora com menor intensidade, o mesmo padrão de opinião nas respostas anteriores se repete no comparativo por faixa etária, nível de escolaridade, sexo e região do país. 

Entre as mulheres, 80% não se afastariam dos amigos homossexuais. Entre jovens de 16 a 24 anos, 81% dos jovens não se afastariam e 85% das pessoas com nível superior de escolaridade também defendem que não haveria mudança na amizade. No Sudeste, 79% das pessoas disseram que não se afastariam. No Norte e Centro-Oeste, 72% têm a mesma opinião. No Sul, são 70% e, no Nordeste, 66%. 

Médicos, policiais e professores
O instituto questionou a aceitação da população para homossexuais que trabalharem como médicos no serviço público, policiais ou professores de ensino fundamental. Apenas 14% se disseram total ou parcialmente contra trabalharem como médicos, 24% como policiais e 22% como professores. A parcela dos brasileiros que são parcial ou totalmente favoráveis é de 84% para o caso de médicos, 74% para policiais e 76% para professores. 

O levantamento aponta ainda que há maior tolerância nas pessoas cuja religião foi classificada na categoria “outras religiões”, onde 60% são favoráveis à decisão do STF. Entre os católicos e ateus ouvidos há divisão de opiniões, com 50% e 51% de aprovação, respectivamente. Entre os protestantes e evangélicos, 23% se dizem favoráveis à iniciativa do STF. As informações são do G1.
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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Estados Unidos: Casal gay junto há 61 anos espera nova lei para se casar‎

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Richard Dorr, 84 anos, e John Mace, 91,aguardam apenas legalização do casamento gay em Estado americano.

'Seria ótimo poder dizer: 'somos casados'', diz Mace (o segundo na foto)
Dois professores de canto, que vivem juntos há 61 anos, aguardam a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Nova York para se casarem.

Richard Adrian Dorr, de 84 anos, e John Mace, de 91, já receberam o convite de um amigo do Estado americano de Connecticut, onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legalizado, para oficializar a união.

Mas os dois, que moram em Nova York desde a década de 40, querem se casar na cidade e pretendem esperar até que o casamento gay seja aprovado lá.

'Começar uma nova fase na vida, ao se casar depois de 61 aos, seria completar algo que foi muito maravilhoso para nós dois', afirmou Richard Dorr.

'Seria ótimo poder dizer: 'somos casados'', disse Mace.

'Somos novaiorquinos e, depois de 61 anos de união, sentimos que temos o direito de ser casados, em Nova York. Já está na hora, não?', pergunta Dorr a Mace durante entrevista à ONG americana Freedom do Marry, que está fazendo uma campanha de divulgação pelo casamento dos dois professores.

Dorr e Mace aguardam a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Nova York, já que a lei já foi aprovada na Assembleia do Estado e agora espera aprovação do Senado de Nova York.

Além de Connecticut, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já é aprovado em outros quatro Estados americanos: New Hampshire, Massachusetts, Iowa e Vermont, além da capital, Washington.

O governador do Havaí, Neil Abercrombie, aprovou a lei de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em fevereiro, o que abre o caminho para que casais de gays e lésbicas tenham os mesmos direitos que casais heterossexuais a partir de 1º janeiro de 2012.

'Recorde'
Os dois são professores de canto e já deram aulas para atrizes como Vanessa Redgrave e Bette Midler.

Dorr e Mace se conheceram em 1948 quando estudavam na escola de artes Juilliard School, em Nova York. Mace trabalhava em meio período na escola e Dorr teve que ir ao escritório onde ele estava.

'Foi um momento que nunca vou esquecer', contou Mace.

'Disse para ele: 'quero cantar para você'', disse Dorr.

Desde que se uniram, eles criaram juntos o filho de Mace, Paul.

Mace afirma brincando que o tempo de união dos dois é como um 'recorde'.

'É tipo um recorde. (...) Tivemos pouquíssimas discussões', afirmou.

'Nunca vá dormir brigado', acrescentou Dorr.

Os dois pensaram em casar logo depois dos confrontos de 1969, no bar novaiorquino Stonewall entre os frequentadores homossexuais e a polícia, considerados como a 'fundação' do movimento gay nos Estados Unidos e no mundo.

Mas, na época eles não conseguiram. No entanto, agora, os dois esperam a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo para se casar em Nova York.

Fonte: G1
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