Pages

Banner 468 x 60px

 
Mostrando postagens com marcador Transfobia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Transfobia. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de agosto de 2012

Feira de Santana: Travesti é assassinada com três tiros no centro comercial

0 comentários
Permanece sem identificação no Departamento de Polícia Técnica (DPT), o corpo de um travesti que foi morto com três tiros por volta das 5h na manhã deste domingo (12).
 
O crime ocorreu na avenida Marechal Deodoro, esquina com a praça da Bandeira, próximo as lojas Insinuante, centro comercial de Feira de Santana.
 
A vítima aparenta ter entre 15 a 18 anos e trajava uma camisa de manga comprida cinza, além de uma saia estampada.
 
A polícia civil não divulgou se as câmeras instaladas pela instituição municipal captaram as imagens na hora do assassinato contra o homossexual.
 
Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa
LEIA MAIS...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Travesti é morta a tiros no final de linha da Boca do Rio

0 comentários
A autoria e a motivação do crime ainda são ignoradas

Uma travesti foi morta a tiros na noite desta quinta-feira (17) no final de linha do bairro da Boca do Rio, próximo a Escola Georgina. Segundo informações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima ainda não foi identificada. 

Viaturas do DHPP estão de encaminhado para o local para iniciar as investigações. A 39ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Boca do Rio-Imbuí) informou que a área do crime foi isolada logo após o homicídio e que não há testemunhas.

A autoria e a motivação do crime ainda são ignoradas. O corpo da travesti será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Fonte: Correio da Bahia
LEIA MAIS...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ex-travesti morta em Camaçari

0 comentários
Eduardo Paixão de Jesus, 23 anos, foi encontrado morto por populares na ponte da Avenida Radial B.

De acordo com os agentes da policia militar, o crime aconteceu na madrugada deste domingo, 23, eles informaram que apenas a policia técnica poderá dizer de que forma o crime aconteceu, já que não existe nenhuma marca de violência, ou seja, de agressão, tiros ou facadas.

Eduardo é irmão caçula de Paulo Paixão, presidente do Grupo Gay de Camaçari. Segundo alguns parentes que estavam no local, Eduardo era ex-travesti e estava frequentando uma igreja evangélica.

Além disso, o jovem já havia sofrido uma tentativa de homicídio em março do ano passado, ele havia levado 06 tiros e ficou internado em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE). Eduardo também tinha passagem na polícia por roubo, a 18ª Delegacia de Camaçari vai investigar o caso.

Fonte: Site Camaçari Noticias 
LEIA MAIS...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Agora é a vez da mulher

0 comentários
Depois das agressões a heterossexual confundido com gay, uma mulher é confundida com travesti

Uma mulher foi agredida ao ser confundida com um travesti. Segundo a vítima da agressão, a comissária de vôo Geilsa da Mota, 29 anos, o ataque foi cometido por dois homens que a perseguiram por várias ruas e, segundo a vítima, chegaram a efetivar disparos contra o carro em que ela estava. A suposta arma utilizada pela dupla, não foi localizada pela Polícia. Os dois suspeitos, identificados como Ricardo Alexsandro Reis, um estudante de 25 anos, e Marcelo Rosa Santos, mecânico de 29 anos, estão detidos na Delegacia Plantonista, à disposição do delegado de plantão, que já iniciou a oitiva dos envolvidos na ocorrência.

De acordo com Geilsa da Mota, o fato aconteceu na madrugada desta segunda-feira, 19, após uma festa, numa casa de show, fica localizada no bairro Coroa do Meio. Geilsa conta que percebeu que estava sendo perseguida e parou num Posto, de Combustível, onde há uma loja de conveniência na avenida Francisco Porto, local onde as agressões verbais foram iniciadas. “Eles alegavam que eu era um travesti, que estava devendo dinheiro a eles. Fiquei amedrontada. Eles diziam que eram parentes de pessoas poderosas e que ninguém ia prendê-los”, conta a comissária de bordo.
 
Apavorada, a vítima abandonou o posto na tentativa de conseguir se livrar dos agressores, que a seguiram até outro posto de gasolina, local em que as agressões físicas foram consumadas. “Eu levei vários socos, estou com as mãos e a cabeça machucadas. Um dos dois entrou no carro e me deu muitos socos na cabeça. Eu só conseguia gritar e o que mais me revoltou é que os funcionários e seguranças do posto não faziam nada”, comenta indignada a vítima.

Para se livrar das agressões, Geilsa teve que fingir estar desmaiada. “Eu não sabia como reagir diante de toda aquela agressão. Então, fingi que estava desacordada. Um dos dois pensou que eu estava morta e mudou de atitude, passou a fazer o papel de apaziguador, mas na verdade ele queria se livrar do meu corpo. Foi nessa hora que a polícia chegou, eu não sei quem chamou”, fala Geilsa da Mota.

A todo momento, segundo Gilsa da Mota, os jovens diziam que nada aconteceria a eles devido ao grau de parentesco deles com pessoas “poderosas” e “importantes” no Estado e ainda teriam revelado que iriam dar dinheiro aos policiais para livrá-los da prisão. Fato que não chegou a se concretizar, segundo informações do cabo Ademir Costa. “A gente foi informado disso, mas eles não tentaram o suborno”, diz o cabo.

“Babaquinhas” em Blog
Os policiais militares foram acionados a partir de telefonemas de pessoas que estavam na Loja de Conveniência instalada no Posto de Combustível, que presenciaram as agressões. Os policiais deram voz de prisão aos acusados e, sem reagir, ambos foram encaminhados à Delegacia Plantonista. Até o momento em que a equipe de reportagem esteve na Delegacia, os dois não tinham, ainda, prestado depoimento. Ambos demonstraram irritação e a todo momento diziam que o interesse era sair da Delegacia para ir embora.

O delegado de plantão começou a investigação ouvindo a comissária de bordo. Que permanece na Delegacia Plantonista prestando depoimento. O veículo que estava sendo ocupado pelos dois rapazes não foi removido do estacionamento do Posto de Combustível. ”Os dois estavam visivelmente alcoolizados e não tinham condições de dirigir”, informou o cabo Ademir Costa. O veículo passou por uma breve vistoria e a suposta arma não foi localizada. Mas a perícia da Secretaria de Estado da Segurança Pública, segundo o cabo Ademir, fará  uma outra vistoria minuciosa.

A comissária de vôo se diz indignada com a situação. “Isso é algo que não pode se repetir. Foi comigo, mas poderia ter sido com qualquer pessoa, irmãs, esposas, qualquer pessoa poderia ter sido vítima daquele absurdo. Eu estou inconformada e vou até as últimas consequências para conseguir justiça”, desabafou.

Ela garante que o mundo inteiro tomará conhecimento da ocorrência, pela internet. Ela pretende construir um Blog específico para denunciar “os babaquinhas de Aracaju”. “O mundo inteiro vai conhecer o que os mauricinhos, babaquinhas, de Aracaju andam aprontando. Eles dizem que ficarão impunes por ser parentes de poderosos, mas eles podem ser filhos de Dilma Roussef e, ainda assim, pagarão por isso”, vocifera Geilsa da Mota, completando que vai deixar de morar em Aracaju depois que o caso for resolvido.

Fonte: Sergipehoje.com
LEIA MAIS...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Médica transexual é agredida após batida de carro

0 comentários
A pediatra contou que no começo suspeitava de um assalto ou sequestro relâmpago, mas que depois teve a certeza que era homofobia pelas palavras que eles usavam para agredi-la verbalmente


Uma médica transexual foi agredida por três homens após ser perseguida na madrugada deste domingo (14), em Porto Alegre. Fernanda Campos, de 43 anos, dirigia seu veículo quando bateu no retrovisor de um outro carro onde estavam três homens que ficaram irritados e começaram a persegui-la.

A pediatra dirigiu até um ponto de táxi para pedir socorro, mas como não havia nenhum taxista no local os três homens começaram a agredí-la com pontapés, puxões de cabelo e socos. A médica apresenta diversos hematomas no rosto, dentes quebrados, lesões nos joelhos, mãos, ombros e costas, além de ter tido seus cabelos arrancados e ter perdido parte da visão em um dos olhos.

Logo após a agressão os homens fugiram e a médica registrou ocorrência na delegacia. A transexual reconheceu os agressores através da identificação da placa do veículo.

Fernanda prestou depoimento na tarde de ontem (15), à titular da 2ª Delegacia de Polícia, Adriana Regina da Costa, e contou que no começo suspeitava de um assalto ou sequestro relâmpago, mas que depois teve a certeza que se tratava homofobia pelas palavras que eles usavam para agredi-la verbalmente. A delegada afirmou que os suspeitos poderão ser indiciados por lesão ou tentativa de homicídio.

Segundo o jornal gaúcho Correio do Povo, até agora a transexual foi a única pessoa a prestar depoimento. A polícia procura testemunhas do crime e imagens de câmeras de segurança que possam servir para esclarecer o caso.

Fonte: Correio da Bahia
LEIA MAIS...

domingo, 19 de junho de 2011

Justiça quer divórcio de transexual

0 comentários
A FÓRCEPS
Bernaroli recorre da sentença

Foto: Gazzeta di Modena


A Justiça italiana tomou uma decisão polêmica: obrigou um casal da cidade de Bolonha a se separar contra a própria vontade depois que o homem trocou de sexo e se tornou mulher.

Alessandro Bernaroli, de 40 anos, se submeteu a uma operação de troca de sexo em 2009, quatro anos após ter se casado no civil e no religioso. Ele passou a se chamar Alessandra e não tinha a intenção de se separar da esposa. Nem ela dele. Em outubro do ano passado, um tribunal de Modena, cidade onde foi celebrado o casamento, reconheceu que o casal tinha o direito de permanecer unido legalmente.

‘Diversidade sexual’

Agora, uma sentença do tribunal de apelação de Bolonha, onde eles moram atualmente, impôs o divorcio alegando falta de “diversidade sexual” entre os dois.

O problema surgiu quando Alessandra foi regularizar seus documentos com a nova identidade feminina na Prefeitura. Ao analisar a cédula, um funcionário anulou o casamento alegando não ser possível legalizar a união entre duas mulheres.

“Pensei que fosse suficiente mudar o nome na certidão de casamento, mas eles decidiram que a gente tinha que se separar”, afirmou ele à rede BBC.

Segundo o advogado do casal, embora a legislação italiana não reconheça os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, não há lei que os obrigue a se divorciar sem o próprio consentimento.

“A lei de ratificação da identidade sexual não prevê a dissolução automática do casamento. E, ainda que a mudança de sexo seja motivo para pedir o divórcio, ele deve ser solicitado pelo cônjuge”, explicou o advogado Michele Giarratano ao jornal  La Repubblica.

‘Situação intolerável’

O casal diz se considerar vítima de uma discriminação. “É uma situação intolerável, pois não se julga com base na legislação existente e sim no preconceito. Não queremos que nosso casamento tenha uma definição: homossexual, transexual ou heterossexual, mas continuar vivendo como antes”, afirmou Alessandra.

Agora, os advogados vão entrar com um recurso no tribunal de última instância, cuja sentença definitiva deve sair em 4 ou 5 anos.

“Enquanto isso, não sabemos se somos casados ou não, o que podemos e o que não podemos fazer. Isto fere nossa dignidade ”, reclamou o transexual.

Caso a última sentença seja negativa, Alessandra disse que pretende recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos e pedir asilo político a um país membro da União Europeia. Ele também é ativista de um grupo que defende os direitos dos homossexuais e deseja transformar seu caso numa batalha pelos direitos de todos. “Queremos que a Itália seja como o Brasil, por exemplo, onde as pessoas do mesmo sexo já podem conviver legalmente”, afirma.
LEIA MAIS...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Menor assassino da travesti é preso em Itamaraju

0 comentários
Crime ocorreu em Itamaraju, e não em Ilhéus como foi informado (veja aqui)

O menor ACS 17 anos foi preso nessa ultima terça-feira em Itamarajú, acusado pela morte violenta do homossexual Alessando. Uma ação rápida da equipe do Serviço de Inteligência da Delegacia de Itamarajú comandada pelo agente José Souza Trindade, prendeu o menor às 9hs da terça-feira no velório da vitima. 

Na delegacia o menor confessou o assassinato com detalhes. Ele desferiu quatro golpes com uma estaca nas costas e nuca do homem que não suportando o impacto acabou desfalecendo, não contente com a ação violenta e desumana o menor foi até a sua casa nas imediações buscou um litro de gasolina e munido de fósforo ateou fogo no corpo da vitima. 

O menor já foi apresentado à promotoria e encontra-se detido a disposição da Justiça. Marcelo Cerqueira, presidente do GGB entrou em contato com a Delegacia na noite de hoje e obteve as informações e andamento do caso. Cerqueira deu parabéns à equipe que de forma enérgica e rápida procedeu à ação na busca do criminoso juvenil. O motivo do crime ainda não ta claro, mas conforme populares eles beberam em um bar e depois saíram em seguida. "Agimos rápido, no dia seguinte prendemos o menor no enterro da vítima", disse o agente. Ah! se todos fossem iguais avocê. 

Fonte: GGB
LEIA MAIS...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Travesti cruelmente assassinada em Ilhéus

2 comentários
Homem é assassinado e queimado em Ilhéus

Moradores encontraram hoje (01), no bairro Urbis II e III, em Itamarajú, um corpo despido e totalmente queimado. O corpo identificado por populares como sendo do homossexual Alexandre dos Anjos Conceição (36 anos) funcionário da Churrascaria Bentivi de Itamaraju.

O rapaz era cozinheiro e bebeu a noite em um barzinho. Moradores do local disseram que não viram nada. Ao lado do corpo, um pedaço de madeira, usando para matar o cozinheiro. A policia foi ao local e confirmou que o corpo era do cozinheiro da churrascaria, que bebeu a noite em um bar e depois não foi mais visto. Ainda não se sabe o motivo do crime. A cena é muito forte, por isso fica ao seu critério querer ver ou não.Abaixo foto do corpo da vítima. 

Fonte: GGB



LEIA MAIS...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Travesti é agredido e roubado por cliente

0 comentários

O travesti Airton Santos Fernandes, de 26 anos, foi espancado e atingido com um tiro no pé na madrugada desta sexta-feira, na avenida Manoel Dias da Silva, no bairro da Pituba, região nobre de Salvador. As agressões teriam sido realizadas por um cliente da vítima, após um programa. De acordo com a polícia, o cliente teria tentado roubar a bolsa de Airton quando ele descia do carro. O travesti conseguiu se desvencilhar do homem e correr, porém, foi alcançado pelo cliente que, após agredi-lo e roubar sua bolsa, conseguiu fugir. A vítima foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado e liberad após atendimento médico. A identidade do agressor ainda é desconhecida. 

Fonte: Política Livre, com informações do A Tarde
LEIA MAIS...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Metrô-SP é multado por discriminação contra transexual

0 comentários
A Defensoria Pública de São Paulo multou a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em R$ 87.250,00 por discriminação contra uma mulher transexual. O caso ocorreu no ano passado, quando um funcionário da companhia teria se recusado a fazer um bilhete único especial para a mulher. 

A Defensoria obteve a decisão na última semana, após oferecer representação à Secretaria do Estado de Justiça e Defesa da Cidadania, com fundamento na Lei Estadual nº 10.948/2001, que prevê punições administrativas para pessoas físicas e jurídicas por atos de preconceito por orientação sexual. 

Em fevereiro do ano passado, a mulher foi a um posto de atendimento localizado na estação Marechal Deodoro para pedir um bilhete único especial, mas o funcionário do Metrô teria se recusado a atender o pedido porque o laudo médico da passageira fazia menção ao seu nome feminino, enquanto na sua documentação civil constava um nome masculino. 

No dia seguinte, a mulher voltou ao mesmo posto com a cópia de um decreto municipal que prevê o uso do nome social como forma adequada de tratamento a transexuais. Na ocasião, o funcionário teria se exaltado e ofendido a mulher. Em nota, a Defensoria afirmou que irá recorrer da decisão para pedir a aplicação da multa em seu valor máximo, de R$ 174.500,00. 

Fonte:  Estadão.com.br
LEIA MAIS...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Estados Unidos: Transexual espancada no McDonald’s conta o drama

0 comentários
Funcionário que filmou é demitido
 
As cenas são terríveis e mostram várias faces da violência humana. Uma é o ódio irracional aos diferentes, no caso uma transexual que ia ao banheiro no McDonald’s de Baltimore, EUA. Um ódio que por pouco não provocou mais uma morte estúpida. A outra face é a omissão total de quem deveria proteger clientes numa rede que se orgulha de disseminar uma imagem de bom atendimento aos clientes. Também chama atenção que sejam duas mulheres a bater no(a) transexual. Por mais que homens protagonizem com mais frequência episódios de violência, cada vez mais mulheres se mostram publicamente agressivas e covardes. Neste caso, quase assassinas. 

O caso foi o seguinte: no dia 18 de abril, na filial do McDonald’s na Kenwood Avenue, em Rosedale, Baltimore, EUA, duas jovens – uma menor de idade, de apenas 14 anos, e a outra, de 18 – atacaram e espancaram por longo tempo uma cliente de 22 anos, Chrissy Polis, sob o olhar complacente dos funcionários da lanchonete. Ouvem-se risos ao fundo. As aagressoras puxam a vítima pelos cabelos, chutam, dão soco, empurram, arrastam-na pelo chão. 

O gerente “ensaia” um protesto e pede às duas que vão embora. Stop, stop, limita-se ele a gritar, em vez de impedir a barbárie e chamar a polícia. As agressoras vão indo embora, mas voltam seguidamente para continuar a selvageria. A vítima fica encolhida no chão, tenta se proteger, proteger a cabeça especialmente por medo de morrer. Somente uma senhora mais velha, também cliente, intercede vigorosamente em favor da vítima – não o staff do McDonald’s. Quando a transexual começa a sangrar e tremer no chão, os funcionários, com medo da polícia e de acabar, como dizem no vídeo, “com um corpo, um cadáver no chão”, expulsam as agressoras para que elas se livrem da prisão em flagrante. 

O vídeo foi visto por milhões na internet, tornou-se um viral.

O McDonald’s, o que fez? Soltou um comunicado oficial. E demitiu o funcionário que filmou todo o ataque. 

“Estamos chocados com o vídeo de uma de nossas franquias em Baltimore que mostra um ataque a uma cliente. Esse incidente é inaceitável, perturbador e constrangedor. McDonald’s se empenha em ser um ambiente seguro e receptivo a todos que nos visitam. Nada é mais importante para nós do que a segurança de nossos clientes e e funcionários nos nossos restaurantes. Estamos em contato com a filial local e as autoridades para investigar o assunto”. 

O proprietário da filial local do McDonald’s demitiu o empregado que filmou a agressão no celular e está “analisando se deve punir” os outros, que nada fizeram a não ser “sentar e olhar”, segundo depoimento de Chrissy, a vítima. Pela primeira vez, ela fala ao jornal Baltimore Sun sobre o que viveu e como está se sentindo depois de tudo. 

De seu depoimento, alguns detalhes chamam a atenção. Ela é articulada, confirma que não tentou reagir porque queria apenas proteger sua cabeça e não morrer nem ter uma parada cardíaca. Fala que o ataque começou com uma delas cuspindo no seu rosto quando ia ao banheiro. Diz ter ficado estarrecida ao ser informada de que uma das agressoras tem apenas 14 anos. Falou – e está provado no vídeo – que os funcionários do McDonald’s não só foram omissos e nada fizeram, mas que, no fim, apenas tentaram proteger as moças que a espancavam, evitando sua prisão em flagrante. Chrissy tem um olhar triste, lamenta todos os danos físicos e morais do incidente – ficou machucada, com hematomas, e teve sua vida exposta – e diz que, agora, seu único desejo seria encontrar aquela senhora que provavelmente a salvou de morrer. Chrissy está com medo de sair de casa.

Fonte: Época
LEIA MAIS...

sábado, 23 de abril de 2011

Paraíba: Terceiro acusado de assassinar travesti é preso em Campina Grande

0 comentários
Jaílton Santos, 25 anos, terceiro acusado de participar do assassinato do travesti Daniel Oliveira, se entregou nesta terça-feira (19) e foi ouvido pela delegada responsável pelo caso.

Ao lado do seu advogado, Jaílton prestou depoimento durante três horas e admitiu ter dirigido o carro que foi usado para a fuga dos acusados do crime.

O suspeito está detido na Central de Polícia de Campina Grande.

Já estavam detidos um adolescente de 17 anos e Antônio Pereira da Silva, 42 anos.

Através das câmeras da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP), o crime foi registrado na última sexta-feira (15), no cruzamento das ruas João Pessoa e Índios Cariris, no Centro.

Fonte: Cena G
LEIA MAIS...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Funcionária de Universidade de MG diz ter sido demitida por ser transexual

0 comentários
Trans mineira Giselle Vuitton acusa Fumec de discriminação


Giselle contesta versão da FUMEC e se diz vítima de preconceito


Um aparente caso de preconceito e homofobia envolveu uma universidade em Minas Gerais. Giselle Vuitton, nome social de Heverton C. Souza, de 19 anos, afirma que foi demitida da Fumec/FACE por ser transexual. Giselle exercia o cargo de auxiliar administrativo e trabalhava na instituição de ensino há mais de dois anos. Ela também estuda administração na Universidade.

Giselle, que se considera uma “transexual não operada”, esclarece que desde que começou a se vestir como mulher, a partir de outubro de 2010, começou a sentir preconceito de alguns colegas de trabalho. “Duas semanas após usar um salto alto vermelho, me demitiram. A forma como tudo aconteceu e a rispidez do departamento pessoal na hora da demissão me fez chegar a essa conclusão”, explicou.

A universidade Fumec/FACE esclareceu, através de nota, que a demissão “se deu por motivos profissionais, relacionados ao desempenho no trabalho, considerado, nos últimos meses, como insuficiente”. Na nota, ressalta-se ainda, que “em nenhum momento houve situações de discriminação, exclusão ou mau tratamento”.

A universidade informou na nota que durante o período que ela trabalhou na Fumec/FACE não houve discriminação: “O profissional atuou nesta instituição por mais de dois anos e, assim, se houvesse qualquer preconceito, este se expressaria já no início de sua contratação”.

A nota ainda traz a informação que, junto com Giselle foram demitidos outros dois funcionários: “Na mesma data, inclusive, foram demitidos outros dois funcionários, pelo mesmo motivo: reestruturação administrativa”. Giselle contradiz estes esclarecimentos. Sobre a alegação de mau desempenho ela informou: “Alegaram que era pelo meu mau desempenho no trabalho, mas meu desempenho continuava ótimo, senão, nem teriam me dado uma promoção em agosto de 2010”. Já sobre a demissão de outros funcionários no mesmo período, Giselle observa: “Esses dois funcionários haviam pedido para serem mandados embora”. 

Diante do ocorrido, Giselle informou que vai recorrer à justiça. Ela também espera que a visibilidade de seu caso sirva como exemplo: “Espero que as empresas sejam mais evoluídas e tolerantes em relação às diferenças, principalmente as universidades, que deveriam ser um exemplo de respeito às diversidades. Sendo assim, muitas trans poderão ter uma vida digna, trabalhar e deixar de se prostituirem”.

Fonte: Mix Brasil
LEIA MAIS...

sábado, 5 de março de 2011

Barrada no baile

0 comentários
Ao som de Beyoncé, o ator Bernardo Vitor quis curtir a noite vestido de mulher. A boate Órbita, na Praia de Iracema, barrou a brincadeira. Uma semana depois do ocorrido, O POVO reproduziu a cena e comprovou: nas baladas de Fortaleza, a diversidade sexual segue alvo de intolerância e estranhamento
 
Gisele Almodóvar no teatro, o ator Silvero Pereira aceitou levar o personagem às ruas e testar a tolerância nas casas noturnas de Fortaleza (Sara Maia)

Sábado à noite, passa das 23 horas. Na porta do Complexo Armazém, no entorno do Centro Dragão do Mar, o segurança pede que Gisele espere por uma outra funcionária antes de comprar o ingresso. Gisele é Silvero Pereira. O ator, que pesquisa o universo das travestis e já desenvolveu várias peças sobre o tema, aceitou o convite do O POVO e saiu “montado” para testar algumas baladas da Cidade no quesito tolerância.


Uma semana antes - mais exatamente na sexta-feira, dia 11 - Bernardo Vitor, 25, também ator e parceiro de Pereira em suas montagens, foi barrado na entrada do Órbita Bar, vizinho do Armazém. Era noite de tributo a Beyoncé e Bernardo saiu para curtir produzido: foi vestido de mulher. O segurança impediu sua entrada porque a foto do documento apresentado na entrada não correspondia à imagem de Bernardo naquele momento.

“Expliquei que não era daquele jeito 24 horas. Nunca ouvi essa desculpa em lugar nenhum. Para mim, é preconceito disfarçado”, diz Bernardo. Uma semana depois, na porta do Armazém, o episódio voltou a se repetir. A travesti Gisele Almodóvar, personagem de Silvero Pereira, foi barrada sem rodeios. “A casa só aceita homem vestido de homem e mulher vestida de mulher”. Gisele pediu para falar com alguém da gerência. Não conseguiu. A reportagem teve mais sucesso, mas obteve da direção resposta semelhante. “Nossa casa é heterossexual, não é GLS. Não impedimos que mulheres que gostam de mulheres e homens que gostam de homens entrem, contanto que estejam vestidos de acordo com seu sexo e que não se beijem ou se abracem”, explicou Cláudia, gerente, que não quis dizer o sobrenome.

“A travesti sofre muito preconceito. O estereótipo da prostituição é muito forte. As pessoas julgam a condição de vida dela, mas não avaliam o histórico de vida, o que as instituições – a Igreja, a família, a escola – fizeram para ela estar na rua”, lamenta Silvero. Mas o saldo da noite de sábado foi positivo. Gisele entrou tranquilamente no Amici’s, também no entorno do Dragão do Mar.

Chamou a atenção, porque afinal não dá para aquele mulherão passar despercebido, mas sambou e curtiu sem ninguém atrapalhar. Teve até uma mulher que chegou para sambar junto, fez elogios e criticou o preconceito. Mais tarde, Gisele também entrou sem problemas no Kukukaya. Lá, os olhares de reprovação a acompanharam o tempo todo. O ambiente era mais hostil. “O público aqui é diferente, tem muita senhora, esse povo não está acostumado mesmo”, ponderou a Gisele de Silvero.

Naquela noite, o Órbita estava fechado, mas a proprietária da casa, Patrícia Carvalhedo, garante que desde o episódio com Bernardo, a portaria está flexibilizando o pedido de documentação para travestis. De acordo com Patrícia, o Órbita tem uma política rigorosa de checagem de documentos para evitar a entrada de menores de idade.

“Fui procurar o Grupo de Resistência Asa Branca (Grab) logo depois e eles me orientaram assim. Seria a forma menos intolerante de tratar o assunto. É uma questão muito delicada. Garanto que Bernardo não foi barrado por sua orientação sexual, foi um problema de bilheteria”, diz Patrícia, que tinha hora marcada ontem no Centro de Referência LGBT Janaína Dutra, ligado à Coordenadoria da Diversidade Sexual da Prefeitura.

“Isso nos pegou de surpresa. É um assunto que está mais em voga porque estamos às vésperas da aprovação da lei que criminaliza a homofobia e temos transexuais na mídia. Temos que conversar mais para saber lidar com essas situações”, considera Patrícia. Bernardo, por exemplo, registrou um Boletim de Ocorrência na terça-feira depois do incidente, mas ainda não sabe se vai levar adiante um processo. “Muita gente se cala. Eu fico com vontade de fazer alguma coisa. Não é para aparecer, até porque é uma situação constrangedora, mas para que não aconteça de novo”, pontua o ator. Como no sábado seguinte, quando Gisele foi barrada no Armazém.

BATE-PRONTO
Fernando Férrer - Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/CE)
O POVO - Um estabelecimento privado pode barrar um travesti?
Fernando Férrer - De maneira nenhuma. Não pode existir nenhum tipo de preconceito ou discriminação que ofenda sua origem, raça, sexo, cor, idade ou qualquer outra forma de discriminação.

OP - A direção do Órbita alega que não barrou Bernardo por estar vestido como uma mulher, mas, sim, porque a foto do RG não correspondia à imagem dele no momento. Isso é válido no caso de uma travesti?
Férrer - De forma alguma ele pode ser barrado por isso. É um ato discriminatório.

OP - Como deve proceder a travesti que passar por um constrangimento semelhante?
Férrer - O fundamental é ter como provar o crime de discriminação, aí se procura um advogado. Caso contrário, o risco de insucesso é grande. Ter testemunhas que possam comprovar a discriminação é muito importante. O Boletim de Ocorrência em si não prova nada. É interessante abrir um procedimento na hora. A Polícia tem obrigação legal de ir ao local do fato, apurar o crime. Fazer um BO dias depois não funciona.

Fonte: O Povo Online
LEIA MAIS...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Atras repudia violência contra travesti por homem no Bompreço

0 comentários
A travesti que prefere se identificar com o codinome de Amanda, 19 anos, natural de Aracaju, compareceu hoje a tarde na sede do Grupo Gay da Bahia (GGB) e Associação de Travestis (ATRAS) no Pelourinho, Centro de Salvador para esclarecer o episódio envolvendo um grupo de travestis no Supermercado Bompreço na Avenida Vasco da Gama nessa ultima segunda-feira, por volta das 4hs da manhã que culminou em discussão e briga onde a travesti sofreu diversos golpes e socos desferido por um desconhecido no interior da loja do Bompreço. 

Segundo a vitima, teria sido um segurança da loja que gravou a briga e acabou sendo veiculada no Programa Na Mira da Televisão Aratu nos últimos dias. O GGB entrou em contato com o Programa para reascender o debate e aproveitar a oportunidade para combater o preconceito ainda muito expressivo contra travestis e homossexuais. 

Ao Programa Na Mira Amanda disse que sempre quando sai do trabalho passa na loja que fica aberta 24hs para fazer lanches com as colegas travestis. Segundo ela esse é um procedimento que prefere fazer porque já conhece várias pessoas da loja e que lhes dão tratamento cordial. “Eu fui pegar um iogurte e quando passei, ele e mais dois amigos ficaram me olhando e dando piadinhas”, disse. “Continuei andando e ele me ameaçou sem nenhum motivo em me dar um soco na cara”, continua, “Ai ele começou a me agredir com socos, rasgou minha orelha, fiquei sangrando e ninguém fez nada. Todos pararam de braços cruzando vendo ele me bater, até eu não agüentar mais e cair no chão”, disse emocionada. 

Amanda que aparenta ser uma pessoa instruida e de formação, inclusive doméstica ficou indignada com a indiferença de todos diante da agressão sofrida por ela, nem mesmo as colegas se envolveram na briga para prestar socorro e ajudar a ela se defender do homem que era infinitamente mais forte que ela que faz tratamento hormonal. A apresentadora Ana Alice do Na Mira tem desafiado todo tempo que o agressor seja homem e apareça no programa. 
 
Populares relataram que seria a provocação por conta dos trajes sumários usados por elas. “Cada categoria profissional tem o seu uniforme, médico, enfermeira, bombeiro, elas usam roupas sedutoras porque estavam trabalhando também e merece respeito e tem o direito de usar-las, ainda mais uma hora daquela, 4hs da manhã”, disse Marcelo Cerqueira do GGB. As duas entidades prestaram a sua solidariedade a vitima. “Não é possível viver com tanto preconceito e os poderes públicos pouco fazem para diminuir” finalizou Mienla Passos. O Programa Na Mira vai ao ar pela TV Aratu diareamente a partir das 13hs. 

Fonte: GGB
LEIA MAIS...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Travesti é encontrada morta em Patamares

1 comentários
Um travesti foi encontrado morto, no bairro de Patamares, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (14), com sinais de espancamento. Segundo a Tribuna, a vítima, de prenome Eduardo, tinha hematomas em todo o corpo e estava em via pública. Não há até o momento informações sobre a motivação e a autoria do crime. O caso é investigado pela 12ª delegacia (Itapuã).

Fonte: Bahia Notícias
LEIA MAIS...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Em São Paulo, sem-teto gays andam juntos para se proteger da violência

0 comentários
"Acordem, meninas. São 7h, a diária acabou", diz o vigia de um estabelecimento comercial localizado na avenida Paulista.
 
Ele está falando com Samuel, 38, Joaquim, 35, Josué, 42, e Leandro, 23. Os quatro são gays e mendigos, moradores de rua.
 
Eles vivem em grupo para se proteger. Nos últimos meses, cresceram as agressões a moradores de rua e contra gays na avenida Paulista.
 
Por serem pedintes, por serem homossexuais e por estarem naquela região, os quatro se dizem triplamente expostos. Dizem já ter sido espancados pela polícia, por skinheads e até por outros moradores de rua.
 
Todos esses mendigos gays têm em comum histórias de rejeição da família, de dependência de álcool e drogas, de prostituição e de abuso sexual na infância.
 
Todos têm uma "identidade" feminina. Josué é Kelly ("de Grace Kelly"). Samuel é Sam. Joaquim é Giovanna Antonelli. E Leandro é Ludimila. Deste ponto em diante, serão chamadas por seus nomes de mulher.
 
A maior queixa é a intransigência dos abrigos, que proíbem a entrada de mendigos travestidos. "Dizem: 'senhora, tem de colocar roupa de homem'", diz Kelly.
Com isso, muitos buscam escamotear a homossexualidade para conseguir vaga nos albergues e se precaver da violência e da discriminação dos outros abrigados.
 
"Sou uma mulher presa num corpo de homem. Não consigo representar uma coisa que não sou", diz Cláudio, nome de batismo de Cláudia, 39, travesti em terapia hormonal para ter traços femininos e crescer mamas.
 
A situação chegou aos bancos acadêmicos e virou tema de pesquisas de pós-graduação na USP e em outras universidades paulistas.
 
"Quanto maior a identidade transgênica, maior é a violência. Agregam estigmas que agravam a exclusão social", diz a psicóloga Fernanda Maria Munhoz Salgado, que faz mestrado na PUC sobre mendigos homossexuais.
 
Também mobilizou a militância gay, que negocia com a prefeitura a abertura do primeiro albergue exclusivo para gays, lésbicas, travestis e transexuais de São Paulo.
 
"Se cederem o imóvel, no estado em que estiver reformo com o meu próprio dinheiro", afirma o empresário Douglas Drumond, dono da sauna gay 269, na região da avenida Paulista.
 
Segundo o censo da prefeitura, havia 13.666 moradores de rua em São Paulo em 2009. No próximo recenseamento, deve ser incluída uma pergunta sobre a orientação sexual para saber, ao menos, quantos são.

Fonte: Folha de São Paulo
LEIA MAIS...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Violência faz parte da vida de transexuais e travestis, diz pesquisador

0 comentários
Os recentes casos de violência por suposta motivação homofóbica, como os que envolveram jovens na avenida Paulista, em São Paulo, em novembro passado, não são novidade na vida de travestis e transexuais, afirma o pesquisador e jornalista, Aureliano Biancarelli. Autor do livro “A Diversidade Revelada”, que narra o dia a dia de transexuais e travestis, ele relata que a violência contra essas pessoas começa cedo, já na infância, e no interior da própria família e se repete na escola e ao longo de toda a vida.

“A violência é uma constância na vida delas. Começa com uma violência que é menos visível, mas mais danosa para a pessoa que é a violência dentro de casa”, pontua. Nem sempre travestis e transexuais sofrem violencia física, mas em geral passam pela exclusão familiar. “Ou você se enquadra no sexo que nasceu ou vai ser expulso de casa”, acentua Biancarelli.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, o jornalista explicou que a violência doméstica, física ou psicológica, acaba levando transexuais e travestis às ruas e à marginalidade. “Se vai para rua e é um travesti, um homossexual que quer viver como travesti, vai acabar caindo na marginalidade. A única coisa que vai encontrar no mercado de trabalho é a prostituição ou, raramente, vai encontrar trabalho como cabeleireiro”, analisa.

De acordo com definições médicas citadas pelo antropólogo e pesquisador Bruno Cesar Barbosa em entrevista à Agência USP de Notícias, uma ou um travesti seria aquele que se comporta e se veste como o outro gênero, mas não quer a cirurgia para mudar seu órgão sexual. Já os/as transexuais, sentem a necessidade de fazer a cirurgia, pois se sentem do outro gênero desde o nascimento.
As transexuais consideram que nasceram com o corpo errado. A mente age como se fosse de um sexo e o corpo é de outro, por isso desejam fazer a operação que recolocaria o corpo no lugar que deveria estar, diz Biancarelli.

Segundo o pesquisador, uma ínfima porcentagem de famílias compreendem e aceitam familiares transexuais ou travestis. Motivo que leva muitas pessoas a viverem escondidas ou se relacionarem apenas dentro do mesmo grupo.

Como exemplo do medo que ronda a vida dessa população, Biancarelli cita a história de um homem trans, com corpo feminino,que perto de se casar, prefere esconder da família da noiva sua condição de transexual. Ou a história do professor de inglês, homem trans, que tem uma vida em comum com uma professora da mesma área, mas vive sempre no “limiar do risco”, com receio de que colegas e familiares descubram a transexualidade.

A rejeição social também impacta no estilo de vida de trans e travestis.”Eles têm medo do dia. Têm uma vida na escuridão”, comenta. “Quando escurece, aí se travestem, se enfeitam, mas durante o dia saem o mínimo possível de casa. Elas não têm coragem de tomar Metrô, ou ônibus, por exemplo”, acrescenta em relação às travestis.

Discriminação
Biancarelli detectou que transexuais e travestis sofrem preconceito e humilhação em ações simples do dia a dia, como ir ao banheiro ou procurar um médico.

“Homem e mulher trans, como se vestem de mulher, utilizam banheiros femininos e todas elas relatam violência nessas situações porque mulheres reclamam se descobrem ou sabem. Da mesma forma não seriam aceitas com roupa de mulher em banheiro de homem”, alega Biancarelli. Há casos de profissionais demitidos ou que tiveram de se submeter a usar “o banheiro dos fundos” para permanecer na empresa, informa o jornalista.

Ir ao médico é outra questão complicada para essa população. Primeiro, a transexual ou travesti é chamada pelo nome de homem, mas quem levanta e vai ao encontro do médico ou da enfermeira é uma mulher. Depois, os trans homens não têm ginecologista para atendê-los. “Não tem como ir a um ginecologista vestida de homem”, argumenta o jornalista. Da mesma forma, é difícil para uma trans mulher ir ao proctologista. “Como iam procurar hormônio?”, indaga o pesquisador.

Saúde
Segundo o jornalista, travestis e transexuais têm a saúde muito precária. Entrevistas realizadas com a população mais jovem aponta que apesar de não procurarem cuidados médicos há vários anos, em geral ainda não manifestaram problemas.  Entretanto, a faixa etária mais velha sofre com graves problemas de saúde.

Da população que procura o centro de acolhimento do Centro de Referência da Diversidade  (CRD) na rua Major Sertório, centro da capital paulista, quase metade estava infectada e outra metade nunca havia feito exames, por isso não sabe seu estado de saúde real.

Biancarelli diz que as travestis acabam bebendo muito e usando drogas diariamente para aguentar a precariedade em que vivem. “Na noite você as vê cheirando cocaína, às 21 horas. Uma das coisas que o hotel ou boate condiciona é que ela incentive o cliente a beber e o cliente quer que ela beba também”, conta.

Também é frequente que clientes queiram que a prostituta use drogas com ele. “Eles estão usando crack, então elas acabam caindo no crack rapidamente”, elucida. “Elas precisam de mais serviços de saúde”, afirma o jornalista.

Amor
Ao acompanhar o dia a dia do Centro de Referência da Diversidade, o pesquisador diz que se surpreendeu com as inúmeras histórias de amor vividas por transexuais e travestis. A maioria das mulheres e homens transexuais sonha com casamento, família e quer a mudança de sexo.
“Elas querem uma vida mais regrada, recolhida”, esclarece. ”Vi vários casos de trans casadas, estabelecidas. Impressionou o número de trans que tinham relacionamentos”, enfoca. O jornalista também encontrou muitas travestis casadas ou namorando transexuais, michês, cafetões.

“Já esperava ouvir relatos de humilhações e maus-tratos sofridos pela população LGBT… Só não esperava que o amor e o companheirismo sobrevivessem com tanta força entre esses personagens. No Centro de Referência da Diversidade é comum ver casais de mãos dadas, ela travesti, ele heterossexual, os dois morando na rua. Em todos os relatos, em meio a histórias de maus-tratos, abandono e discriminação, há sempre uma história de amor”, revela em trecho do livro “A Diversidade Revelada”.

Na publicação, Biancarelli acentua que “respeito e os cuidados psicológicos e médicos a essa população dependem de um amadurecimento da sociedade. Vai do conhecimento e da atenção médica, que inclui cirurgias complexas e reordenações do serviço público, aos avanços em termos da legislação e até mesmo às interpretações do Judiciário”, sublinha.

Fonte: Carta Capital
LEIA MAIS...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Travesti Gretchen de Ogum assassinada em Ipirá

0 comentários
O pai de santo Lírio Santo da Silva, travesti conhecido como “Gretchen de Ogum”, de 45 anos, foi assassinado com dois tiros de pistola, no final da tarde de quarta-feira (24), por volta de 17h30, em plena Feira Livre, no Centro de Abastecimento, de Ipirá, a 204 quilômetros de Salvador. A vítima tinha acabado de fazer feira e foi morta com dois tiros dentro do seu carro, um Citroen C5, de placa, MRG-4894 de Ipirá.
 
Segundo testemunhas dois homens em uma moto aproximaram-se da vítima que estava dentro de seu carro e efetuaram dois tiros na boca. Os assassinos fugiram em seguida e o crime está sendo investigado pela Polícia Civil de Ipirá
 
Gretchen residia e atendia seus clientes na Chácara São Cosme, era casado, tinha um filho adotivo e os familiares que estiveram no local do crime estavam inconformados.
 
O desejo pelas curvas e por um corpo mais feminino tornou Gretchen de Ogum conhecido nacionalmente em julho de 2008. Na época, um travesti conhecido apenas por Marcela, que teria chegado do exterior, enganou o pai de santo baiano, cobrou R$ 1.200 pelo serviço, e fez aplicação de silicone industrial deixando o corpo de Gretchen deformado.  O caso foi parar na polícia, pois Lírio que por pouco não morreu. 
 
Até o fechamento dessa matéria segundo a policia ainda não sabe o que teria motivado o crime

Fonte: Chapada On Line
LEIA MAIS...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Carta aberta de travestis agredida no interior de São Paulo

0 comentários
*CARTA ABERTA*

Aos cidadãos (as) de Presidente Prudente e do Brasil, venho atraves deste veiculo de comunicação, eu Rafaela, travesti de 27 anos para denunciar e dar um basta contra a homofobia, que aconteceu particularmente comigo no dia 11/11/2010, na Rua Rui  Barbosa sem numero,  em frente a Microcamp,

Um gol bola com 5 rapazes  desceram avenida e ao me verem pararam o carro no meio da rua dois deles desceram com barras de ferro com concreto na ponta, ao  ver a situação não corri, por não ter  nada a dever, então os mesmo vieram em minha direção e quando perto  e quando perto desci sentido
contrario , neste momento um deles um rapaz branco, de mais ou menos 1,78cm, cabelos pretos lisos, atirou o concreto na minha perna esquerda, fazendo assim com que eu caísse,outro por sorte ou piedade, sei lá? Não tacou o outro concreto em mim , mas começou a chutar meus rins junto com os outros que estava  a minha frente me chutando, também so pude cobrir o rosto e mais nada, o motivo segundo eles era que alguém  teria desaforado um amigo dele na esquina e por isso resolveram tomar medidas.

Gente, se uma discussão for motivo de agressão, ate mesmo na prostituição, s tornará um massacre, como nas épocas antigas, existiram, se um profissional do sexo não deseja dar atenção a quem for é um direito de qualquer um, assim como o de quem esta pagando, estamos no século 21 mas pensava eu que a primitividade dos astecas não afetariam as próximas gerações, mas nem todo gen condiz com a genética, pois a o cérebro  é independente  e forma as suas próprias opiniões.

Para os homofóbicos sinto muito não somos  só a minoria e a leis do nosso lado,principalmente ONGs que lutam até o fim pra que os travestis e as transexuais sejam vistas como de fato são, seres humanos.

Peço a todas as ONGs de Presidente Prudente  e do Brasil , sejam as de gays, lésbicas,negros, cadeirantes, deficientes, físicos, e de todos os demais que se sensibilizarem para entrar na minha luta e cassar um a um dos culpados desta barbaridade que me custarão 3 meses de  convalescença, da minha vida.

Agradeço ao Hospital Regional de Presidente Prudente pelo tratamento exemplar e ao saberem que toda travesti e transexual deve por lei ser chamado dentro do Sitema Unicao de Saúde – SUS pelo nome social e não ao Civil, me tratram super bem e nesse caso não tive  nenhuma discriminação contra minha pessoa. Agradeço aos enfermeiros; Alessandro,Miquéias , Fran e Rose e  sem esquecer dos demais, porem esses foram os que mais conviveram com a minha dor, Agradeço também as encarregadas da enfermaria: Luciana e Daniela. Obrigado a todos da equipe medica pela consciência e dedicação, espero que com o meu relato, que as pessoas possam ver que não é por que somos homossexuais e travestis que estamos sempre erradas, sempre roubando e se drogando ou querendo vida fácil,tenho certeza que se cada uma pudesse ser ouvida o começo de suas historias  sempre seriam a de realização um sonho, que as vezes o propósito da vida não nos deixa conseguir.... Obrigado

Rafaela,

PRESIDENTE PRUDENTE
LEIA MAIS...