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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Primeiro casamento gay é realizado no Uruguai

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União foi celebrada em hospital; um dos noivos enfrenta doença grave.Pedidos de casamento gay começaram a ser aceitos nesta segunda.
Um matrimônio realizado "in extremis" se transformou no primeiro casamento entre dois homossexuais no Uruguai, país que em abril legalizou a união entre pessoas de mesmo sexo e onde nesta segunda-feira (5) começaram a ser aceitos os pedidos de certidão no Registro Civil.
O casamento aconteceu em um hospital da capital, já que um dos noivos se encontra gravemente doente, informou o diretor do Registro Civil, Adolfo Orellano.
"Foi muito emotivo", relatou ao site do jornal El Observador Luisa Salaberry, que oficializou a cerimônia, acompanhada por testemunhas, parentes e amigos.
O casamento "in extremis" é realizado quando as condições de saúde de um dos noivos não permitem que se realize o trâmite normal, que requer uma espera de cerca de dez dias úteis entre a celebração e o registro oficial. O trâmite fica assim condicionado à validação judicial posterior, explicou Salaberry.
O casamento foi realizado no primeiro dia em que o Registro Civil habilitou a entrada no pedido de certidão de casamento para casais de mesmo sexo.
"Neste caso, como hoje começa a reger a lei de casamento igualitário, este matrimônio não poderia ter sido celebrado nos dias anteriores, apesar de uma das pessoas estar muito doente", acrescentou Salaberry.
Pela manhã, o Registro Civil uruguaio também recebeu pela primeira vez na história um pedido de certidão de casamento por parte de um casal homossexual.
Rodrigo Borda e Sergio Miranda - que estão juntos há 14 anos - cumpriram o trâmite de registro às 7H32, no primeiro passo para o 'sim'.
Rodrigo Borda e Sergio Miranda - que estão juntos há 14 anos - cumpriram o trâmite de registro para seu casamento nesta segunda-feira (5) (Foto: Matilde Campodonico/AP)Rodrigo Borda e Sergio Miranda - que estão juntos há 14 anos - cumpriram o trâmite de registro para seu casamento nesta segunda-feira (5) (Foto: Matilde Campodonico/AP)
"É surpreendente e divertido ver a quantidade de apoio da mídia. Sabíamos que não seria privado porque decidimos fazer de modo público para ajudar com a visibilidade", disse Borda.
Com um grande sorriso, acompanhados de alguns familiares e amigos, Borda e Miranda - de 39 e 45 anos, respectivamente, ambos profissionais de comunicação - anunciaram que a partir de 16 de agosto poderão marcar a data do casamento.
"Estamos celebrando e compartilhando porque esta lei marca que todos têm direitos, não há cidadãos de primeira e segunda, isto é o que estamos celebrando hoje. É uma mensagem muito importante que o Uruguai está emitindo ao mundo", comentou Miranda.
O Senado uruguaio aprovou em abril a legalização do casamento homossexual por ampla maioria e com o respaldo de legisladores de todos os partidos políticos.
A lei, criticada pela Igreja Católica e grupos de defesa da família, afirma que "o matrimônio civil é a união permanente, conforme a lei, de duas pessoas de distinto ou igual sexo".
Fonte: G1
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

[ARTIGO] Proteção de toda a família humana - Ban Ki-moon

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Acabamos de comemorar os 64 anos de um documento que nasceu em dezembro de 1948 e mudou para sempre a visão de como tratamos os membros da família humana.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos provocou uma mudança fundamental no pensamento global, afirmando que todos os seres humanos, não alguns, não a maioria, mas todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.

A luta para concretizar os ideais da declaração é o cerne da missão das Nações Unidas. A comunidade internacional tem construído um forte histórico de combate ao racismo, promoção da igualdade de gênero, proteção das crianças e quebra das barreiras enfrentadas por pessoas com deficiência.

Enquanto alguns velhos preconceitos estão diminuindo, outros permanecem. Em todo o mundo, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) são agredidos, às vezes mortos. Mesmo crianças e adolescentes são insultados por seus pares, espancados e intimidados.

Pessoas LGBT sofrem no trabalho, em clínicas e hospitais e nas escolas --os mesmos lugares que deveriam protegê-los. Mais de 76 países continuam criminalizando a homossexualidade.

Muitas vezes já falei contra esta trágica e injusta discriminação, e os desenvolvimentos positivos dos últimos anos me encorajam a seguir lutando. Foram realizadas reformas em muitos países. Na ONU, tivemos inovações históricas.

Em 2011, o Conselho de Direitos Humanos adotou a primeira resolução da ONU sobre direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero, expressando "grave preocupação" com a violência e a discriminação contra as pessoas LGBT.

A Alta Comissária publicou o primeiro relatório da ONU sobre o problema e o Conselho discutiu os resultados em 2012 --a primeira vez que um organismo da ONU fez um debate formal sobre o assunto. Os ativistas ajudaram a abrir a porta. Não podemos deixar que se feche.

É um ultraje que tantos países continuem criminalizando as pessoas só por amar outro ser humano do mesmo sexo. Em alguns casos, novas leis discriminatórias estão sendo criadas. Em outros, essas leis foram herdadas das potências coloniais. Leis enraizadas em preconceitos do século 19 estão enchendo o século 21 de ódio.

Quando me encontro com líderes de todo o mundo, levanto a minha voz e peço igualdade para os membros LGBT de nossa família humana. Muitos líderes dizem que gostariam de poder fazer mais, mas apontam a opinião pública como uma barreira para o progresso. Eles também citam as crenças religiosas e os sentimentos culturais.

Respeito plenamente os direitos dos povos em acreditar nos ensinamentos religiosos que escolheram. Isso também é um direito humano. Mas não pode haver desculpa para violência ou discriminação, nunca.

Entendo que pode ser difícil se levantar contra a opinião pública. Mas só porque a maioria desaprova determinados indivíduos, não dá direito ao Estado de reter seus direitos básicos.
A democracia é mais do que a regra da maioria. Ela exige defesa das minorias vulneráveis diante de maiorias hostis. Os governos têm o dever de desafiar o preconceito, não ceder a ele.

Todos temos um papel a desempenhar. Desmond Tutu disse recentemente que a onda da mudança é feita de até um milhão de ondulações. Ao celebrarmos os direitos humanos, vamos mais uma vez lutar pela implementação da promessa da declaração: que eles sejam para todas as pessoas --como foi planejado.
BAN KI-MOON, 68, diplomata sul-coreano, é secretário-geral da ONU
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pela primeira vez em Cuba, transexual é eleito para cargo público

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Adela Hernandez chegou a ficar presa por dois anos porque sua família "denunciou" sua sexualidade 

Um transexual cubano tornou-se o primeiro cidadão transgênero a assumir um cargo público em Cuba. Adela Hernandez (foto), de 48 anos, foi eleita delegada do pequeno município de Caibarien, na província de Villa Clara.

Mulher desde a infância, ela foi considerada “perigosa” por autoridades e já chegou a passar dois anos presa após sua família “denunciar” sua sexualidade. Por telefone, ela conversou com o jornal britânico The Guardian e disse que "com o passar do tempo, pessoas homofóbicas vão se tornando a minoria”. Para ela, sua vitória representa "um grande triunfo”.

Como nunca se submeteu a qualquer cirurgia de troca de sexo, Hernandez é juridicamente um homem. Sua posição política é equivalente a de um prefeito e, no início de 2013, ela pode vir a ser escolhida como um dos membros do parlamento nacional.

Antes de ser promovida aos cargos de enfermeira e operadora de eletrocardiograma, Hernandez trabalhou por décadas em um hospital como zeladora. Em sua comunidade, sempre foi conhecida pela militância e constante atuação política, o que a auxiliou a angariar votos. 

A seu ver, "a preferência sexual não determina se alguém é revolucionário ou não”. Como eleita, ela alega que trabalhará primordialmente pelos interesses constitucionais. No entanto, não nega que também quer dar ênfase à defesa dos direitos da comunidade LGBT.

Em Cuba, gays foram perseguidos por décadas e enviados para campos de trabalho forçado no interior do país. Há pouco tempo, Fidel Castro lamentou o tratamento que muitos receberam pelo simples fato de serem julgados “diferentes”. "Eu gostaria de saber que a discriminação contra homossexuais é um problema em vias de ser superado”, disse o líder em uma entrevista recente.

Desde 2007, a ilha incluiu cirurgias para troca de sexo em seu plano nacional de saúde. No ano passado, duas pacientes que se submeteram ao procedimento se casaram e tornaram-se manchete na imprensa local. A ativista LGBT de maior destaque no país é Mariela Castro, sobrinha de Fidel e filha do atual presidente Raúl Castro.

Fonte: Opera Mundi
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Wisconsin elegem a primeira senadora lésbica dos EUA

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A representante democrata de Wisconsin, Tammy Baldwin (foto), fez história ao se tornar a primeira lésbica assumida a ser eleita como senadora nos Estados Unidos, ao derrotar o ex-governador Tommy Thompson. O resultado é mais um revés para os republicanos. Tammy, de 50 anos, torna-se também a primeira senadora mulher do estado. Ela entrou para o Congresso em 1998.

Mas, ainda que tenha grande relevância histórica, a orientação sexual de Tammy nunca foi relevante para a campanha, uma das mais caras da história de Wisconsin - cada candidato arrecadou pelo menos US$ 65 milhões.

Baldwin, uma conhecida política liberal no Congresso, assumiu uma postura moderada durante a campanha, ao prometer apoiar investimentos em infraestrutura, educação e investigação com o objetivo de criar empregos.

Fonte: Yahoo Notícias
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Franceses divididos sobre a adoção homoparental

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"Casamento para todos” e adoção homoparental. Eis a primeira batalha de François Hollande, uma das promessas de seu programa. O projeto de lei será analisado pelo Conselho de Ministros na quarta-feira 7. Mas o debate será no mínimo longo, visto que deverá continuar no Parlamento e não escasseiam cidadãos favoráveis a um referendo.

O quadro é tão “explosivo”, escreveu um editorialista do semanário Journal du Dimanche, que o projeto “Casamento para todos” (que inclui a adoção homoparental) tem sido comparado com a abolição da pena de morte, em 1981. Uma comparação no mínimo grotesca que demonstra o conservadorismo francês. Nenhum país civilizado – inclusive os Estados Unidos – deveria exercer a pena capital. Por outro lado, o “Casamento para todos” é um direito de casais homossexuais.

No entanto, o problema principal para os franceses, que abordam esse debate pela primeira vez com décadas de atraso, não é tanto a união oficial de gays e lésbicas – e sim a adoção homoparental.

Segundo uma enquete realizada pela BVA para o vespertino Le Parisien, 58% dos franceses são favoráveis ao casamento homossexual, ante 63% no ano passado. Por outro lado, 50% entre eles não são contrários à adoção homoparental, ante 56% no ano passado.

A diferença entre os dois tópicos parece banal: no primeiro caso, as pessoas têm o direito de exercer sua sexualidade e com os devidos direitos de um casal homossexual. No segundo caso, numerosas pessoas se indagam: de que forma evoluem crianças criadas por pais gays ou mães lésbicas?

Em entrevista para o website Mediapart, a socióloga Martine Gross, pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e presidente de honra da Associação de pais gays e mães lésbicas, disse que “o incessante argumento avançado pelos oponentes da adoção homoparental é que uma criança deve ser criada por um pai e uma mãe”.

Mas Gross argumenta que desde os anos 1970 associações norte-americanas de psicologia, psiquiatria e pediatria provam que não há diferenças entre crianças de famílias homoparentais e aquelas oriundas de lares heterossexuais.

Enquanto a esquerda se inquieta com a situação, a direita ainda não se posicionou claramente por temer ser chamada de homofóbica.

Mais determinado, o cardeal André Vingt-Trois, o chefe da Igreja Católica, tenta mobilizar os cristãos contra o projeto do governo. Segundo ele, tudo não passaria de uma questão de “equilíbrio”, visto que a espécie humana dependeria “da distinção entre os dois sexos”.

“Não seria um ‘Casamento para Todos’, mas sim um casamento de algumas pessoas imposto por todos”, acrescentou o cardeal. Ele alertou, ainda, que, se aprovado, o novo projeto criaria uma discriminação entre crianças de casais heterossexuais e homossexuais. E vai saber quais outros bichos-papões o cardeal vai inventar na sua cruzada contra homossexuais.

Fonte: Carta Capital
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domingo, 21 de outubro de 2012

ONU pressiona presidente Dilma Rousseff a criminalizar a homofobia no Brasil

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O Grupo Temático Ampliado sobre HIV/AIDS no Brasil (GT/UNAIDS), em conjunto com parceiros nacionais e internacionais, encaminhou uma carta para a presidente Dilma Rousseff pedindo prioridade para o enfrentamento da violência e da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

A carta é assinada pelos membros do GT/UNAIDS – formado por ACNUR, OIT,ONU Mulheres, OPAS/OMS, PNUD, UNAIDS, UNESCO, UNFPA, UNICEF, UNODC,além do Ministério da Saúde, Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH),Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids (RNP+ Brasil).

Eles alertam para a desproporção com que a epidemia de AIDS no Brasil afeta a população de homens que fazem sexo com homens. No documento, o GT/UNAIDS afirma que a prevalência do HIV nesse grupo é superior a 10% comparativamente àquela observada na população geral – 0,6%.

O texto, assinado por quase trinta instituições e profissionais, também foi encaminhado a outras autoridades do Governo brasileiro e faz recomendações aos Poderes Legislativo e Judiciário.

Fonte: Cena G
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Mulher acusa policiais de estupro e causa comoção na Tunísia

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Centenas de tunisianos protestaram nesta terça-feira em frente aos tribunais da capital Túnis contra a prisão de uma mulher de 27 anos que acusa dois policiais de estupro. Ela foi acusada pelos agentes de atentado ao pudor.

A mulher, que não foi identificada, compareceu à corte para tentar se defender das acusações. De acordo com os advogados dela, o juiz responsável pelo caso, Mohammed Miftah, não se pronunciará até o fim da semana sobre as imputações.


Ele deverá definir como se existem provas para a continuidade do caso ou se ele deve ser arquivado. A acusação foi feita em 3 de setembro por três policiais que interceptaram a mulher e seu namorado em uma blitz.


De acordo com a versão da jovem, ela foi violentada por dois policiais enquanto o terceiro pedia 300 dinares tunisianos (R$ 360) de propina ao homem que a acompanhava.


No entanto, os policiais afirmam que os dois estavam "em uma postura imoral" dentro do carro pouco antes de serem revistados. Caso condenada, a mulher poderá passar até seis meses na prisão.


O juiz responsável também terá que responder sobre as acusações contra os policiais. Se considerados culpados pelo crime de estupro, os dois agentes podem receber a pena de morte, apesar de que as execuções não são feitas no país há mais de 20 anos.


Em entrevista, a jovem disse que está sofrendo um calvário e diz ser chantageada por pessoas próximas e familiares dos policiais por mensagens na internet, dando detalhes do estupro que só os agentes poderiam saber.


O crime chamou a atenção dos tunisianos e provocou protestos nas ruas e na internet. Entre os participantes das manifestações, estavam advogados, parlamentares, estudantes, professores e ativistas de ONGs de direitos humanos.

Fonte: CCR
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domingo, 29 de julho de 2012

The Guardian: organizações evangélicas realizam colonização cultural antigay nas Áfricas

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Grupos evangélicos estão tentando realizar uma ‘colonização cultural na África’, segundo reportagem do jornal britânico The Guardian. Segundo a investigação, diferentes representações religiosas estão abrindo sedes em vários países africanos e implementando uma agenda de valores antigays.

O Instituto de Pesquisa Política (PRA), de Boston, diz que organizações religiosas norte-americanas vêm ampliando suas operações em todo o continente, fazendo lobby em favor de políticas e leis conservadoras e alimentando a homofobia, com falas agressivas sobre a homossexualidade e o aborto.

O relatório da entidade intitulado “Colonizando valores africanos: como a direita cristã dos EUA está transformando as políticas de sexualidade na África” analisou dados de sete países africanos e pagou pesquisadores para trabalhar por vários meses no Quênia, Malauí, Zâmbia e Zimbábue e aponta três organizações que estão atuando agressivamente na África: o ACLJ, de Robertson, o grupo católico Human Life International e o grupo Family Watch International, liderado pela ativista mórmon Sharon Slater.

Cada uma delas identifica suas agendas como sendo autenticamente africanas, num esforço para retratar a defesa dos direitos humanos como um novo colonialismo cuja finalidade seria destruir tradições e valores culturais, diz o relatório.

Fonte: Mix Brasil
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

nasce a "queer ink", primeira editora de temática homossexual da índia

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os homossexuais da índia estão assistindo à queda de mais uma barreira rumo a sua total aceitação, com a criação da primeira editora indiana focada na literatura gay, a queer ink, que lançará seu primeiro título no final deste mês. 


por trás do fenômeno queer ink está a pioneira ´shobhna s. kumar` (foto) que, com 45 anos, é uma das ativistas indianas mais destacadas na luta pelos direitos da comunidade lgtb (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). 

a queer ink surgiu como uma livraria virtual voltada ao público gay do gigante asiático e, após dois anos em funcionamento e um catálogo de mais de 500 livros - 90 deles escritos por autores indianos -, sua criadora se lançou no mercado editorial. 
"publicar (literatura lgbt) é uma necessidade, pois sabe-se muito pouco sobre a índia gay", explicou à “agência efe” shobhna, de mumbai, onde há dez anos se radicou, depois que decidiu abandonar fiji, sua terra natal, para voltar ao país de seus antepassados. 
"nosso objetivo é dar maior visibilidade à comunidade gay e mostrar portanto, apesar do que alguns pensam, que os homossexuais são uma peça importante da índia", ressaltou a ativista. 
na índia os travestis ("hijra") existem há séculos, inclusive nas zonas rurais, e popularmente acredita-se que possuam poderes mágicos - o que não evita que os homossexuais sejam atacados com frequência em uma sociedade eminentemente conservadora. 
o primeiro livro publicado pelo editorial queer ink será “out!” ("fora!"), uma compilação de 30 relatos sobre "a nova índia gay" nascida com a descriminalização dos atos homossexuais pelos tribunais do país em julho de 2009. 
essa descriminalização levou os escritores gays a ganhar confiança e liberdade ao publicar seus pontos de vista, declarou à agência indiana “ians anita roy”, da editora feminista ´zubaan`.
para ´divya dubey`, diretora da editora “gyaana” que falou à efe, a mudança fez com que publicar livros de temática homossexual se tornasse uma opção normal: ela mesma, por exemplo, decidiu publicar o livro “pink sheep” ("ovelha rosa") , de ´mahesh natarajan`. 

"para ser sincera, nunca o vi como um livro gay. o que torna essa obra especial é sua capacidade de transformar em algo comum o estilo de vida gay. não se trata do ''outro'', mas de gente como todos", explicou divya. 

pink sheep integra o catálogo da livraria virtual da queer ink, como vários títulos do "poeta gay da índia", como é chamado ´hoshang Merchant`, ou de ´raj rao`, que em 2003 publicou o primeiro romance indiano de cunho homossexual. 

também se destacam antologias como “close, too close” ("perto, perto demais"), na qual 15 escritores e artistas plásticos indianos "exploram livremente as ilimitadas possibilidades de gênero e sexualidade ao nosso redor". 

entre os nomes da obra coletiva está o desenhista ´anirban ghosh` com sua “arca de noé gay”, uma pintura que reúne de homens musculosos e fetichistas até um artista idoso de barba longa branca e lésbicas maduras de classe alta. 

"trata-se de uma obra em preto e branco que chamei a arca erótica, em que se encontram vários membros da comunidade homossexual e tenta ser o mais inclusiva possível", contou ghosh à efe. 

segundo a editora shobhna, a queer ink recebeu "um grande número de manuscritos e muitos escritores procuraram a editora, interessados em publicar", demonstrando que o nicho editorial indiano gay deve continuar crescendo. 

fonte: br gay
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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Presidente da Argentina entrega documentos às primeiras transexuais que mudaram de nome no país

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Na segunda-feira (02), Cristina Kirchner (à direita na foto), presidente da Argentina, entregou pessoalmente os novos documentos de identidade às primeiras transexuais que realizaram legalmente a cirurgia de readequação sexual no país.

“Estou orgulhosa de estabelecer um novo padrão global com a lei, que desde maio permite que qualquer argentino mude de gênero sem ter que esperar a aprovação de juízes ou médicos. Me sinto orgulhosa por sermos vanguarda em matéria de ampliação dos direitos da diversidade sexual”, declarou a presidente.

Aprovada em maio, a nova lei garante que hospitais públicos e de planos de saúde cubram cirurgias e tratamentos hormonais a quem deseja realizar uma readequação em seu corpo.

Ainda durante a cerimônia de entrega dos documentos, que aconteceu na sede do governo, em Buenos Aires, a presidente também entregou certidões de nascimentos para os filhos de mães lésbicas.

Fonte: A Capa
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França: Casamento e adoção para casais homossexuais serão aprovados em 2013

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A comunidade gay francesa está ansiosa. Na tarde desta terça-feira (03), durante Assembleia Nacional, o primeiro ministro Jean-Marc Ayrault declarou que em 2013 o casamento e a adoção serão permitidos a casais homossexuais.

"Nossa sociedade está mudando, estilos de vida e atitudes estão mudando também. Novas aspirações são confirmadas. O governo vai responder em nome da igualdade. No primeiro semestre de 2013, o direito ao casamento e adoção estará aberto a todos os casais, sem discriminação", declarou Ayrault.

A afirmação do primeiro ministro faz parte das propostas do atual presidente François Hollande, que em sua campanha eleitoral prometeu defender os direitos da comunidade LGBT na França.

"Esta vitória não é a de um contra o outro. Trata-se de liberdade e igualdade. A abertura de casamento, a partilha dos direitos dos pais, a adoção a procriação medicamente assistida vai avançar a sociedade como um todo, fortalecer as nossas instituições comuns, no respeito de cada um", comemorou o militante Gilles Bon-Maury, presidente do grupo Homossexualidade e Socialismo (HES).

Fonte: A Capa
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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Uganda bane ONGs acusadas de promover a homossexualidade

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Mais de 30 organizações tiveram registros cassados; homossexualidade é ilegal no país. 

O governo de Uganda baniu nesta quarta-feira 38 organizações não governamentais acusadas de promover a homossexualidade e atrair crianças para a causa, em mais uma medida que deve despertar polêmica entre a comunidade internacional. Segundo o ministro de Ética do país, Simon Lokodo, as organizações recebem apoio do exterior e planejam “recrutar e incentivar crianças à homossexualidade”.

"As ONGs são canais pelos quais verbas são enviadas para a promoção do homossexualismo. Tenho o registro de encontros de grupos que planejavam reforçar e aprimorar técnicas de recrutamento" alega o ministro, um ex-religioso católico, que não identificou as organizações atingidas pela decisão do governo.


Em Uganda, e em outros 30 países da África, a homossexualidade é considerado uma ação ilegal e poucos africanos têm coragem de admitir sua condição sexual, temendo ser presos, perder o emprego ou ser alvo de violência.


Um projeto de lei que prevê penas mais duras contra homossexuais e que criminaliza a promoção da homossexualidade, incluindo apoio financeiro a eles, está para ser votado no Parlamento de Uganda. Antes de ser reformulado, o texto previa pena de morte para infratores reincidentes, assim como condenações de prisão perpétua. Tais imposições foram derrubadas após duras que críticas da comunidade internacional e ameaças de cortes na ajuda externa.


Ministro cancela conferência sobre direitos e polícia prende ativistas

Na segunda-feira, Lokodo ordenou o cancelamento de uma conferência sobre os direitos LGBTs que seria realizada em um hotel nos arredores da capital, Kampala. Agentes de segurança isolaram o local por várias horas e prenderam ativistas LGBTs em toda a região.

"Eles disseram que estavam investigando uma ameaça à segurança do local" disse Pepe Julian Onziema, um ativista pelas minorias sexuais em Uganda que participou do encontro. "O ministro está tentando nos intimidar".


Cerca de 15 ativistas de Uganda, Ruanda, Quênia e Tanzânia foram levados à delegacia local para prestar depoimento, mas depois foram liberados sem acusações.


Mohammad Ndifuna, diretor da ONG Human Rights Network Uganda, uma das instituições que teve o registro cassado pelo Ministério da Ética, disse que as ameaças de Lokodo são parte de um grande ataque à sociedade civil, que não tem como alvo somente ativistas pelos direitos LGBTs.


"Nós sabemos que têm emergido todos os tipos de ameaças contra ONGs de diferentes setores da sociedade e por diferentes razões" afirmou.

Fonte: Gay1
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Comissão Internacional de Juristas condena leis antigays na Rússia

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Enquanto cresce a homofobia no Leste Europeu, com a aprovação de leis em diferentes regiões da Rússia visando a proibir a "propaganda homossexual", o movimento gay europeu começa a reagir.
Em uma reunião realizada com a ILGA-Europe (The International Lesbian and Gay Association - Europa), os líderes da CIJ – Comissão Internacional de Juristas mostraram preocupação com a aprovação recente dessas leis, cujos efeitos já começam a ser sentidos em outros países da Europa oriental, como Ucrânia, Moldávia, Lituânia e Hungria, que analisam propostas semelhantes.

A reunião resultou em uma nota assinada em conjunto pelas duas entidades, segundo a qual impedir a liberdade de expressão por meio de leis que proíbem uma suposta "propaganda gay" viola os Direitos Humanos. Para a ILGA-Europe, as leis russas têm impedido que a comunidade LGBT se torne visível para lutar por suas demandas.


A organização pediu à União Europeia e à ONU que analisem as leis aprovadas no país de Vladimir Putin e que intervenham, a fim de exigir que os Estados que se posicionem contra a diversidade sexual respeitem os direitos de seus cidadãos.


A nota ainda acusa as leis contra a "propaganda homossexual" de não apenas banirem paradas gays e demonstrações, mas também de impactarem uma série de atividades diárias, incluindo mensagens ligadas à saúde pública, eventos culturais, a atividade da imprensa, educação sexual e saúde reprodutiva, sem falar na limitação de propagandas comerciais - e pede aos parlamentares que as condenem e trabalhem para repeli-las.

Fonte: Gay1
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Jovem que gravou relação sexual de colega gay é solto nos EUA

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Um ex-aluno da Universidade de Rutgers, em New Jersey, Estados Unidos, foi solto nesta terça-feira (19) após passar 20 dias na cadeia por ter utilizado uma webcam para espionar seu colega de quarto. Dharun Ravi, de 20 anos, assistiu pela webcam a seu colega Tyler Clementi (foto) beijar outro homem, e depois divulgou o fato através do Twitter, SMS e via programas de mensagens instantâneas. Alguns dias mais tarde, Clementi cometeu suicídio pelo ocorrido.

Em sua defesa, Ravi alegou que instalou a webcam para evitar que o visitante de Clementi roubasse seu iPad. Condenado a 30 dias de prisão, ele teve sua pena reduzida por bom comportamento e por ter trabalhado durante o tempo em que esteve na cadeia. Agora, terá que cumprir três anos de liberdade condicional e prestar 300 horas de serviço comunitário, além de pagar US$ 11 mil em multas (cerca de R$ 22.500).

A acusação solicita uma punição mais severa para Ravi, um cidadão indiano que está legalmente nos Estados Unidos e não corre risco de ser deportado, segundo as autoridades de imigração. A lei americana prevê penas de até dez anos de detenção para casos como esse.

O caso provocou debates entre a comunidade LGBT por todo o país. Algumas pessoas argumentam que a pena imposta foi muito leve, enquanto outras alertam que atrair a atenção da opinião pública para uma condenação mais rígida é uma forma de tirar o foco de uma discussão mais ampla, sobre o impacto emocional e psicológico sofrido por LGBTs que não recebem apoio de seus entes queridos.

Fonte: Gay1
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EUA: Pentágono celebra Dia do Orgulho Gay pela primeira vez

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Os ares realmente parecem estar mudando nos Estados Unidos. Apesar de alguns revezes, como a proibição da união e/ou casamento gay em certos estados - o último a banir foi a Carolina do Norte -, as pesquisas têm apontado que, apesar da pouca diferença em favor, a maioria dos norte-americanos hoje aprova a legalização do casamento entre pessoas de mesmo sexo: 50% a 48%, segundo pesquisa do Instituto Gallup divulgada em maio.

De lá para cá, até o presidente Barack Obama se declarou favorável à questão: a primeira vez que o chefe do Executivo faz uma declaração assim na história do país.

O governo de Obama também se tornou conhecido por determinar o fim da política Dont Ask, Dont Tell, segundo a qual militares americanos eram impedidos de divulgar sua orientação sexual homossexual ou questioná-la a seus pares.

Agora, os Estados Unidos dão mais um passo à frente. Ontem, dia 26 de junho, o Departamento de Defesa, pela primeira vez, patrocinou um evento relacionado ao Orgulho LGBT no Pentágono.

A cerimônia contou com uma palestra do Conselheiro Geral do Departamento de Defesa, Jeh Johnson, e com um painel de discussão sobre o valor da diversidade no serviço militar. Johnson é reconhecido por ser um dos principais agentes responsáveis pela queda da política Dont Ask, Dont Tell e, no discurso para um público de cerca de 400 pessoas entre militares e civis, contou detalhes sobre sua revogação.

Confira abaixo ao vídeo do evento, que também mostrou declarações de Obama e do secretário de Defesa, Leon Panetta.


Fonte: A Capa
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sábado, 16 de junho de 2012

Test-drive: Homofóbico finge ser gay por um ano para escrever livro

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O norte-americano Timothy Kurek (ao centro na foto) resolveu passar por uma situação inusitada. Criado em escolas cristãs e por uma família conservadora, Timothy era homofóbico convicto e um belo dia chegou para os seus amigos e familiares e disse que era gay.

Só que era tudo de mentirinha. Timothy queria se passar por homossexual para escrever um livro sobre a experiência, entender o que acontece no processo de saída do armário e qual a reação das pessoas com relação a isso. O resultado pode ser conferido no livro "Jesus in Drag".

"Eu saí do armário para todos! Meus parentes, meus amigos, todo mundo. Quando tudo isso começou eu não estava pensando em um livro. Eu simplesmente precisava entender, da forma mais realista, como ser gay poderia afetar a minha vida. A experiência social exigia tudo ou nada. Só pouquíssimas pessoas sabiam o que eu estava fazendo", disse o autor, que mora em Seattle, em entrevista ao "Huffington Post".

Timothy revelou que foi aceito por muitas pessoas, mas aonde mais enfrentou preconceito foi dentro da própria casa. Sua família, muito religiosa, associava a todo momento a homossexualidade ao pecado.

A encenação toda durou um ano e a coisa foi tão séria, que um amigo de Timothy chegou a fingir ser namorado dele. "Mas eu tinha carta branca para sair de situações que eu considerasse muito desconfortáveis", contou.

O autor disse que a experiência o ajudou a ser mais tolerante e deixar de lado a sua homofobia. Na entrevista, ele também relembrou de forma bem-humorada como foi a primeira vez que pisou numa clube gay.

"Em toda a minha vida eu nunca estive cercado de tantos gays. Nunca me senti tão desconfortável. Em poucos minutos um cara me assediou na pista de dança. Ele não vestia camisa e tinha o corpo coberto de óleo para criança e glitter. Eu não sabia se dava um soco nele ou se ia fumar um cigarro após o fim da música. Ele na verdade era um cara legal, mas tudo o que eu tinha aprendido na escola cristão me dizia que se tratava de um predador sexual e um depravado. Estava irracionalmente com medo. Eu não estava na mesma sintonia que o lugar na primeira noite. Eu só me lembro do medo".

Será que o Bolsonaro não topa fazer um test-drive também?

Fonte: A Capa
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segunda-feira, 4 de junho de 2012

História do 1º partido homossexual da Argentina vira documentário

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A atividade militante e o crescimento dos "Putos Peronistas", o primeiro partido político homossexual da Argentina, chegou nesta quinta-feira aos cinemas do país com um documentário que busca quebrar preconceitos e apresentar um outro olhar dos grupos menosprezados. 

O filme "Putos Peronistas, Cumbia del Sentimento" aborda os fatos políticos mais ressonantes da Argentina nos últimos quatro anos sob a perspectiva peculiar desse movimento, que nasceu em 2007 na cidade de La Matanza e se estendeu por outras regiões argentinas. 

Em um país onde o peronismo governante se divide em várias facções, mas sabe manter seu papel na cena política, este movimento crescente aparece como uma consequência dos direitos que os homossexuais conseguiram nos últimos anos, entre eles a lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aprovada em 2010. 

"O documentário é uma espécie de reality, já que não tem formato de entrevistas e acompanha as atividades do grupo em todas as atividades realizadas nos últimos quatro anos", explica à Agência Efe o diretor do longa-metragem, Rodolfo Cesatti. 

O filme conta com a participação dos próprios integrantes da organização política próxima ao governo argentino nos debates pela lei de audiovisual, aprovada em outubro de 2010, nos atos a favor das normas que habilitaram o casamento entre homossexuais e na mudança de gênero na certidão de identidade, validada neste mês pelo Parlamento. 

A participação do grupo nas passeatas do orgulho gay e no funeral do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) - falecido marido e antecessor da atual governante argentina, a peronista Cristina Kirchner - aparecem como pontos altos do filme. 

Tendo as atividades como foco principal, o longa aborda ainda o "trabalho territorial" do movimento, que visita periodicamente os "trabalhadores sexuais" em diferentes bairros. "Nestas visitas, o grupo fornece preservativos e conversam sobre a prevenção de doenças como a Aids", destaca Cesatti. 

"Muitas vezes, a única alternativa trabalhista para travestis e transexuais é a prostituição, na qual são marginalizados e agredidos. Por isso, nós reivindicamos politicamente um trabalho decente", ressalta a secretária-geral do partido em Buenos Aires, a travesti Diana Lavalle. 

"Empregos dignos ajudariam a acabar com a discriminação, os problemas de acesso à educação e, inclusive, os de moradia que essas pessoas sofrem", opina a ativista. 

O documentário também reflete casos de militantes do movimento que alcançaram um trabalho digno, como ocorreu com Iara, uma travesti que já foi prostituta e atualmente trabalha no Ministério da Justiça argentino. 

O longa-metragem, de 92 minutos, "propõe um íntimo acompanhamento da vida dos integrantes do grupo, de sua forma particular de difusão e sua militância por trás de sua convicção em direção ao peronismo", detalha um comunicado sobre a obra, que trata da dupla marginalização sofrida pelos membros do partido, tanto por serem homossexuais quanto por serem pobres. 

"Putos Peronistas, integrado por gays, travestis e transexuais, também busca uma reivindicação dos direitos de classes, levando em conta suas origens em La Matanza, um dos distritos mais pobres de Buenos Aires", ressalta Cesatti. 

"A ideia é mostrar outra perspectiva da diversidade dos setores mais desprezados", indica a secretária-geral da organização, que se estendeu a várias regiões das províncias de Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba, Santiago del Estero e Neuquén. 

"Os protagonistas são gays, mas não é um filme somente para homossexuais. Trata-se de uma produção sobre militância, que espera mostrar os Putos Peronistas como seres politicamente pensantes e ativos, além da sexualidade", complementa Cesatti.

Fonte: Agência EFE
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Estudo revela aumento do assassinato de homossexuais nos EUA

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O número de assassinatos de membros da  comunidade homossexual, lésbica, bissexual, e transexual (LGBT) nos EUA, aumentou para 30 vítimas durante o último ano, número mais alto já  registrado no país, segundo um estudo divulgado na quinta feira 31 de maio
 
O aumento de assassinatos contrasta com a queda dos incidentes violentos motivados por preconceito, segundo a pesquisa publicada pela National  Coalition of Anti-Violence Programs. O relatório avaliou os dados  recolhidos em 16 estados, sobre os casos de ódio direcionados a  comunidade LGBT e de pessoas afetadas pelo vírus da Aids.
 
No entanto, Em Nova York, aconteceu um novo aumento de incidentes violentos motivados pela homofobia (terceira vez consecutiva) ,  totalizando uma subida de 13% de acordo com o estudo.
 
Entre 2009 e 2010, o aumento registrado em NY foi de 11%, de acordo com Sharon Stapel, diretora-executiva da organização. Stapel afirmou que os  números em Nova York “não podem ser ignorados” e que é preciso trabalharem conjunto para pôr fim a violência.
 
O relatório indica também que, da mesma forma que nos estudos anteriores, os transexuais e as minorias foram, de forma  desproporcional, os mais afetados pela indiferença, atitudes hostis, má  conduta e violência da Polícia de Nova York.
 
Fonte: Terra Brasil
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sábado, 2 de junho de 2012

Irã deixa de pagar operações de mudança de sexo

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RETROCESSO!

O governo iraniano anunciou recentemente que deixará de contribuir para os custos de operações de mudança de sexo. Quem resolver realizar a cirurgia terá que bancar os custos por conta própria ou por meio de planos de saúde. 

Apesar de permitir cirurgias para troca de sexo, o Irã proíbe por lei a homossexualidade, que é punida com pena de morte. Para evitar perseguição, muitos gays se submetem à operação para serem reconhecidos oficialmente como mulheres.

Fonte: Terra Brasil
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Homossexuais enfrentam homofobia crescente no Azerbaijão

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Manifestantes protestam contra a competição anual de música Eurovision em Baku, capital do Azerbaijão
O concurso musical Eurovision conta com inúmeros seguidores gays. Mas a homofobia é comum no país anfitrião deste ano, o Azerbaijão, onde os homossexuais têm que ser discretos e temem ataques violentos. Ainda assim, os habitantes dizem que os fãs gays do Eurovision que forem a Baku não precisam temer por sua segurança --porque o regime não quer problemas.

“Gays”, diz o azerbaijano. “Detesto! Não conheço nenhum e nem quero conhecer. Para nós, não são pessoas”.


O homem, que não quis ser identificado pelo nome, não é desinformado. Tem terceiro grau completo e é simpático à democracia e ao Iluminismo europeu. E também é muçulmano. Um muçulmano secular, moderno, segundo ele, mas que odeia os gays.

 
O concurso musical Eurovision, que neste ano ocorre na capital do Azerbaijão, tem um grupo enorme de seguidores homossexuais em torno do mundo. Mas a homofobia é enorme no Azerbaijão, onde muitas pessoas consideram a palavra “gay” um insulto, e o governo usa acusações de homossexualidade para desacreditar membros da oposição, independentemente de sua sexualidade.
Jornalistas críticos ao regime foram filmados em segredo enquanto se masturbavam e depois "expostos" como gays em noticiários no canal de televisão Lider, que é pró-governo. O presidente do partido de oposição Frente Popular, Ali Karimili, também foi acusado de homossexualismo, o que, segundo o governo, o torna inadequado para ser político.
Há ataques contra homossexuais, mas as vítimas raramente dão queixa, com medo das autoridades corruptas.

“Anos infelizes”

O famoso artista e poeta Babi Badalov deixou seu país natal do Azerbaijão há muito tempo. Ele diz que não tem a menor intenção de voltar a esse “país estúpido”. “Amo a cultura e a tradição, mas simplesmente quero esquecer os anos infelizes de sofrimento que passei lá”, diz ele. Após o Azerbaijão se tornar independente, em 1991, a liberdade de religião foi concedida e foi acompanhada de um aumento nos ataques homofóbicos, diz ele. “Desde então, a homofobia cresceu entre a maioria da população xiita. E não há um final à vista.”
No início dos anos 80, Badalov mudou-se para a cidade russa de São Petersburgo. Apesar de a cidade aprovar uma lei contra a “propaganda gay e pedófila” no início do ano, os homossexuais azerbaijanos acham que a Rússia está muito à frente de seu próprio país em termos de direitos de gays e lésbicas. "A nova lei é uma resposta aos fortes protestos da comunidade gay e lésbica em São Petersburgo”, diz Ruslan Balukhin, ativista de direitos dos homossexuais do Azerbaijão. “Em Baku, esses protestos nem existem. Um rumor sobre uma possível parada de orgulho gay durante o Eurovision já gerou uma tempestade de indignação e revolta na população.”

Discrição

Apesar de o Azerbaijão ter abolido uma lei da era soviética criminalizando a atividade homossexual em 2000 e muitos gays e lésbicas poderem viver e trabalhar na capital em relativa paz, os homossexuais têm que ser discretos em público. Além de uma área de paquera no centro, não há locais oficiais de encontro, eventos ou organizações. Alguns homossexuais proeminentes falam de sua orientação sexual, mas a maior parte continua firmemente escondida.
A intolerância nas áreas rurais é ainda maior do que nas cidades, levando muitos gays e lésbicas das províncias a fugirem de suas regiões opressivas, por vezes perigosas. É raro homossexuais contarem sobre sua orientação sexual para suas famílias, e muitos levam uma vida dupla cuidadosamente orquestrada --e com bons motivos. Em 2006, a Associação Internacional Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersex (Ilga), um grupo com sede em Bruxelas, informou sobre o caso de uma transexual azerbaijana que foi brutalmente torturada pelo próprio pai por anos quando este descobriu que ela tinha trabalhado como prostituta.
“Se a minha família descobrisse, me mataria ou me queimaria viva”, disse uma lésbica. Sua resposta é típica de muitos homossexuais do país quando questionados sobre como agem em público.
Ataques contra as minorias sexuais podem ser motivados pela religião, falta de educação ou atitudes conversadoras. “Mas o pior é a ignorância”, diz Balukhin.

“Completamente seguro”

Em um restaurante no centro de Baku, o autor Alekper Aliyev conversa com um atendente falante e exuberante. No fundos do subsolo, há uma espécie de sala privada, uma área com paredes de pedra e duas mesas pequenas. No ambiente, música de elevador. Aliyev usa um boné de beisebol e um casaco com capuz, passa a impressão de ser educado e urbano de forma bem discreta.
O autor causou escândalo no Azerbaijão em 2008 com seu livro “Artush and Zaur”, que conta uma história de amor envolvendo dois homens. Isso por si só seria o suficiente para causar comoção no país. Mas Aliyev acrescentou um algo mais: Zaur é azerbaidjano, mas Artush é armênio. O Azerbaijão e a Armênia são inimigos amargos devido a uma disputa territorial pela região de Nagorno-Karabakh. O romance causou enorme revolta no Azerbaijão, onde foi proibido.
Quando perguntado se os gays estrangeiros visitando Baku para o Eurovision precisam temer por sua segurança, Aliyev diz: “Não, podem se sentir totalmente seguros. Não porque os azerbaijanos sejam tolerantes, mas porque o governo autoritário não quer problemas”.

Ele conta que o clã do presidente Ilham Aliyev --com quem ele compartilha o último nome-- vai “lidar com” qualquer um que provoque os gays. Ele explica que o Azerbaijão quer se apresentar como um país secular de mente aberta e acrescenta sarcasticamente “com dezenas de prisioneiros políticos, mas com minorias sexuais 'livres'”.
O autor está preocupado com a radicalização crescente da religião no país. “É tão perigoso para nós protestarmos contra o Islã quanto contra o governo”, diz ele. “O Azerbaijão está se tornando parecido como o Irã.”

Imensa influência

De fato, a influência do vizinho Irã é imensa. Aliyev diz que o presidente Aliyev, que é ateu, gosta de cultivar uma imagem secular do país. Vestir lenço na cabeça é proibido nas escolas do Azerbaijão, não há programas religiosos na televisão e, ocasionalmente, mesquitas são fechadas. “No Sul, nossos compatriotas enviam os filhos a escolas iranianas e permitem que façam a faculdade por lá”, diz Aliyeb.
Na quarta-feira, o Irã acusou o governo do Azerbaijão de insultar o Islã porque ia permitir uma “parada gay”, de acordo com a agência de notícias semioficial Fars. De fato, nunca houve esse tipo de manifestação no país e nada havia sido planejado para o Eurovision. Na realidade, Teerã está irritada porque o Azerbaijão, rico em petróleo, fechou um acordo de armas de vários bilhões de dólares com o arqui-inimigo do Irã, Israel, em fevereiro, e aparentemente prometeu permitir que as forças aéreas israelenses tenham acesso a várias bases militares no Azerbaijão --que os israelenses poderiam usar em um ataque contra as instalações nucleares do Irã.
Acontece que nunca houve a menor chance de um evento de orgulho gay coincidir com o Eurovision, como diz Ruslan Balukhin, o ativista. “Precisaríamos de licença da prefeitura para isso --e não a obteríamos.”
Fonte: Annette Langer, da Der Spiegel
Em Baku (Azerbaijão) 
Tradutor: Deborah Weinberg
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