A SEMUR atendeu a reivindicação antiga do movimento LGBT de Salvador
A Secretaria Municipal da Reparação anunciou que vai incluir a homofobia entre os temas do Observatório da Discriminação Racial e da Violência contra a Mulher a partir do Carnaval de 2010. Para tratar do assunto, o secretário Ailton Ferreira (foto acima) cconvidou entidades representativas do movimento LGBT de Salvador para uma reunião nesta quarta-feira 23. Ferreira afirmou que o objetivo da medida é “dar subsídios para a elaboração de políticas públicas e diminuir as desigualdades”, segundo a assessoria de Comunicação da SEMUR.
A inclusão da homofobia no Observatório é demanda antiga do movimento LGBT. A primeira reunião pública para tratar do tema ocorreu antes do Carnaval de 2007, com a presença da então secretária Antonia Garcia, e das entidades soteropolitanas do Fórum Baiano LGBT. Mas já em 2006, a PROHOMO havia lançado a proposta e foi abraçada pelas entidades do Fórum. De lá até aqui, várias movimentações têm sido construídas, mas a prefeitura de Salvador é uma das poucas do país sem políticas para LGBT, mesmo com verbas da União disponíveis.
A conquista representa a primeira iniciativa pública para o segmento no município. É resultado da presença do movimento LGBT negro em Salvador. As duas entidades que mais fazem o recorte racial, a Rede Afro LGBT e a PROHOMO, entraram na atual gestão do Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN) esse ano e, desde então, têm obtido importantes conquistas para o movimento. Nilton Luz, da Rede Afro, é um dos três representantes do CMCN no Selo da Diversidade Étnico-Racial, umas das políticas coordenadas pela Secretaria. Na reunião do Conselho, eles têm defendido a inclusão do recorte LGBT nas políticas do município, aliados das mulheres e da juventude negra, tendo como principal reivindicação o Observatório, agora atendida. “É uma conquista nossa!”, afirmou Renildo Barbosa, presidente do PROHOMO (foto abaixo).

COMUNICAÇÃO/FÓRUM BAIANO LGBT
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