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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Movimento LGBT cobra participação no Observatório

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Depois da primeira reunião com a SEMUR pra discutir a edição 2010 do Observatório do Carnaval (clique aqui para ler), as organizaçoes soteropolitanas do Fórum Baiano LGBT foram surpreendidos/as pelas informações de que nenhuma de suas propostas haviam sido consideradas. A formação começou na terça-feira da semana passada sem que o movimento influenciasse na metodologia de formação adotada ou nos nomes que poderiam contribuir no processo. Aparentemente, a convocação de servidores e servidoras LGBT também não foi observada pela SEMUR, tampouco a idéia de nome apresentada pelo Fórum (Observatório da Discriminação contra o Racismo, o Sexismo e a Homofobia). A SEMUR não confirmou, mas existem informações de que as peças publicitárias já estão sendo produzidas com o nome Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e Atos Homofóbicos.


Nesta terça 19, representantes do movimento LGBT de Salvador compareceram à reunião convocada pelo Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN) na sede do Conselho Municipal da Mulher (CMM). Estiveram presentes as militantes Bárbara Alves (Ajobi), Vinicius Alves (Kiu), Sueli Messeder e Rafaela Oliveira (Diadorim), e Renildo Barbosa (PROHOMO) e Nilton Luz (Rede Afro LGBT) também representaram a comissão que acompanha o Observatório 2010 pelo CMCN junto com a presidente, Lindinalva de Paula, e Cristina Lobo. O Conselho Municipal da Mulher foi representado pela vice-presidente, Jane Alves. Todos os militantes LGBT são de organizações filiadas ao Fórum Baiano LGBT.


Após a reunião, o subsecretário Edimilson Sales tirou foto com os/as presentes


Já no final da reunião, o subsecretário Edimilson Sales chegou à sede do CMM. Informado sobre as divergências e as propostas, o subsecretário se comprometeu a levar as reivindicações à coordenação do Observatório, sob o acompanhamento de Lindinalva de Paula. Além de nomes para a formação, foi proposto representação dos três segmentos na equipe que acompanha o trabalho de campo dos observadores. O Diadorim e a SEMUR podem, ainda, firmar uma parceria para construir a metodologia que vai orientar o trabalho do Observatório em 2010.


Embora o resultado da reunião tenha sido positivo, segindo os militantes, era importante ter cautela. Nada garante que a SEMUR incorporará as propostas, e existe temor de legitimação da edição 2010 do Observatório. Se o relatório final não for produzido ou divulgado, como nas edições anteriores, não haverá como cobrar políticas públicas a partir dele.


COMUNICAÇÃO/FÓRUM BAIANO LGBT


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