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sábado, 18 de setembro de 2010

Diretoria LGBT do DCE-UFBa lança nota contra homofobia na universidade

1 comentários

NOTA DE REPÚDIO A HOMOFOBIA NA UFBA

A Diretoria de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais em sua primeira gestão do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal da Bahia vem por meio desta nota tornar público seu REPÚDIO a homofobia em cartazes encontrados semana passada, dia 6 de setembro. Os cartazes estavam expostos no Pavilhão de Aulas de São Lázaro, localizado na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Tais cartazes faziam um chamado aos homofóbicos da universidade para "extinguir esta sub-raça" e nos "presentear" com algo que "jamais esqueceríamos". Uma nítida contra-ofensiva a campanha, lançada pelo DCE no 4º Universidade Fora do Ármario, "Universidade sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia".

O Diretório Central dos Estudantes solicita a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a Secretaria de Direitos Humanos, a administração central da UFBA e as autoridades competentes para identificar os/as culpados/as e puni-los/as de modo exemplar.


A Universidade não pode tolerá estas atitudes preconceituosas e nem podemos admitir o incentivo de práticas homofóbicas nos seus espaços. O espaço universitário tem de ser ocupado na perspectiva de produção de conhecimento comprometido com a desconstrução de preconceitos e assim auxiliar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

A UFBA precisa de um Plano de Combate a violência homofóbica e de promoção da cidadania LGBT. Este não é o primeiro caso de homofobia em nossa universidade. Agora foi um cartaz pregado na parede, amanhã poderá ser uma lésbica lixada em uma cantina ou uma travestir humilhada em um pátio da universidade. E caso isto aconteça, a quem deveríamos recorrer? Na UFBA quase inexiste em seus quadros de professores, funcionários e estudantes travestis e transexuais, até porque elas e eles quase nunca conseguem concluir o ensino fundamental e o médio. Mas ainda quando conseguem chegar ao ensino superior a universidade torna a expulsá-las/os do acesso a educação quando, por exemplo, o/a professor/a chama na sala de aula João e Zé, em vez de chamar pelos nomes sociais, a Maria e a Rafaela.


Tal fato trás também a tona o debate da falta de leis em nosso país que criminalizem atitudes homofóbicas e desta forma inibam a violência a população LGBT. O projeto de lei 122/06, o qual criminaliza a homofobia em nosso país, ainda esta em tramitação no legislativo e sua aprovação a cada dia torna mais urgente.
Nesta oportunidade aproveitamos para lembrar as/os  estudantes, servidores e professores que nesta eleições devemos eleger  candidatas e candidatos comprometidos com a pauta de promoção de cidadania plena a todos os seguimentos de nossa sociedade e com o fim da violência homofobia, machista e racista em nosso país. A ABGLT em seu site possui uma lista de candidatas e candidatos que assinaram o termo de compromisso com a pauta do movimento LGBT.

Estas atitudes que fazem com que o KIU! Coletivo Universitário pela diversidade sexual, o DCE da UFBA e a Associação Beco das Cores, em parceria com o movimento LGBT de fora da universidade, construam atividades como o Universidade Fora do Armário (UFA!) e que este ano contou com I Parada da Diversidade Sexual da UFBA, no dia 10 de setembro.


Agora, mais que nunca, a campanha "Universidade sem Homofobia, Lesbofobia e Transfobia" segue forte na luta até tirar a Universidade Federal da Bahia do Armário.


KIU! aos homofóbicos desta universidade!


Rafael Pedral
Diretor LGBT do Diretório Central dos Estudantes

1 comentários:

Fabinho disse...

Palmas, palmas, muitas palmas!!!!!!!! \o/

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