No tema da nona parada, GGC mescla temas em disputa no cenário LGBT

Da Redação
Na esteira de uma crítica cada vez mais contumaz no interior do movimento LGBT, pela carnavalização das paradas LGBT com perda de espaço para as lutas do segmento, há quem esteja acima desse debate bizantino. Em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, as paradas são válidas pela alta visibilidade política e pela festa libertária. O Grupo Gay de Camaçari, filiado ao Fórum Baiano LGBT, realiza a 9ª edição da Parada com o tema “Curtição, politização e prevenção, informando o cidadão” no próximo domingo, 19 de setembro. “É muito mais que um Carnaval fora de época. O protesto pacífico e divertido representa um momento de reflexão a causa Gay e mostra a sociedade que existimos e temos direitos”, afirmou Paulo Paixão, presidente do GGC, à imprensa local.
A madrinha será a cantora Gilmelândia, que também se apresenta no trio principal da parada com a banda Vixe Mainha. Com a super atração, o GGC espera receber 50 mil pessoas nas ruas de Camaçari durante o percurso da caminhada, que sai da Avenida Radial A e vai até a Praça dos 46. Para quem vai apenas à Parada, a concentração começa às 14 horas. Quem quiser se preparar melhor, no entanto, tem a opção de comer a Feijoada gratuita a partir das 10 horas na Casa do Forró, mas sem forró – a atração matutina será música eletrônica, mais ao gosto do público LGBT. “Queremos receber nossos convidados, financiadores, apoiadores, autoridades, militantes, oferecer o máximo de alegria e conforto”, convida Paulo Paixão.
A parada será antecedida pela entrega do Prêmio Cidadania, Prevenção e Ação Dr. Eduardo Barbosa, um dos mais tradicionais do estado, que homenageia um dos mais importantes atores da luta pela prevenção às DST/HIV/Aids e atenção em saúde às pessoas vivendo com HIV/Aids. Esse ano, entre os destaques da premiação, estão o diretor geral do Instituto Anísio Teixeira, Penildon Silva; o superintendente da Diversidade do Governo do Rio de Janeiro, Cláudio Nascimento; e os vereadores de Camaçari, Marcelino (PT) e Otto da Farmácia (PSDB). Na ocasião, o GGC também comemora aniversário de 9 anos.
Inicialmente, a Parada de Camaçari ocorreria na mesma data que outras duas grandes paradas na região metropolitana: Simões Filho e Lauro de Freitas. A primeira foi adiada para a data seguinte pelo Grupo Gay de Simões Filho. Na semana passada, o Grupo Gay de Lauro de Freitas também decidiu adiar o evento na cidade após reunião com a prefeita Moema Gramacho (PT). “A Prefeita Moema Gramacho solicitou a mudança da mesma, por causa da movimentação dos barraqueiros que ainda está acontecendo”, informou por e-mail o presidente do GGLF, Franklin Silva.
Assim como a Parada Gay de Salvador, antecedida de e precedida por diversas paradas nos bairros, Camaçari também atrai as suas. Barra de Pojuca, na orla de Camaçari, realiza a sua no sábado anterior, dia 18, a partir das 13 horas no local onde passam os ônibus das linhas metropolitanas.
Programação da Parada de Camaçari
Cerimônia de entrega do Prêmio Cidadania, Prevenção e Ação Dr. Eduardo Barbosa e comemoração do aniversário de 9 anos do Grupo Gay de Camaçari, dia 18, a partir das 20 horas, na Câmara Municipal de Camaçari.
Feijoada da Parada, a partir das 10 da manhã do dia 19, na Casa do Forró. As camisas começam a ser distribuídas na quarta-feira, dia 15, na sede do Grupo Gay de Camaçari (Rua da Bandeira, nº 75, 1º andar)
Parada LGBT de Camaçari, com concentração a partir das a partir das 14 horas, na Avenida Radial A, com o tema “Curtição, politização e prevenção, informando o cidadão”.
Com informações do site Nossa Metrópole
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