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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

GLICH repudia presidenta Dilma por veto a vídeo gay

1 comentários
Repúdio a substituição do vídeo voltado à prevenção da AIDS entre Gays e outros HSH por parte da Presidente Dilma e do Ministro Alexandre Padilha


O Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual (GLICH) e a Articulação da Parada gay de Feira de Santana (APGFS) vem por meio deste repudiar a atitude preconceituosa do Governo brasileiro representado pela Presidente Dilma Rousseff, que censurou o primeiro vídeo que tratava da campanha de prevenção da AIDS entre gays, divulgado no site  do Departamento Nacional de DST/AIDS, demonstrando a HOMOFOBIA INSTITUCIONAL deste governo que coloca milhares de cidadãos e cidadãs lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em risco de vulnerabilidade social e morte.   

No primeiro filme divulgado no dia 02 de fevereiro de 2012, em meio ao casal de homossexuais namorando e trocando carícias, sem beijos, surge uma fada com uma camisinha e a oferece para os rapazes citando o slogan da campanha.

Ao que tudo indica, ao tomar conhecimento do teor do vídeo o alto escalão do Governo federal censurou o tal vídeo, taxando como impróprio para  ser apresentado nas TV aberta do País, demonstrando o grau de preconceito institucional.

O filme dos rapazes foi substituído por outro informativo, divulgado em 14 de fevereiro de 2012, que cita o crescimento da epidemia entre jovens gays nos últimos 12 anos, sem qualquer outra alusão a prevenção entre homossexuais.

No site do Departamento Nacional de DST/AIDS e Hepatites virais traz uma notícia dizendo que: Os jovens gays de 15 a 24 anos são o principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval deste ano. A ação dá prosseguimento ao tema lançado no Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro último. De 1998 a 2010, o percentual de casos na população heterossexual de 15 a 24 anos caiu 20,1%. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de 10,1%, conforme último boletim divulgado.

A notícia não condiz com a realidade já que na prática em nenhum momento nem na campanha de 1º de Dezembro nem no Carnaval existe um foco no Homossexuais jovens, principalmente na TV veículo de comunicação de maior acesso da população brasileira,  ao contrário os gays  são citados de forma ínfima em ambas as campanhas, nas quais deveriam ser o foco principal.

A HOMOFOBIA INSTITUCIONAL que vem sendo notada neste governo, inverso do que pregam as supostas campanhas têm cada vez mais colocado os homossexuais nas situações de vulnerabilidade social. Sentimos-nos discriminados rotineiramente por este Governo que vem ao longo de sua gestão barrando as iniciativas em prol dos LGBT, como a exemplo Programa escola Sem Homofobia, o Disk 100 invisibilizado, a campanha de 1º de dezembro e agora o vídeo destinado à prevenção da AIDS entre aqueles que mais se infectam, os gays e as travestis.

De acordo com o Resumo analítico dos dados do Boletim de epidemiológico de 2011, disponível na página do Departamento Nacional de DST/AIDS e HV; Entre os jovens HSH de 18 a 24 anos, a prevalência atingiu 4,3%. Quando se compara esse grupo com os jovens em geral, a chance de ter um jovem gay estar infectado pelo HIV é aproximadamente 13 vezes maior. Dado ignorado pelo próprio governo que na imprudÊncia e preconceito assume a responsabilidade de que esta população continue na situação de vulnerabilidade em que se encontra.

A situação de vulnerabilidade na qual está colocada a população de gays, HSH e Travesti em relação à epidemia da AIDS, para ser superada depende de uma série de fatores que vão para além das ações individuais ou das Organizações Não Governamentais, se o governo não entende seu papel como fundamental no enfrentamento da epidemia torna-se quase que impossível a resolução do problema. Por isso, enquanto a HOMOFOBIA INSTITUCIONAL estiver instaurada neste governo os Gays, HSH e Travestis continuarão sendo as vítimas da AIDS e tratadas como réus pela sociedade, porque o Governo Brasileiro se recusa a apresentar um pouco do modo que realmente vivemos que nos beijamos e que a forma mais comum de gays, HSH ou Travesti se infectar com o vírus HIV é pelo sexo.

Fábio Ribeiro
Presidente

1 comentários:

Fabinho disse...

Daqui a pouco estaremos vivendo numa Uganda sul-americana...

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