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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Brasil trata bullying com cartilha, EUA com mobilização nacional

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Ajuda às vítimas no Brasil ainda está no discurso

Um único assunto: bullying (agressões de alunos contra alunos nas escolas) e frentes de combates bem diferentes ao se comparar o Brasil e os Estados Unidos. Os norte americanos decretaram guerra nacional contra esse tipo de violência. O Brasil deu um passo importante ao lançar uma cartilha sobre o assunto, mas falta muito, muito mais.

Nos Estados Unidos celebridades gravaram mensagens contra o bullying exibidas em rede nacional. Juristas participaram de audiência com depoimentos de personalidades gays e de políticos gays. Nos Estados Unidos, o bullying provocou uma mobilização nacional em toda a sociedade estimulando o combate, propondo soluções, punindo agressores, protegendo vítimas.

Os suicídios de jovens gays norte americanos são tratados com a seriedade de um crime de ódio. As vítimas são homenageadas, os pais protegidos. No caso mais recente, a da morte do estudante Tyler Clement houve manifestações reunindo centenas de pessoas. O aluno de 18 anos se matou, em Nova Jersey, depois que os colegas de quarto fizeram imagens dele em intimidades com outro homem e publicaram na Internet.
 
Até o presidente Barack Obama gravou mensagem da campanha "It´s Get Better" (As Coisas vão Melhorar, em tradução livre), assim como outras personalidades do país. "Isto (bullying) é algo que simplesmente não poderia acontecer neste país" disse Obama.

O Ministério da Educação norte americano lançou, esta semana, uma determinação informando aos professores que é responsabilidade deles combater o bullying e, especialmente, denunciando os casos. O documento determina ainda o fim e a proibição de humilhação com base na orientação sexual dos alunos.

No Brasil não se tem estatísticas. No Brasil, os casos caminham para uma única vala: a do silência das vítimas, dos pais e das escolas. Em instituições particulares a situação é ainda pior, já que o poder econômico contribui para abafar os casos. Nas escolas públicas, o combate ao bullying tem muito mais efeito.

Produzida pela médica psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, a cartilha contra o bullying lançada pelo Conselho Nacional de Justiça traz em 16 páginas um excelente material para professores, pais e a sociedade em geral. O conteúdo é baseado no livro "Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas" de Ana Beatriz que é diretora técnica da Medicina do Comportamento SP e RJ. Falta agora a mobilização nacional.

Leia a Cartilha 

Fonte: Toda Forma de Amor

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