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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Membro do Fórum Baiano LGBT em entrevista ao site Dois Terços

2 comentários
Nilton Luz falou ao Dois Terços sobre o Fórum Baiano LGBT


SITE DOIS TERÇOS

O nosso convidado desta semana é Nilton Luz (foto), membro do Colegiado do Fórum Baiano LGBT, militante da Rede Nacional de Negras e Negros LGBT e membro eleito do Comitê LGBT da Bahia. Nilton Luz falou ao Dois Terços sobre política, congressos, ações e projetos do Fórum Baiano LGBT em prol da comunidade baiana.


DT - Qual o papel do Fórum?

NL - O Fórum Baiano LGBT é uma articulação de grupos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais do estado da Bahia. Seu papel é construir um espaço de unificação das lutas e potencializarão de plataformas comuns na luta por políticas públicas e mudanças da estrutura política, social e econômica que possam assegurar a equiparação de direitos sociais para a comunidade LGBT.

DT - Quem pode participar?

NL - Organizações LGBT registradas ou não, com um ano de atuação comprováveis em âmbito local ou regional no estado da Bahia. Atualmente, o Fórum reúne 28 grupos do movimento LGBT da Bahia, e no próximo seminário está prevista a filiação de mais entidades.


DT - Uma delegação do Fórum estará em Campinas participando da Oitava Edição do ENUDS. Qual a importância deste encontro para Comunidade LGBT?

NL - Acho que o ENUDS é um evento importante na agenda da juventude e dos estudantes LGBT, bem como da intelectualidade que estuda e pesquisa gênero, sexualidade e temas afins. Nos últimos anos, o ENUDS vem perdendo um perfil de atrair militantes LGBT, justamente pelo afastamento das formas hegemônicas de fazer movimento social. Acho que não é preciso dividir a militância da reflexão teórica, e a delegação baiana tem esse perfil: tem os meninos do CUS, do Diadorim, a galera da UFRB, que têm um perfil mais acadêmico; e tem os meninos e as meninas do Kiu!, do GLICH, da Rede Afro, da Associação Beco das Cores, e de outras organizações do movimento social da Bahia, filiadas ao Fórum Baiano LGBT. Alguns fazem só militância, outros só atuam no meio acadêmico, e outros aliam ambos. Além disso, a Bahia levará três pessoas às mesas: o professor da UFRB, Osmundo Pinho, a atualmente professora da UFAL, Negra Cris, que também é militante assim como Washington Dias, da Rede Afro LGBT- Bahia.


DT - Muitos gays não concordam com o crescimento das Paradas gays? Como o Fórum tem visto esses posicionamentos?

NL - O Fórum apóia as paradas LGBT, como ambiente de visibilização não apenas das pautas LGBT como também de formas alternativas a um modelo único imposto de viver o sexo, a sexualidade e as performances de gênero. As paradas têm crescido em todo o estado: foram realizadas 36 esse ano, sendo 23 delas nos mais variados municípios e outras 13 em regiões e em bairros. Isso não quer dizer que não tenhamos críticas: a crescente despolitização e conseqüente carnavalização de muitas paradas atraem violência e práticas homofóbicas. E tem um limite para isso: se a parada virar uma festa comum, não justifica sequer seu nome. Vamos discutir, no próximo seminário, formas de apoio às paradas que ajudem os organizadores a qualificar as caminhadas, respeitando a autonomia dos grupos.


DT - Nos fale um pouco dos projetos.

NL - O Fórum realizará seu quarto seminário na segunda quinzena de novembro próximo, onde elegeremos a nova representação do colegiado. Estamos participando de várias atividades da agenda LGBT da Bahia. Além disso, seis organizações filiadas terão o desafio do Comitê LGBT da Bahia, a principal frente de pressão por políticas públicas do próximo governo depois do movimento LGBT. E ainda temos as duas últimas paradas do calendário da Bahia, em Lauro de Freitas e Pojuca, de grupos ainda não filiados ao Fórum, que vão premiar o Fórum por sua atuação no estado. É pra fechar o ano com chave de ouro.


Nilton Luz – Colegiado do Fórum Baiano LGBT, militante da Rede Nacional de Negras e Negros LGBT e membro eleito do Comitê LGBT da Bahia.

2 comentários:

Rafael Myranda disse...

Parabens!!!!!
Nilton vc é show de bolaaa

Sergio Viula disse...

Lembra de Sergio Viula, um dos fundadores do MOSES, que deu entrevista para a revista Época tempos atrás e para o Fantástico denunciando esses movimentos de reversão como falsos e prejudiciais? Bem, eu sou esse cara, e gostaria de convidar você a conhecer meu blog "Fora do Armário" e meu livro "Em Busca de Mim Mesmo", lançado nesse mês de dezembro. Se você achar interessante, envie para sua lista de amigos, especialmente os LGBT. Vamos multiplicar aquilo que fortalece nossa liberdade!




Aqui você encontra um video sobre "Em Busca de Mim Mesmo":

http://www.youtube.com/watch?v=btJpwuWYBuU

Para adquirirem, sigam as instruções no blog:

http://glsgls.blogspot.com/2010/12/finalmente-o-livro-de-sergio-viula.html


NÃO PERCA ESSA ENTREVISTA NO SITE



PAROUTUDO:

http://glsgls.blogspot.com/2010/12/site-paroutudocom-fala-do-livro-em.html

Um excelente 2011!!!!



Abraços,
Sergio Viula

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