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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Setorial LGBT do PT baiano revolta-se contra Walter Pinheiro

2 comentários
A notícia sobre a presença do senador Walter Pinheiro (PT) na Marcha contra a Lei da Homofobia indignou o setorial LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros), que, em nota, considerou sua atitude um “equívoco”. O movimento lembra que a Bahia foi estado campeão em morte de homossexuais em 2010 e diz que, ao invés de tomar parte na manifestação, Pinheiro deveria voltar suas energias para buscar diminuir a homofobia no País. Leia a íntegra do texto a seguir:

“Consideramos um equívoco por parte do nosso Senador da República Walter Pinheiro a sua participação em uma marcha religiosa que atenta diretamente contra a lei que visa punir crimes contra homossexuais, bissexuais e transexuais no Brasil.

A cada um dia e meio é assassinado um LGBT no país. O ano passado foram 260 mortes por causa da orientação sexual e identidade de gênero da vítima. Outros tantos foram discriminados, violentados, perseguidos e humilhados.
Tornaram-se públicas diversas manifestações de preconceito, discriminação e violência, com cenas que chocaram toda a população. Manifestar-se contrário a uma lei que visa punir tais crimes é o mesmo que manifestar apoio a essas manifestações e isso contribui para uma sociedade ainda mais homofóbica e discriminatória.

O Senador deveria saber que a Bahia foi campeã em assassinatos de homossexuais em 2010 (29 ao todo) e que seu Partido tem resoluções próprias em que apoia a luta contra a homofobia e pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Ao invés de posicionar-se contrário a aprovação de uma lei o Senador deveria debruçar-se então para propor outra alternativa que diminua a homofobia no Brasil, particularmente no nosso estado da Bahia.

Estamos aguardando sua atuação nesse sentido.”

Wesley Francisco
Coordenador Geral Setorial Estadual LGBT do PT da Bahia”

2 comentários:

Fabinho disse...

E o safado do Pinheiro ainda é do PT, ve se pode!!!!

Raul Tavares disse...

Walter Pinheiro diz que não é homófobo

O senador Walter Pinheiro (PT) negou ter participado da Marcha contra a Lei da Homofobia e disse ser a favor da criminalização da homofobia. Leai trecho da entrevista concedida ao programa “Acorda Cidade”, da rádio Sociedade, de feira de santana (BA).

Recentemente o Sr. foi alvo de críticas por participar da Marcha contra a Lei da Homofobia, o que deixou o Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) do Partido dos Trabalhadores baiano, indignado. Qual a sua posição em relação à Homofobia?

Em primeiro lugar eu não participei dessa marcha, porque na ocasião eu estava fazendo uma ressonância magnética. As pessoas gostam de levantar falsas polemicas, frases clichês e carimbos quando se fala desse tema. Sou contra todo tipo de preconceito, racismo, violência contra a mulher, homofobia. Eu entendo que a orientação sexual é uma decisão de cada indivíduo, a pessoa pode não concordar, mas tem que respeitar o outro. É lamentável a forma que estão tratando o respeito aos cidadãos. As pessoas possuem direitos individuais, livre arbítrio. Não significa que, quem não concorda tem que agir com violência, pois assim está agindo contra a vida.

De que forma o Senhor atua nesse embate?

Devemos tipificar o que é crime de homofobia, quem promove, quem agride, mediando uma Legislação que atue de forma clara contra esse crime. Acredito que temos que amar o outro da forma que ele é, da forma que ele escolheu ser. Não se trata de ser de uma religião ou de outra. Assim como as pessoas tem orientação social por direito, elas também têm direito a orientação de fé. É necessário punir quem pratica atos de homofobia, como quem pratica a pedofilia, toda forma de racismo. Mas, o que não podemos de forma nenhuma é obrigar alguém a adotar uma pratica que contrarie seus princípios.

Eu sempre separei a minha opção de fé da política. Fé é um exercício pessoal e política, um exercício coletivo. Ainda que a fé congregue, a orientação é individual. Dentro de uma igreja, centro espírita ou terreiro, as pessoas não possuem o direito de incentivar, nem promover nenhuma forma de violência contra o ser humano. A vida deve ser preservada.

http://correiodolitoral.com/index.php?option=com_content&view=article&id=5908&catid=53&Itemid=160

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