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sexta-feira, 9 de março de 2012

Professor homossexual denúncia assédio moral, calúnia e difamação contra o CAP de Feira de Santana/BA

6 comentários
O professor Disney Araujo Aires de 35 anos, prestou queixa no Grupo Liberdade Igualdade e Cidadania Homossexual – GLICH, assim como, na 2٥ Delegacia de Policia deste município (RG, 2408/12 - de 05/03/12) contra a senhora Marlene Sousa Barbosa, Diretora do Centro de Apoio Pedagógico (CAP) de Feira de Santana- Bahia e a professora Manuela Reis Eloy.
 
Na apresentação das Denúncias o professor relata que vem sofrendo constantes perseguições, exclusão, isolamento, calúnia e difamação dentro daquela unidade, o professor alega que o referido tratamento se dá pelo fato da sua orientação sexual.
 
A vítima sofre da síndrome do pânico e em decorrência dos últimos acontecimentos vem constantemente se sentindo mal, precisando de cuidados médicos e do uso excessivo de medicamentos controlados.
 
A vítima apresenta sinais nítidos de depressão e esgotamento físico oriundos das perseguições homofóbicas e dos constantes assédios morais praticados pelas referidas. Além da queixa registrada nos órgãos representativos o professor também protocolou denuncia junto a Ouvidoria Geral do Estado da Bahia.
 
Junto a denuncia o mesmo apresenta um serie de atestados médicos, relatórios e e-mail anônimo com teores de ameaças.
 
Sem demonstrar motivos justos ou sustentáveis, a Diretora do CAP Feira de Santana, solicitou via ofício ao senhor Beldes Luis Pereira Ramos, Diretor da DIREC 02, a substituição do professor Disney, o fato se dá pelo conhecimento da referida professora no interesse do queixoso em contribuir com os cursos de capacitação docente, oferecidos pelo CAP, inserindo nestes cursos a discussão pertinente das orientações sexuais, as identidades de  gêneros e as relações sociais no âmbito da homoafetividade.
 
O GLICH prestou apoio moral a vitima, registrou boletim de ocorrência, e irá acompanhar e cobrar de todos os organismos públicos responsáveis que o caso seja apurado e as devidas providências sejam tomadas.
 
Outrossim, apresentaremos denúncias em todos os meios de comunicações, em todos os organismos de educação, a todas entidades representativas do segmento LGBT, para que possamos combater essa prática criminosa de assédio moral e coação homofóbica contra o cidadão LGBT no seu espaço de trabalho.
 
O GLICH lamenta profundamente que uma entidade de Ensino que se propõe à Inclusão de pessoas no âmbito educacional, se utilize destes expedientes para disseminar e perpetuar as práticas homofóbicas. Entendemos que práticas como estas reafirmam um discurso reacionário e estabelece o comportamento Hetero-normativo como único e homogêneo nos espaços de trabalho e socialização.
 
Esta ação fere o direto constitucional do indivíduo, em tempo, que lhe torna vulnerável a todas as mazelas sociais e psicológicas empurrando-lhe para as margens e o tratando como cidadão de segunda categoria.
 
Afirmamos ser inaceitável que os Espaços de Educação se utilizem de ferramentas baseadas na Orientação Sexual das pessoas, para humilhar, constranger, hostilizar e tolher-lhes nos seus direitos.
 
Seremos enérgicos até o final, para que o caso tenha a devida apuração, para que esta prática seja de uma vez por todas banida da nossa sociedade.
 
Atenciosamente,

Rafael Carvalho - GLICH

6 comentários:

Anônimo disse...

parabéns professor pela iniciativa !1espero que todos os outros homossexuais que sofre preconceito também denuncie !!temos que lutar pela nossa causa edireito que é negado !!valeu !!!

Anônimo disse...

gostei da atitude do professor parabéns !!espero que os dirigentes da cap tenha outra postura quanto ao professor !!e espero que o ministério estadual tenha uma atitude em prol da causa !!valeu!!!

Anônimo disse...

Atitude é isso que precisa pra combater a homofobia. Parabéns professor pela sua coragem de denunciar e buscar seu direitos.

Anônimo disse...

Parabéns professor pela tua atitude de denunciar essa prática perversa que acontece em um espaço que trata-se de INCLUSÃO e CAPACITAÇÃO! Se todos os professores tivessem essa coragem, a educação seria bem menos excludente. Essa lógica homofóbica em um ambiente educacional é considerada o FIM DO PARADOXO.
Mantenha firme a sua coragem, e lute pela sua dignidade.

Unknown disse...

Iremos apurar e denunciar o casa até que as devidas providências sejam tomadas, seremos sim, enérgicos no combate a homofóbia institucionalizada em nosso município.

Disney disse...

É difícil para os alunos, para os professores, para os gestores e muito mais para as famílias. Os atores da Educação deveríam praticar a inclusão. Os PCNs através dos temas transversais, dentre eles, orientação sexual, é instrumento legal e determinado pelo MEC para que os espaços destinados a educação, desenvolvam projetos interdisciplinares, e principalmente buscarem capacitação, por meio de cursos, seminários, congressos, entre outros eventos. A partir daí começariam a abordar com menos dificuldade os temas relacionados à dinâmica de gênero, promover a informação, dar amplitude ao debate da sexualidade, partindo do princípio de que as relações se estabelecem fundamentalmente, por meio de de afeto, identificação, direitos humanos, educar para a diversidade, somos todos diferentes , sendo iguais, pois o que está em pauta é a cidadania da população LGBT. E eu concordo com os outros comentários e acrescento que a educação é a chave mestra para subverter e desestabilizar a perversa lógica da homofobia, também nos espaços educacionais. Estar a par das questões relacionadas a orientação sexual, identidade de gênero, é um dever civil e cidadão, afinal, esse processo, quando negligenciado por educadores, contribui para a segregação, discriminação, preconceito e todo tipo de conflito. Chega de homófobia! Registro aqui o meu repúdio a qualquer espécie de coação homofóbica institucionalizada.

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