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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mott chama teóricos queers de racistas, machistas e homofóbicos no Stonewall 40 +

10 comentários
Acabo de voltar do Seminário Nacional STONEWALL 40 + O QUE NO BRASIL?, patrocinado pelo Fundo de Cultura da Bahia, promovido pelo CUS – Grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade, UFBa, sob coordenação do Dr. Leandro Colling, corifeu da teoria queer na Bahia.

Serão 3 tardes e noites de debates com professores de diversas universidades de norte a sul, boa parte deles adeptos da teoria queer. Apesar do apoio de diversas ongs , a Dra. Berenice Bento, da UFRN, de orientação sexual desconhecida, disse textualmente que “a teoria queer colocou em cheque a identidade”  e que a história mostra “a falência das políticas identitárias.  Quer dizer, sair do armário, afirmar-se homossexual=falência. Outro conferencista, gay assumido, Fernando Seffner , UFRS, criticou a agenda do Mov.LGBT na luta pela igualdade plena de nossa comunidade, considerando equivocada nossa demanda  pelo reconhecimento do direito ao casamento e atribuindo ao desejo do estado em nos controlar a segmentação do nosso povo em LGBT.

Por eu ter questionado a teoria queer, dizendo que teorias passam, caem de moda e como dizia Durkheim, o pai da sociologia, “a sociologia não valeria nada se não levar a felicidade da humanidade”, a Dra. Berenice Bento disse ipsis verbis estas barbaridades epistemológicas : “a teoria é uma prática”  e “a teoria é por natureza contra o poder”. 

Completando que as afirmações identitárias têm provocado guerras, conflitos.
Este seminário confirma a preocupação de diversos de nossos militantes: os/as teóricos queer brasileiros constituem gravíssima ameaça aos alicerces do movimento de libertação lgbt. Ao defender as sexualidadesmovediças, as metamorfoses ambulantes, dão um golpe na nossa política de afirmação identitária como estratégia para enfrentarmos a homofobia que mata um lgbt a cada dois dias.

Na hora do debate final, cortaram-me a palavra após 2 minutos e meio, sendo mais tolerantes com outros participantes. O auditório, em grande parte estudantes do dito professor queer, aplaudiram efusivamente os teóricos contrários ao casamento lgbt, à afirmação identitária. Revoltado com tanta intolerância e desrespeito à alteridade, na hora de concluir os trabalho, gritei com todos os pulmões: “Esses palestrantes são brancos racistas e homofóbicos. Usam os homossexuais como objeto de estudo para ganhar dinheiro. Porque não ousam questionar a afirmação identitária dos negros?!”

Oh tempora! Oh mores! (Ó tempos, ó costumes).

E o pior é que vários dest@s queers usufruem os prazeres homoeróticos que nós, militantes desde a primeira hora, conquistamos tais direitos a duras penas.

Cordialmente,

Luiz  Mott

(Recebido por e-mail) 

10 comentários:

Anônimo disse...

Luiz Mott, a cada dia, perde mais o controle.O fato de mais pessoas discutirem sexualidade parece amedrontá-lo.
Deveria ler mais antes de dizer que "Foucault é um engodo", como afirmou ontem no Stonewall. Uma pena.

Anônimo disse...

O decano do movimento gay ficou velho o suficiente para não dialogar nem com novos teóricos e nem com novas idéias. Além disso, parece que a descentralização do discurso e das idéias sobre @s LGBTTS e consequentemente sua perda de poder discursivo e financeiro... está o enfurecendo.

Anônimo disse...

Ele esqueceu de dizer que foi vaiado... duas vezes!

Anônimo disse...

Eu não sou estudante do "dito professor queer" e também vaiei você, Mott. Por esse e tantos outros foras que o Sr. vem dando por aí. Recomendo-lhe, na verdade, o velho e bom Simancol. Após tantas contribuições suas chega a ser inacreditável que não tenha o discernimento necessário para ver o papelão que está a fazer nos eventos. Sua argumentação é sempre tão restrita que mesmo um leigo percebe que está a falar bobagens. Atualização de conhecimentos não tem idade, Mott. Ainda dá tempo...

Anônimo disse...

Mas o auditório NÃO aplaudiu efusivamente os teóricos contrários ao casamento lgbt, à afirmação identitária. Porque os teóricos NÃO SÃO, nem foram, contra a essas políticas. O que foi pensado e discutido por Seffner era que o movimento LGBTT não deveria cair no erro de SÓ reivindicar os modelos ideais que são constituídos por uma sociedade heterossexual e normativa, pois seria uma tentativa de naturalização. Assim estaríamos entendendo o mesmo como um ÚNICO modelo de felicidade... Toma cuidado com a passionalidade, querido, foi uma carta nonsense.

Anônimo disse...

Acho que acefalia deveria ser crime. Carta lamentável.

Anônimo disse...

A máxima alteridade que o senhor autor deste texto nos permite exercer é "vergonha alheia".

Anônimo disse...

Nem teoria queer, nem identidade LGBT... Chegou a hora de se assumir, apenas, idoso! Sua luta, Prof., agora tem que ser outra... a dos 60+

Anônimo disse...

Indicação de leitura, é o que eu posso lhe sugerir, Mott.

Carlos Alexandre Neves Lima disse...

Ninguém é obrigado a concordar com ninguém. É saudável discutir ideias e possuir posições, mas é assustador constatar nestes comentários anteriores cidadãos LGBTs reproduzem o desrespeito e o preconceito contra qual lutamos, sob o manto do covarde anonimato.

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