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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Reunida com lideranças cristãs, Dilma diz que não vai interferir em religião e se compromete com estado laico

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GUERRA... OPS, ELEIÇÃO SANTA
Líderes evangélicos e políticos evangélicos se reuniram na manhã desta quarta-feira, 13, em Brasília com a candidata petista Dilma Rousseff para discutirem apoio à candidata no segundo turno as eleições do próximo dia 31.



Na conversa – que gira em torno da tônica do segundo turno, ou seja, aborto e direitos pró-homossexuais – a candidata voltou a afirmar que não vai interferir em assuntos polêmicos para os cristãos. Isso por se tratar de questões do poder Legislativo (Congresso e Senado).



“O que nós decidimos é que eu não mandaria nenhuma legislação que afetasse a questão relativa a qualquer legislação que altere questões que impactem na religião”, disse Dilma. Isso porque o presidente da República tem poder de enviar projetos de lei para avaliação dos congressistas.



Pressionada pelos evangélicos para que assinasse um “termo de compromisso”, Dilma não aceitou, mas prometeu discutir sobre o assunto, e afirmou que seu único compromisso é com o estado laico (separação entre Estado e igreja). “Ficamos de discutir os termos de uma carta compromisso. Mas o grande compromisso que eu assumo é o compromisso com o Estado laico, que não vai interferir nas decisões a respeito das questões religiosas”, afirmou.



Sobre o PLC-122/06 – Sobre o Projeto de Lei da Câmara 122/06 (PLC-122/06), que criminaliza a homofobia no Brasil, Dilma disse apoiar. “A parte relativa a condenar o preconceito contra o homossexual nós todos temos que endossar”, garantiu. Por sua vez, explicou que não se deve criminalizar os cristãos contrários à homossexualidade dentro das igrejas. “Dentro das igrejas é problema das igrejas. Não posso dar direito a uns e tirar de outros”, disse.



Dilma também fez questão de esclarecer, mais uma vez, sobre seu posicionamento na confusão que se cria diante de “casamento gay” e união civil homoafetiva. “A união civil diz respeito ao direito civil dos cidadãos. Outra coisa é o casamento entre homossexuais ou quaisquer outras opções sexuais. Isso diz respeito às igrejas. Ninguém pode interferir nisso”, completou.



Os políticos evangélicos – Para fazer parte do governo da coligação de partidos que apoiam a candidata, o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB-RJ), da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e ferrenho crítico do PLC-122/06 afinou seu discurso. “Vamos tratar de desmistificar todos esses boatos que estão penetrando as igrejas, e enganando pessoas crédulas e bem intencionadas. Esta onda de boatos não constrói o Brasil. Ao contrário, pode até trazer um cisma, o ódio entre as religiões, que é o que a gente menos quer”, disse Crivella.



O deputado federal reeleito Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – que criou o PL-7382/2010, que “pune a discriminação heterossexual” também amansou o discurso. “Dilma foi específica quanto a vetar qualquer item que cerceie a liberdade religiosa nos cultos”, disse Cunha. Participou também do encontro o senador reeleito Magno Malta (PR-ES), entre outros nomes. Os políticos evangélicos prometeram gravar depoimentos para o horário eleitoral da petista.

Fonte: Mundo Mais

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